Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
O conhecimento científico só se sustenta quando confrontado com a realidade por meio da evidência empírica.
Quando a sociedade perde direção, formar pessoas disciplinadas vale mais do que erguer discursos vazios.
Quando o óbvio precisa ser explicado e a realidade deixa de ser um ponto de partida comum, a humanidade começa a trilhar um caminho de autodestruição.
"Quando o Estado restringe canais legítimos de trabalho, ele atrapalha o desenvolvimento individual e limita a capacidade genuína das pessoas de construir riqueza."
"QUANDO NÃO ESTAMOS BEM E LEVAMOS ESTÁ INFORMAÇÃO PARA OS OUTROS, DE NADA ADIANTA, ARRUMAMOS MAIS UMA PREOCUPAÇÃO" Ademar de Borba
O Homem pode se considerar Sábio, quando as Mas intenções, não fazem parte de seus pensamentos e atitudes.
"16-11-2020 13:34
Interessante saber como a mente vagueia, quando estamos em sono profundo...
Ela costuma ir lá no porão do nosso subconsciente e trazer tudo aquilo que está já empoeirado...
Eu não sei como descrever sobre o que aconteceu nesse sonho...
Mas, lembro de muitas garotas alegres, bonitas e fazendo bagunça...
Eu conhecia quase todas!
Interessante que me perguntaram algo que eu jamais havia falado naquele lugar pra ninguém, eu não me recordo...
Mas, lembro que depois estava a beira de um rio e estavam todos lá, menos uma pessoa, como na casa também...
O 'C'... Como sempre, invadindo meus sonhos...
Essa era a única pessoa que não estava em lugar algum!
Eu vi uma oferenda passando em um rio, o cheiro muito forte e ainda parece estar em meu nariz.
Só que a pessoa que estava ao meu lado disse que era só pra aromatizar o ambiente...
Mas, como?
Eram velas com incenso e palha, algo do tipo...
Eu fiquei abismada com aquilo e ainda sentindo falta da pessoa que não estava em lugar algum.
Do 'C'...
Eu gostaria de entender esse sonho, mas, acho que entendo...
Só não consigo entender porque ainda me perturba tanto, será que irei enlouquecer?"
Quase todos os sonhos, te revelam coisas ocultas que você não consegue perceber, quando está acordado, acredite nos sinais dos seus sonhos.
Eles são como recados do além, de forma enigmática, trazidos para a sua vida.
Quando ele chegar nos 40, tenho certeza que ele vai olhar pra trás e perceber as merdas que fez.
Nos 40 a reflexão mais profunda da vida, chega.
Eu aprendi que nem tudo depende de dinheiro quando a vida está nas mãos de Deus. Houve um momento em que meu corpo chegou ao limite, um colapso séptico que quase me levou. E ainda assim, eu voltei. Hoje entendo que Ele moveu o mundo por mim, colocando as pessoas certas no caminho, na hora exata, para uma cirurgia de emergência. Desde então vivo com serenidade, sabendo que não estou sozinha e que, quando parece impossível, Deus ainda está trabalhando.
Todos os dias você constrói histórias. Mesmo quando acha que está parado. Mesmo quando acredita que nada relevante está acontecendo. Cada gesto, cada omissão, cada escolha repetida vira um traço daquilo que você chama de vida. Você deixa marcas. Algumas profundas, outras quase invisíveis. Você chama isso de legado, como se fosse algo grandioso, sólido, permanente. Mas vale perguntar com honestidade. Legado para quem?
QUANDO A ESCASSEZ DRENA VOCÊ
Há um ponto em que a palavra fracasso deixa de ser abstrata e bate na porta com forma concreta. Falta comida. Falta roupa adequada. Falta o básico que permite pensar além da sobrevivência imediata. Nesse nível, o discurso sobre esforço soa quase ofensivo. Porque quando o essencial falta, a vida se reduz a manter o corpo funcionando. E isso consome tudo.
Você, homem ou mulher, sabe que a fome não é apenas física. Ela invade o pensamento, encurta o horizonte, rouba a capacidade de planejar. A falta de vestes não é vaidade ferida. É exclusão prática. É não poder entrar em certos lugares. É ser lido como incapaz antes de qualquer conversa. É carregar no corpo o sinal visível da escassez.
