Somos Ligados pelas nossas Alma
Resistir a dor de uma alma lacerada
Dói de tanto sentir, alma desamparada
Agarro me a fé, deixo me ir ...
É difícil resistir, dói de tanto sentir
Meu desejo é partir, deixar de existir
Minha alma perdida ... ferida
quero mesmo essa partida ....
meu grito interior, esconde a dor sentida
Tenho medo de viver ...
Não tenho medo de morrer ...
Se eu soubesse; não queria nascer
Tenho vontade de apagar meu ser
desligar meu sofrimento, partir
Não quero existir, persistir
Amiga de alma e de luz sem igual,
Lidera com graça seu brilho vital.
Encanto que emana em cada sorriso,
Sabedoria de quem faz o que é preciso.
Sensível, mas forte, com garra e paixão,
Abriga o mundo em seu grande coração.
Nobreza de espírito em tudo o que faz,
Defensora da vida, do amor e da paz.
Rara virtude, presença que inspira,
A nota mais linda em qualquer melodia
Vejo, com os olhos d’alma, a escuridão da noite
Noite que me fascina e prende
Na negritude de seu seio encontro um baluarte seguro
Nunca houve dificuldade ou problema sem solução que resistisse ao seu acalanto
Quieto, em paz, escuto sua melodia quente
Tal qual o canto da Iara nos rios da infância
Inebriado no encanto nanquim, sinto revigorar o ânimo
E o peito exangue volta a pulsar com valentia
Não há palavras que sejam belas o bastante para exprimi-la
Nem gestos nobres o bastante para reverenciá-la
Por isso, frustado, deixo meu coração à sua margem
Na esperança de que ela o acolha e o reconheça
Como era no início, como sempre deveria ser.
O poder, quando cai nas mãos erradas, não constrói. Ele corrói.
Corrói a alma. Corrói o caráter. Corrói a humanidade.
Estamos vivendo dias sombrios.
Enquanto líderes discutem o aumento do alcance de mísseis de longo alcance e o fortalecimento de arsenais nucleares, crianças morrem em silêncio — não por guerra, mas por fome.
Bilhões para destruir.
Centavos para salvar.
Eu sou um pobre mortal.
Não tenho exército. Não tenho poder. Não mando em nações.
Mas sei que vou morrer. E talvez seja exatamente essa consciência que falta aos que se acham eternos.
A vida é breve.
Breve demais para ser usada para alimentar ódio.
Breve demais para ser gasta defendendo crueldade.
Vi uma campanha da UNICEF:
“Com um real por dia você salva uma criança na África.”
Um real.
Há quem invista milhões para aperfeiçoar a morte.
Eu investi um real para proteger a vida.
Não vou salvar o mundo.
Mas se uma criança dormir alimentada por causa de um gesto meu, minha existência já fez sentido.
O que mais me assusta não são apenas os líderes que promovem a guerra.
O que mais me assusta são as pessoas boas que, por vaidade, por ideologia ou por conveniência, escolhem defender a maldade.
Parem.
Respirem.
Perguntem a si mesmos: que lado da história eu estou ajudando a escrever?
Porque um dia, quando tudo isso passar, não restarão discursos.
Restará a memória.
E a história será implacável.
Ela não lembrará quem acumulou poder.
Lembrará quem escolheu a vida.
MANCHETE DA NOSSA GERAÇÃO:
Em um tempo de armas apontadas para o mundo, alguns homens comuns escolheram apontar o coração para a humanidade.
Eu sou apenas um mortal.
Mas escolhi o lado da vida.
E você?
