Somos Ligados pelas nossas Alma
A grandeza que influencia nossas escolhas.
Além da prova social, escassez e abundância determinam nossas decisões.
Por isso, optamos por um restaurante cheio, a um de zero pessoas.
Na escolha de videos do mesmo tema, clicamos nos que possuem mais visualizações.
O assunto abre brecha para teoria da lei da atração, que, de certa forma, faz sentido, analisando por determinado ângulo.
Também há evidências que somos atraídos por coisas grandes, mar, montanhas e grandes monumentos, que além do significado, provocam impacto visual.
Entretanto, a reflexão que apresento é sobre a mecanicidade cotidiana, que nos impede de experimentar o novo, muitas vezes, nos leva a desperdício de tempo e maiores gastos financeiros.
A expectativa gerada, sequestra a razoabilidade, e poucos percebem sua vulnerabilidade neste assunto.
Hoje, percebi claramente meu nivel de aprisionamento, enquanto procurava uma refeição para comprar.
Acontece que perto de onde moro, pessoas utlizam seus carros para venderem quentinhas, estacionando-os em pontos estratégicos, ofertam um cardápio variado a depender do dia.
Sem preferência, me vi impulsionado a esperar na fila formada atrás de um determinado veículo, mesmo com outras opções sem fila de espera.
Refleti e observei pessoas seguindo a mesma tendência, haviam três carros parados e dois pontos de venda sem carro, somente com as quentinhas arrumadas em uma bancada improvisada.
Percebi o número de interessados que seguiam, cegamente, aguardando nas filas formadas, desprezando os que não tinham fila.
Este fato gerou-me forte reflexão sobre todas àreas de minha vida, de como tomo minhas decisões, e fez-me perceber o nível de aprisionamento que me impede de vivenciar novas experiências.
Decidi abandonar o efeito manada, rejeitar as provas sociais, e encarar novos caminhos, desafios inéditos, mesmo solitário, mas que sejam de fato minhas escolhas.
SENTIMENTO OCULTO
A distância e o tempo, por vezes criam muros de Berlim nas nossas vidas que a qualquer altura podem ser quebrados por nós (O Homem), mas o sentimento esta sempre lá oculto, este ninguém quebra senão a força divina de cada um de nós!
O VÍCIO BOM
No mais alto nível de fascínio e flama à flor das nossas peles couradas, não existem palavras que descrevam os detalhes sobre a comoção.
Hilários por tudo e nada qualquer gesto simples é válido, até porque estamos adictos pelo simples vulto da sombra, ademais, do anélito.
Adictos sim, pela voz, cor, cheiro, olhar, presença, pestanejo, sorriso, gesto, andar, falar, tossir, tudo isso e mais, provoca-nos comichão.
Vivemos com saudade pois ela é parte da nossa humanidade, sem ela nossas neblinas se misturariam ao amor e não haveria como nos aproximarmos de nosso passado e nos tornarmos melhores para o nosso amanhã.
O pensamento transforma-nos em seres honestos ou desonestos, tudo em função das nossas atitudes refletidas ou irrefletidas.
A vida é como um relato de um jogo, as nossas falhas são penalizadas pelos árbitros do tempo e, os nossos bons feitos apenas aplaudidos em silêncio.
Recriamos a nossa vida por cima do nada, sem nos apercebermos do tempo que escapa das nossas mãos, um dia como qualquer outro damos conta de que dedicamos uma vida sem objectivos concretos por alguém.
Devemos aprender a fazer do nosso pensamento prata e das nossas palavras ouro e somente assim, mundo viverá em paz.
A pior de todas as batalhas de nossas vidas, travamos com o nosso próprio ser, pois, quando pensamos que nos conhecemos o suficiente, descobrimos que pouco ou nada sabemos de nós mesmos.
O céu se rasga ao cair da noite, sobre as nossas cabeças renasce a lembrança de outros tempos em que tudo o que fizéssemos se transformava em vivência perfeita.
Os nossos olhos nos tornam escravos das nossas atitudes, mas, nem sempre nos mostram o caminho certo de que devemos seguir para alcançarmos a felicidade.
O preço do bem estar da humanidade actualmente, passa por abdicarmos das nossas satisfações pessoais e, deste modo, aceitarmos com veemência, a orientação das autoridades sanitárias, que nos impõem que fiquemos em casa, de modo a evitamos a propagação massiva do coronavírus.
Temos pressa de alcançar o normal para as nossas vidas, mas, não conseguimos perceber que a nossa vida nunca teve de facto um normal e, que nós e as nossas escolhas diárias é quem tornamos o nosso viver como sendo normal ou anormal aos olhos de quem nos contempla.
Os contos que descontam das nossas mentes, falarem da nossa vida, nos transformam em heróis ou vilões, no entendimento do mundo que com curiosidade quer saber que tipo de humano somos, mas, a verdade é que não buscam a realidade sobre nós, nas oportunidades que têm para nos interpelar.
O tempo consome as nossas certezas, quando a idade nos cobra por amizades sinceras, que nos têm sem competição, mas, que nos querem e têm-nos como parceiros da vida e para a vida.
Mais sensato que o tempo, são as nossas convicções, que nascem num tempo e espaço determinado, mas, morrem conosco no dia do nosso último suspiro.
Os cantos do Natal já ecoam nas nossas mentes, a nostalgia das alegrias e tristezas vividas durante o ano se refletem a cada passada das horas dançando nas nossas esperanças, mas, um silêncio se esconde nas nossas falas e, nos lembra que seremos felizes no novo ano que nos renova.
Escrevemos as nossas vitórias na memória dos que ficam, mas, partem conosco, as alegrias de uma dor não partilhada com o mundo que nos julga e que nos condena sem contraditório.
Os nossos sonhos se desenham nas margens do rio Kwanza, onde muitas das nossas alegrias foram vividas, nos encontros dos nossos desejos e, que hoje foram arrebatados pelo vento e pela seca do cacimbo.
