Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando a dor do outro não lhe toca,quando vc não têm sensibilidade para se colocar no lugar do outro e tentar compreender sua aflição então você não têm problemas você é um problema ...
A dor de alguém amanhã pode ser nossa ,pois somos simples mortais de passagem temos o dever de olhar para quem sofre e lhe estender a mão se você não têm entendimento para isso não ouse tocar no nome de Deus "
Mary Gonçallves !
Posso não chorar mais com as lágrimas mas meu corpo chora; ao senti-lo pesado quando tento resistir ao choro de lágrimas.
Quando você se conhece
Nunca quer se exaltar
Sempre observa tudo
Pra poder se aprimorar.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
05/08/2026
Quando as interrogações superam as exclamações e não há espaço para as vírgulas, deve-se colocar um ponto final!
Lembre-se de uma coisa: uma relação saudável não acontece quando uma pessoa salva a outra. Ela acontece quando duas pessoas, cada uma carregando a própria história, escolhem caminhar juntas. Você merece ser escolhida pelo que você é, e não pelo quanto consegue suportar ou resolver a vida de alguém.
Quando o fósforo é riscado, acende muitos pavios sem se preocupar com a chama; o isqueiro não, costuma regular sua chama e não acende qualquer pavio
Quando a Necessidade Encontra a Coragem
Eram seis horas da manhã quando o aplicativo chamou o motorista para buscar um passageiro em um bairro simples da cidade. Ao chegar, um rapaz perguntou: “O senhor pode levar quatro pessoas?” O motorista fez um sinal positivo com a cabeça. Entraram no carro um homem, uma mulher e dois rapazes. O senhor sentou-se ao lado do motorista; a mulher e os dois jovens acomodaram-se no banco traseiro. “Bom dia a todos!”, disse o motorista. “Bom dia!”, responderam.
Durante a viagem, o motorista perguntou se trabalhavam juntos. “Somos eletricistas”, respondeu o homem. Foi então que o rapaz mais velho interrompeu: “Na verdade, só eu sou eletricista. Eles trabalham comigo e estão aprendendo.” Aquilo despertou a curiosidade do motorista. “Como começou essa história?”, indagou. O rapaz respirou fundo e começou a contar.
Três anos antes, cursava Engenharia Elétrica na Universidade Federal de São Carlos. Seu pai era azulejista, ganhava pouco e sustentava a família; a mãe cuidava da casa e o irmão ainda estudava. O dinheiro era curto e, dentro de casa, as preocupações eram muitas. O pai reclamava frequentemente que seu trabalho atrasava porque faltavam eletricistas na obra. Foi então que o filho teve uma ideia que mudaria a vida daquela família. Em vez de apenas reclamar da dificuldade, ele decidiu procurar uma solução. Trancou a faculdade, matriculou-se em um curso técnico de eletricista e, graças aos conhecimentos que já possuía, concluiu o curso em apenas seis meses.
Mas ele não parou ali. Antes mesmo de terminar o curso, abriu uma pequena empresa. Foi até a construtora onde o pai trabalhava e perguntou se precisavam de eletricistas. “Sim, estamos precisando”, respondeu o funcionário, que começou a preparar os documentos para contratá-lo. Então veio a surpresa: “Não quero ser empregado. Quero prestar serviços para vocês.” O funcionário ficou surpreso. Afinal, quase todos que chegavam ali procuravam emprego. Mas aquele jovem procurava outra coisa: **uma oportunidade para construir o próprio caminho.**
Foi encaminhado para uma obra que estava atrasada justamente pela falta de eletricistas. Começou ali. O trabalho começou a crescer. Dez meses depois, já tinha contratos suficientes para chamar o próprio pai. “Pai, peça demissão. Eu vou lhe pagar o dobro do que o senhor ganha, e o senhor vem trabalhar comigo.” Depois, chamou o irmão. E quando a mãe, brincando, perguntou: “E eu? Ninguém vai me oferecer trabalho?”, o filho respondeu: “A senhora pode deixar o serviço de casa e vir trabalhar conosco. Estou precisando da senhora.” Aquela família, que antes dependia de um único salário, passou a trabalhar junta.