Quando o fracasso chega assim, ele não pergunta se você tentou o suficiente. Ele apenas se impõe. E quem nunca viveu isso costuma subestimar o impacto. Costuma achar que basta aprender algo, desenvolver uma habilidade, empreender alguma coisa. Mas essa lógica só funciona quando há um mínimo de estabilidade para aprender, errar e insistir.
Quando você tem habilidades, ainda existe uma margem. Você pode vender força de trabalho específica. Pode trocar conhecimento por dinheiro. Pode improvisar. Não é fácil, mas existe algum movimento possível. Mesmo assim, esse caminho cobra um preço alto. Exige energia, tempo, foco. Coisas que a escassez drena rapidamente.
Mas quando você não teve acesso a desenvolver habilidades valorizadas, a situação muda de nível. Você passa a depender de um sistema que promete proteção, mas entrega lentidão, humilhação e abandono. Um sistema falido que mantém você vivo, mas não permite que você viva. Que administra a pobreza sem resolvê-la. Que trata a sobrevivência como favor e não como direito.
Esse tipo de sistema mata aos poucos. Não com violência explícita, mas com desgaste contínuo. Filas intermináveis. Burocracias que desumanizam. Auxílios insuficientes. Promessas que não se cumprem. Você se sente preso ou presa em um limbo onde não consegue sair por conta própria e não recebe reforço suficiente para avançar.
O fracasso, nesse contexto, não é pessoal. É estrutural. Mas ele se manifesta dentro de você como vergonha. Como sensação de inutilidade. Como raiva contida. Você começa a se perguntar o que há de errado com você, quando na verdade está reagindo a um ambiente que não oferece saída real.
A ausência de habilidades não é falha moral. É consequência de um percurso onde aprender nunca foi prioridade porque sobreviver sempre foi. Não se estuda com fome. Não se planeja com medo constante. Não se desenvolve com violência ao redor. Essas verdades são ignoradas por quem nunca precisou escolher entre comer hoje ou pensar no amanhã.
Depender de um sistema falido também corrói a dignidade. Você perde autonomia. Precisa provar o tempo todo que merece ajuda. É avaliado e avaliada por critérios frios que não captam sua realidade. Isso cria uma sensação profunda de impotência. E impotência prolongada vira desânimo crônico.
Ainda assim, você continua. Não porque é forte no sentido romantizado, mas porque não tem opção. A resistência aqui não é heroica. É básica. É levantar mais um dia e tentar resolver o imediato. Essa luta invisível raramente é reconhecida como esforço legítimo.
É importante dizer com clareza. A falta do essencial não define seu valor. Ela define a violência do contexto em que você está inserido ou inserida. Quando o sistema falha, ele empurra indivíduos para uma culpa que não lhes pertence.
Usar habilidades a favor é um privilégio relativo. Desenvolver habilidades exige tempo, acesso, orientação. Quem nunca teve isso não está atrasado por preguiça. Está limitado por realidade concreta. Reconhecer isso não paralisa. Pelo contrário. Retira o peso da autodepreciação e permite pensar em estratégias possíveis dentro do que existe.
Enquanto o sistema não muda, você faz o que pode. Às vezes é pouco. Às vezes é quase nada. Mas não é inexistente. Manter-se vivo e viva em um ambiente que falha constantemente já é uma forma de resistência que não aparece em discursos de sucesso.
O fracasso que bate à porta quando falta comida e roupa não é um teste de caráter. É um sinal de que algo maior está quebrado. E você não é o defeito dessa engrenagem.
Entender isso não resolve a escassez imediatamente. Mas muda a forma como você se vê dentro dela. Você deixa de se tratar como erro e passa a se ver como alguém atravessando uma realidade dura, injusta e exaustiva.
E essa mudança interna, embora não encha o prato nem o armário, impede que o sistema falido termine o trabalho mais cruel. Fazer você acreditar que não vale nada.
Você vale. Mesmo quando falta tudo. Mesmo quando depende. Mesmo quando o mundo falha. E sustentar essa verdade, em silêncio se for preciso, é uma das poucas coisas que esse sistema ainda não conseguiu tirar de você.
