Somos Ligados pelas nossas Alma
Silêncio que Respira
No ruído das máquinas,
busco um silêncio que respira.
Onde a alma não se explica
ela apenas é.
Há pixels que brilham,
mas não iluminam.
Há palavras que gritam,
mas não curam.
No fundo da ausência,
escuto o que o mundo enterra:
a ternura do instante,
a fé sem altar,
a justiça sem plateia.
As mãos vazias,
que não postam, não vendem, não imploram
essas sim, sustentam o invisível.
Essas escavam a verdade
que o ouro não compra
e que os likes não alcançam.
Na palma da mão, não carrego espadas,
mas sementes.
E mesmo que a terra esteja dura,
é nela que insisto em plantar
o impossível.
Porque há um Deus que não cabe em dogmas,
um amor que não vira tendência,
e um eu que não quer mais performance
quer presença
O mais belo,
e acolhedor
em uma história de amor,
que marca a alma,
que deixa saudade,
é estacionar os pensamentos
em tudo que viveu.
Pois, já pensou,
em quantos amores,
as pessoas deixaram de viver
em suas breves vidas?
O abuso narcisista não deixa hematomas visíveis, mas fere profundamente a alma.
Manipulação, controle, invalidação e destruição da autoestima são algumas marcas deixadas por quem usa amor como arma.
Minha alma está à espera que nunca vêm. A dor da perda e o abandono me deixam sem fé. Eu pedi por cura, por proteção, por amor, mas o silêncio foi a única resposta. A família, que deveria ser o refúgio, virou as costas. Eu e minha filha fomos deixadas para lutar sozinhas, sofrendo e passando fome. Agora, eu exijo uma prova da existência de Deus. Quero ver, quero sentir, quero saber que não estou sozinha. É hora de Deus mostrar sua face, de provar que ele existe e se importa conosco. Eu estou esperando.
Quantas vezes me calei pra manter a paz dos outros, enquanto a minha própria alma gritava por socorro… E ninguém ouvia. Nem eu.
Eu estudo a alma humana e existem motivos para que uma pessoa aja de uma derminada maneira, mas quando se trata de amor, parece não ter lógica nenhuma.
EM TI QUE A ALMA AQUENTA (soneto)
Inverno... de prosas macilentas
Cheia de saudade, melancolia
Tão triste as trovas friorentas
Carregadas de soturna poesia
Pardo inverno de horas lentas
Sempre iguais, densa melodia
Ó versar, por que te apoquentas?
Não soluces mais, adoce, alivia!
Tudo é pressa, passa, é correria
Dos dias invernados do cerrado
Vai-se na poética que acalenta
Verás sim, soneto de invernia
Que canta o canto orvalhado
É em ti que a alma aquenta.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/06/2025, 14’45” – Araguari, MG
As guerras do mundo nascem das guerras da alma.
Enquanto o homem fugir de si mesmo, continuará ferindo os outros.
A paz verdadeira não é um tratado entre nações,
mas um encontro corajoso entre o eu e Deus.
— inspirado em Søren Kierkegaard
O intelecto apenas prejudica a alma quando pretende usurpar a herança do espírito.
Sonhos são como cartas que sua alma escreve a sí mesmo, com símbolos, memórias, advertências e possibilidades futuras, para que possa de alguma forma te auxiliar na tua trajetória de vida e manter teus passos, alinhados.
Ver alguém apenas cumprir o mínimo, sem alma, sem escuta, sem presença... é lembrar que o fazer sem ser é só mais um modo de ausência disfarçada.
Escrevo para você, escrevo para mim, escrevo para lembrar e enriquecer a minha alma, não são apenas palavras, mas vida.
Vida minha, vida sua !
São textos que te fazem refletir.
Esconder sua face pode parecer sensato, mas será o verdadeiro eu que vejo?
Dentre tantas escolhas resolveu se achegar aqui, nesse cantinho simples, recanto que acolhe, mas nada bobo , a penas sensato.
A recíproca é verdadeira.
Na mesma medida, na mesma moeda.
Mas o sabiá continua triste
Perdido sem um ninho
Vaguea por aí
Poesia de Islene Souza
MEUS VERSOS (soneto)
Meus versos, assobio do vento no cerrado
A alma melancólica devaneando na rima
O sentimento escorrendo de sua enzima
Do grito do peito do sonho estrangulado
Mimo das mãos no verbo que a alma lima
Ternura na agonia, voz, o lábio denodado
Galrando sensações num papel deslavado
Que há no silêncio do fado em sua estima
Os versos meus, são o olhar em um brado
O gesto grifado no vazio sem pantomima
Vagido da solidão parindo revés entalado
Meus versos, da alacridade me aproxima
Me anima, da coragem de haver poetado
Ter e ser amado, o telhado, riso e lágrima.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Abril de 2017 - cerrado goiano
Beijo na alma vale mais que mil beijos na boca. É quando a presença do outro acalma mais que qualquer palavra. Intimidade, para mim, é saber onde dói… e ainda assim escolher ficar. É cuidar sem invadir. Amar sem precisar pedir. A gente se sente seguro não quando ouve ‘eu te amo’, mas quando sente isso no olhar. Porque amar de verdade não é só corpo com corpo. É alma com alma, gesto com presença, silêncio com sentido.
"O frio do corpo se desfaz com um bom agasalho, mas o frio da alma, provocado pela humilhação de um preconceituoso, é difícil de aquecer, porque não há tecido que proteja contra a dor do desprezo.
Ciúmes…
Me fere a alma, dilacera minha carne, cega meus olhos.
É um veneno lento que escorre pelo peito,
queima silencioso e se disfarça de amor.
Te imploro: não me faça sentir assim,
não alimente essa dor que não pedi pra carregar.
Te peço, por tudo, não machuque esse coração
que só sabe te amar, que só encontra paz no teu olhar.
Não me faça duvidar de mim, das minhas capacidades,
do pouco valor que me resta quando teu silêncio grita.
Te imploro, meu bem, nem por um segundo pense em me trocar...
sou teu, mesmo quando tudo em mim diz que estou me perdendo.
Te peço, amor, não me condene a reviver
essa sombra escura que invade minha alma
quando o ciúme me abraça frio, cruel, desesperador.
É um fantasma que me arrasta pra dentro de mim,
pra um lugar onde não existo, onde sou só medo,
onde até o amor dói…
e você, sem saber, segura a lâmina quebrasga meu peito.