Quatro anos depois, o rapaz já tinha uma empresa estruturada, um galpão e equipamentos modernos. O motorista, impressionado, perguntou: “Mas como você conseguiu chegar até aqui?” O rapaz respondeu: “Eu simplesmente procurei resolver um problema que já existia.” Naquele momento, o motorista percebeu que estava diante de algo maior do que uma simples história de empreendedorismo. Aquele rapaz não tinha começado com dinheiro. Começou com **conhecimento, coragem e disposição para enxergar uma oportunidade onde outros enxergavam apenas um problema.**
E, quando a corrida estava terminando, veio mais uma surpresa: “Agora vou terminar Engenharia Elétrica. Quero deixar de pagar engenheiros para assinarem os projetos da minha empresa.” O motorista ficou em silêncio. A corrida havia terminado, mas aquela história continuaria viajando com ele. Porque existem corridas que nos levam apenas de um endereço a outro. E existem corridas que nos levam para dentro de nós mesmos.
Naquela manhã, o motorista aprendeu que **a vida não entrega as mesmas oportunidades para todos. Mas, muitas vezes, ela coloca diante de nós problemas que podem se transformar em oportunidades — se tivermos coragem de enxergá-los de outra maneira.** Aquele rapaz poderia ter continuado reclamando da falta de dinheiro. Poderia ter culpado as dificuldades. Poderia simplesmente ter procurado um emprego. Mas escolheu outro caminho. **Ele não esperou a oportunidade aparecer. Ele criou uma oportunidade a partir da necessidade.**
E talvez essa seja uma das maiores lições que a vida ensina: quem apenas procura emprego pergunta: “Onde existe uma vaga?”; quem pensa como empreendedor pergunta: “Qual problema precisa ser resolvido?” Na caminhada da vida, muitas vezes o caminho mais difícil é justamente aquele que nos leva mais longe.
Peregrino Nino Carneiro
Quando eu esqueço de me escolher
Hoje, a melancolia chegou sem pedir licença.
Talvez porque, mais uma vez, eu tenha percebido o quanto consigo dar importância a pessoas que, tantas vezes, só me procuram quando precisam de um lugar para despejar os próprios vazios. E o que mais dói não é não saber. É saber de tudo e, ainda assim, abrir a porta.
Se fosse qualquer outra pessoa, eu já teria ido embora há muito tempo. Eu sei partir. Sei fechar ciclos. Sei me proteger.
Mas com ela, alguma coisa em mim desaprende.
Não sei explicar o que existe entre nós. Só sei que, quando ela se aproxima, minhas defesas silenciam. Eu fico vulnerável, esqueço das cicatrizes e me entrego como quem ainda acredita que, desta vez, talvez seja diferente.
E então tudo se repete.
Eu perdoo o que me feriu, abraço o que me faltou, aceito migalhas como se fossem banquetes e chamo de esperança aquilo que tantas vezes já me provou ser ausência.
Talvez minha maior frustração nem seja o que ela faz comigo.
Talvez seja perceber o quanto eu me abandono quando se trata dela.
Porque eu sei que mereço mais. Sei que deveria escolher a mim mesma. Sei exatamente onde esse caminho termina.
Ainda assim, existe uma parte de mim que continua voltando.
Como quem conhece o abismo pelo nome, sabe a profundidade da queda, lembra de todas as vezes em que se machucou...
e, mesmo assim, caminha até a beira outra vez.
Talvez o amor mais difícil de aprender seja aquele que começa quando finalmente decidimos não nos perder de nós mesmos para permanecer na vida de alguém.
Eu Apenas Sou
Sou disponível,
e estarei sempre presente —
mesmo quando você não me quiser por perto.
Sou quem vai enxugar suas lágrimas,
mesmo quando nem você souber
o porquê de elas caírem.
