Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
"Quando nos for permitido conhecer a alma de alguém, em suas mais profundas nunces e possibilidades, logo teremos acesso irrestrito a todos os seus segredos e desejos inconfessáveis..."
Giovanna & Benício
Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
A Crueldade da Poesia
A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.
Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.
O AMOR, QUANDO ELE CHEGA
I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.
Todo e qualquer projeto ao qual o homem se dedique está fadado ao fracasso quando confrontado com a complexidade do universo.
Onde moramos, onde desejamos viver — quando amamos alguém, esse alguém torna-se nosso lugar de repouso. A ausência seria o desespero de não ter para onde voltar. Assim eu sinto: ela é minha casa, meu lugar de morada. Não desejo outro canto, ainda que às vezes eu saia; sei que existe um lugar no mundo para o qual posso sempre retornar em segurança. Contudo, essa certeza também é conflitante: saber que, sem ela, meu mundo se perderia, sumiria junto com sua ida. Se um dia isso ocorrer, serei nômade, alguém em fuga, em profundo desamparo, à procura daquilo que já não pode mais ser encontrado.
Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.
Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.
O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.
A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.
ROKC DA CICUTA
Quando o céu pesa feito chumbo
e a cidade mastiga meus passos sem piedade,
há vozes nas sombras chamando ao deserto,
prometendo silêncio e descanso no pó.
Em dias ruins,
quem me salvará?
Apenas um rock.
Conheço o truque da noite ferida,
a mentira elegante que veste a dor.
Ela fala em repouso,
em fuga infinita,
e cobra da alma um preço maior.
Uma guitarra rasgando a escuridão,
um grito selvagem cortando o nevoeiro,
um trovão elétrico atravessando a noite
e explodindo dentro do coração.
Ou uma overdose de cicuta,
serena como um lago sem verão,
a velha taça esquecida sobre a mesa,
aguardando o fim de toda revolução.
As ruas estão cheias de reis derrotados,
de poetas vencidos pelo aluguel,
de homens que escondem seus naufrágios
sob gravatas, sorrisos e papel.
A madrugada conhece seus nomes,
conhece o peso de cada ilusão.
Sabe quantos castelos desabaram
antes do último acorde da canção.
Entre a fúria dos amplificadores
e o silêncio mortal da rendição,
a vida dança sobre o fio da navalha,
sem promessas, sem explicação.
E eu sigo escutando os dois chamados,
como quem ouve anjos e vulcões:
de um lado a tempestade das guitarras,
do outro, o descanso das extinções.
Um processo de mudança só é possível quando há desejo de mudança, comprometimento dos lideres e consenso mutuo entre todas as partes
A vida vale a pena demais,
mesmo quando o céu perde a cor.
Depois da tempestade mais forte,
sempre renasce uma flor.
Vale a pena acreditar,
recomeçar sem desistir.
Cada amanhecer é um presente,
um novo convite para sorrir.
Helaine machado
Eu sei que você tem perguntado por mim. Fico sabendo das suas dúvidas por aí, quando você questiona se eu realmente existo ou se já estou a caminho. A verdade é que eu também estou nessa busca.Talvez eu esteja agora mesmo na mesma livraria que você frequenta, ou talvez eu more em outra cidade e o destino ainda esteja organizando o nosso encontro. Enquanto você se pergunta quem eu sou e o que faço da vida, eu sigo aprendendo a ser a pessoa que você espera. Estou vivendo, errando e me preparando para o momento em que os nossos caminhos finalmente se cruzarem.Não pense que estou me escondendo de propósito. Às vezes, a vida exige que a gente passe por outras experiências primeiro, só para darmos o devido valor quando o nosso encontro real acontecer.O que posso te prometer hoje:Eu existo: mesmo que agora eu seja apenas uma ideia na sua mente.Eu vou chegar: não no seu tempo, nem no meu, mas no momento exato em que estivermos prontos para voar juntos.Eu também espero por você: com a mesma leveza e com o mesmo frio na barriga.
Quando a empatia se apaga, sobra apenas o vazio de corações que perderam a capacidade de amar, ferindo o mundo com a mesma facilidade com que respiram.
Quando a fé é mencionada no ambiente de ensino superior, o silêncio que se impõe costuma ser pesado, revelando uma intolerância velada contra aqueles que ousam harmonizar o conhecimento acadêmico com a crença no Criador.
Cada ano da vida de um ser humano é um tom uma nota
E quando se entrega a vida se termina pronta a sua canção.
“Anne Gabriella Souza Santos Cassule“
O político que só escuta os bajuladores começa a confundir aplauso com realidade — e, quando percebe, já está em ruínas.
Acaso
Talvez tenha sido acaso...
Você cruzar meu caminho,
justamente quando eu não procurava ninguém.
Talvez tenha sido apenas coincidência
o instante, o lugar, o momento...
Mas algumas coincidências
são difíceis demais de chamar de acaso.
Porque, depois de você,
alguma coisa mudou em mim.
Como se a vida, por um breve instante,
tivesse colocado tudo no lugar
só para que nossos caminhos se encontrassem.
E desde então,
quando penso em destino,
não imagino caminhos, estrelas
ou lugares distantes.
Imagino você.
Talvez tenha sido acaso...
Mas, se foi,
foi o acaso mais bonito
que a vida poderia ter me dado.