— Nereu Alves
Como suportar... como compreender... como continuar vivendo quando a própria alma parece cansada de existir? Tudo o que eu queria era entender o porquê de sentir uma dor tão profunda, tão fria, tão cruel, uma dor que não grita, mas corrói por dentro, que não sangra por fora, mas dilacera em silêncio, uma desesperança pesada, sufocante, como se o mundo estivesse lentamente se afastando de nós, como se tudo aquilo que um dia foi abrigo estivesse, agora, desmoronando diante dos nossos olhos, é como se uma mão fria tocasse o nosso rosto na escuridão, não para consolar, mas para nos obrigar a encarar aquilo que tentamos negar: a rejeição, o abandono, os olhares carregados de julgamento, o desprezo disfarçado de silêncio, a indiferença que fere mais do que palavras duras, aqueles que um dia chamamos de importantes, aqueles por quem estendemos as mãos, por quem lutamos, ajudamos, acolhemos… hoje nos viram as costas com uma frieza que assusta, e dói perceber que nos tornamos invisíveis para quem já foi casa, dói sentir que tudo o que fizemos parece não ter valor algum, como se fôssemos apenas mais um rosto perdido na multidão, ou talvez nem isso… talvez até um estranho, que nada sabe da nossa história, tenha mais consideração do que nós, e assim seguimos, carregando no peito o peso de uma ausência que grita, de um silêncio que machuca, tentando sobreviver a uma tristeza que parece não ter fim.
Mulher
Eu aprendi cedo
que ser mulher é equilibrar o mundo
sem deixar cair a própria alma.
Já engoli silêncios,
já ouvi “não é o seu lugar”,
mas transformei cada limite imposto
em degrau.
Carrego lutas que nem sempre aparecem,
mas também carrego sonhos teimosos
que ninguém conseguiu arrancar de mim.
Sou delicadeza, sim —
no jeito de cuidar, de ouvir, de amar.
Mas sou também voz firme,
passo decidido,
coração que não aceita injustiça.
Ser mulher, para mim,
é acordar todos os dias
e escolher existir inteira —
com força, com doçura,
com coragem.
Uma dor que corrói por dentro, que destrói silenciosamente, que dilacera a alma e mata aos poucos, arrancando toda alegria, toda esperança, toda vontade de continuar, é uma dor que não grita, mas sufoca; não sangra por fora, mas sangra por dentro, consumindo cada pedaço de quem a carrega, uma dor silenciosa que se esconde à vista de todos, camuflada em sorrisos forçados e respostas automáticas de que “está tudo bem”, um vazio onde tudo parece falso e mentiroso, onde o amor já não consegue atravessar as muralhas erguidas como defesa depois de tantas quedas, tantas trocas, tantas humilhações, tantos abandonos, é o peso de ter sido deixado de lado, de ter se sentido insuficiente, descartável, invisível, é um cansaço emocional que ninguém vê, mas que esmaga o peito todos os dias, esse é o peso que poucos compreendem, porque só entende de verdade quem já sentiu a própria alma se partir em silêncio.
Beleza impactante e atraente... do tipo devastadora... única... arrasadora e de arrepiar a alma. Belíssima...!
Você já adoçou a
vida com uma
serenata? Então,
isso é que o amor
faz ele suavizar a
alma do casal
fazendo ele fica
mais gostoso
como o melhor
chocolate. Se isso
Já é bom adoçar a
vida com um belo
chocolate,
imagine com um
beijo de sabor de
sorvete ou
chocolate da
pessoa que você o
ama?
Nas ruas vazias da alma coletiva, o eco do silêncio coletivo se alastra como uma névoa densa, tecida por milhões de vozes caladas. Cada ser carrega um grito engolido — o operário que engole o cansaço, a criança que guarda o sonho partido, o amante que murmura promessas ao vento. Juntos, formam um coro invisível, onde o nada ressoa mais alto que o clamor.É um oceano de pausas, onde o ar vibra com ausências: mãos que não se tocam, olhares que fogem, corações batendo em uníssono mudo. O silêncio não é vazio; ele pulsa, ecoando feridas compartilhadas, solidões entrelaçadas como raízes sob a terra. Nesse vasto auditório sem paredes, o eco se multiplica, transformando o individual em hino universal — um lamento que cura ao ser sentido por todos.
Purificar a alma
gritar ... ficar calma
como a limpar?
respirar fundo, expirar
fechar os olhos e sorrir ...
imaginar um prazer ...
uma oração ler ...
um pensamento profundo
desligar-se do mundo ...
ouvir a chuva cair ...
ver campos, jardins a florir
olhar o mar... o rio
um espaço vazio...
sentir por dentro ...
novo renascimento
O comando é o pensamento
vamos o programar ...
para nos encontrar
no nosso interior
dominar a dor
nos amar, valorizar
somos nós a sentir
não vamos desistir
PRAZER
Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.