Sou o seu maior espectador,
quem sempre esteve lá para registrar
e te lembrar de cada conquista, mesmo
quando você pensava que não era capaz.
Sou alguém que sempre deixou claro o que queria,
mesmo sem receber nada em troca.
Alguém que, apaixonado, foi ignorado
todas as vezes em que disse que estaria lá.
Sou o seu grande amante,
o seu confidente
e, às vezes, a sua maior dor.
Hoje, eu apenas sou.
Sou aquela memória ruim,
o passado difícil que se conta aos outros.
Agora, eu apenas sou...
alguém sentado em um sofá
que antes cabia dois.
O silêncio não me assusta mais. O que me assusta é perceber que ele começou a responder quando falo.
O amor...
Na vida, precisamos nos encontrar primeiro, para que, quando surgir o amor verdadeiro, não nos percamos no outro. O amor deve vir como complemento, porque você, por si só, já é uma pessoa inteira.
Eu te amo!
Porque existem palavras que só são ditas quando já não fazem mais sentido…
quando já não pertencem ao contexto
— Assim podem ser ditas sem nenhum peso na consciência.
Quebra de Padrões...
O problema nasce quando depositamos expectativas no outro
sem sequer termos nos encontrado por inteiro.
Mudamos todos os dias —
e, às vezes, nem nos reconhecemos no espelho da própria alma.
Antes de tentar ser ideal para alguém,
precisamos ser verdade para nós mesmas.
Ser mulher, ser esposa, ser inteira —
não para agradar olhares alheios,
mas para honrar quem somos quando ninguém vê.
Agir com responsabilidade é um compromisso humano.
Tudo nos é permitido,
mas só o que convém ao coração consciente
merece ser escolhido.
A Fé Além da Porta
Ter fé é acreditar que, quando a hora divina chegar, Deus fechará a porta e removerá as paredes.
Porém, muitos que dizem ter fé permanecem condicionados, esperando que a porta se abra, sem olhar ao redor, sem confiar que Deus só trabalha com abundância — e que Seus milagres não são apenas mágicos, são extraordinários.
Decepção
É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.
Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.
Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.
Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.
Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.
Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.
Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi
Resiliência
Quando crescer, quero ser como essa formiga…
Pequena no corpo, gigante na coragem.
Quero sair da zona de conforto, quebrar padrões,
enfrentar as dificuldades que eu mesma escolhi atravessar.
Ser chamada de louca
por não aceitar o raso, o fácil, o morno —
enquanto tantos preferem o comodismo,
mesmo morrendo um pouco a cada dia.
Vão desistindo dos sonhos,
deixando as expectativas pelo caminho,
com medo da morte…
sem perceber que respirar não é, necessariamente, estar vivo.
Quero ser como essa formiga,
porque o céu nunca foi o meu limite.
Aprendi que não existe sacrifício sem aprendizado,
nem queda que não ensine sobre altura.
E nem todos que estão à beira do abismo querem pular…
Às vezes, estão apenas em silêncio,
admirando o quanto precisaram escalar
para, enfim, sobreviver.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Quando o Tempo Se Revela
Nem tudo o que você viu aconteceu agora…
algumas coisas só chegaram antes do tempo.
Uma clarividência…
um sopro do futuro atravessando o agora.
Às vezes vem perto,
em minutos que ainda nem chegaram…
outras, se estende —
décadas à frente, silenciosa e inevitável.
Como se fôssemos viajantes do tempo,
presos em um mundo
onde passado, presente e futuro
não caminham em linha reta…
apenas se encontram.
E então, é preciso cuidado.
A mente precisa ficar atenta, firme —
para não se perder do agora.
Agir naturalmente…
mesmo já sabendo o desfecho.
Ensaiar surpresa
para algo que o coração já reconhece.
Fingir normalidade —
como quem guarda um segredo grande demais —
porque o mundo…
ainda não está pronto
para saber. 🌙
Quebra de confiança
Quando você é traído,
não deixa de gostar da pessoa…
mas aprende a ponderar os próprios passos.
