Somos Ligados pelas nossas Alma
A gente tem muita ciência, técnica, democracia e liberdade, mas não dá para afirmar que somos evidentemente felizes.
Somos insignificantes diante desse mundo pandêmico de gente que carrega no seu DNA a maldade para lucrar em cima da desgraça alheia.
A vida é um barco cruzando uma tempestade, os tripulantes somos nós e lutamos para que depois da tempestade venha um arco-íris...
Um bom amor é reconhecido porque nele podemos ser exatamente como somos e deixamos o outro ser exatamente como ele é, porque é orientado para o presente e para o que está por vir, em vez de nos ligar ao passado e, acima de tudo, porque produz bem-estar e satisfação.
À distancia tudo é belo, todos são perfeitos, mas é só porque não convivemos diariamente e não somos decepcionados com frequência.
Nós também somos espírito e temos fome e sede no espírito e temos como alimenta-ló, e com boa comida, nada melhor do que o Rolo literalmente Divino para nós encher de saúde.
Quem somos? Não sabemos.
Sou autêntico e as pessoas precisam me aceitar pelo que sou e não pelo que pareço ser.
No âmbito democrático, quebrar a esfinge derruba pareceres e "cala a boca" já enfraquecida. Ele não é ou não democrático? A classe social que vive, sobrepõe à periférica semelhança do "nada me atinge". Então no "coletivo", é como a multidão vivendo a perambular pelas ruas do sistema. Ele está aí. Infiltrado nos meios sem fazer escolhas. As luvas escondem as mãos. As águas limpam lugares onde há a dificuldade em ver ou encontrar. Não esqueça.
Somos repletos de incertezas, mas recuse-se a afundar.
Só restam vestígios do que fomos, contudo, sejamos livres.
Sejamos nosso próprio lar.
Abismo
Quando se está a beira de um abismo, percebemos o quanto somos pequenos.
Quando estamos no topo de uma montanha percebemos o quanto o céu e as estrelas são magníficas.
Às vezes nas nossas vidas podemos passar por diversas trilhas, muitas vezes deslumbrantes e bucólicas, porém é comum nos deparamos com obstáculos e desafios.
Por vezes pensamos em desistir, sentimos medos, cansaço.
Mas quando chegamos no topo da montanha, podemos decidir olhar para o abismo e sentir vertigem, ou olhar para o céu e vislumbrar com a imensidão do infinito, sentir o quanto fomos valentes, determinados.
Neste momento feche os olhos, sinta a brisa gelada acarinhar sua face, silencie seus pensamentos, ouça apena as batidas do seu coração.
Lembre se sempre haverá outras trilhas, outras paisagem outros abismos e céus.
Renata Batista
Poetisa
26/10/19
A vida sempre nos coloca no caminho certo, nós é que somos teimosos e na pressa de querer chegar tomamos atalhos errados.
