Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Um dos sinais mais importantes de vida que recebemos, é quando os primeiros raios-do-sol adentram pela janela. Se você estiver no aconchego do seu quarto nem dá bola e até reclama fechando a cortina. Mas, se estiver num leito de hospital mal, raios-do-sol pela janela só tem uma leitura: vitória por mais um dia de vida e estímulo para conquistar outro. Quando recebe alta sobe ao pódio, ratifica os sinais recebidos e que seu passaporte foi renovado. Agradeça o visto do Criador e faça por onde merecer, para que sua validade seja bem longa.
Quando escuto: não dão um minuto de sossego; elétricos; com baterias DURACELL; terríveis etc. e tal, só posso rir. Sei tudo irá mudar, em segundos, quando a reclamante ouvir as seguintes palavras mágicas e abençoadas: vovó eu te amo!!!!!
Quando as pessoas decidem trilhar caminhos diferentes, mesmo assim, até o epílogo, permanece um reino de sentimentos, apreço, consideração e respeito. Este capítulo será registrado no diário de bordo de suas vidas e, assim, jamais será deletado ou esquecido.
É difícil quando você observa e sente que o tempo está passando mais rápido, veloz, sem freio. Ao contrário, os sonhos se distanciam, ficam remotos, para não dizer inatingíveis. A solução é simples, eficaz e sem custo, além de não tomar tempo: a terapia milenar do foda-se.
Recordando: Só a expectativa de ir ao baile já era uma emoção - e maior ainda quando, no baile, um belo rosto correspondia ao olhar. Imperava a emoção. Requisitava a coragem, ao encontro partia, as mãos se tocavam, perfume suave, dois corpos em um, no compasso da musica romântica, até o ápice com um beijo apaixonado disparando o coração. Bons tempos que dificilmente voltarão.
Para psiquiatras, psicólogos, pais de santo, benzedeiras e afins: quando o sentido já não faz sentido, quando o amanhecer é apenas mais um dia, e quando o nada se torna o seu tudo, sorria como uma hiena e torça para encontrar o leão faminto logo na próxima esquina.
Cuidado: a solidão perene vai calcificando coisas importantes dentro de nós e, quando efetivamente nos damos conta, virou pedra - sem volta, sem tratamento, apenas lembranças.
Um dos piores momentos é quando alguém se perde de si mesmo. Bem-aventurados aqueles que promovem o reencontro.
Quando um veterano descobre que já tem mais passado do que futuro, deve sorrir: venceu o tempo e foi privilegiado pela vida. Agora, resta-lhe transformar cada novo dia em conquista, para que o futuro se converta em páginas dignas de enriquecer o seu passado.
Mesmo quando tudo parece vazio por dentro, é nesse silêncio que a vida sussurra: ainda há força em você para recomeçar.
Quando o vazio toma conta, o melhor é o silêncio — na boca e na caneta —, ser apenas um mero observador de tudo e permanecer quieto no seu nada.
O tempo tira a esperança quando alguém está tão perto e tão longe; e nos dá quando, de tão longe, está tão perto. Só o atemporal amor explica.
O problema quando recebe um abraço apertado, gostoso, energético, eletrizante, daqueles que não quer sair. Vem uma vontade louca de apertar e concluir com um hollywoodiano beijo. Porém, lamentavelmente acaba, retorna a distância, com ela o protocolo e fica sem saber se é namoro ou amizade. Como na cabeça de uma mulher, às vezes, nem os anjos ousam adentrar, você fica na trágica dúvida de Shakespeare: ser ou não ser. O problema enigmático continua, e a vida segue dantes no Quartel de Abrantes.
Atribui-se a Carl G. Jung a seguinte frase: "A solidão é perigosa e viciante. Quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas."
A solidão oferece paz, silêncio e autoconhecimento. Porém, quando se torna morada definitiva, afasta-nos da convivência, dos afetos e da própria vida.
Quem sempre esteve certa era minha avó, filósofa da simplicidade: "Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Tudo em excesso faz mal."
Uma boa evidência e alerta é quando os próximos passam a ficar distantes: é o sintoma de que você virou um ‘chatão’. Aliás, que fique registrado: se os próximos não reclamaram e sumiram à ‘francesa’, nunca foram. Duas, uma: recorra à psicanálise ou ligue o ‘foda-se’, assuma o ‘chatão’ e saia do armário. Assim, quem sabe, seja realizado, feliz e passe a ter próximos, ou melhor, amigos de verdade.
Ser nobre é ter a coragem de ser verdadeiro, mesmo quando a verdade exige o esforço de confrontar as próprias sombras.
Quando o propósito é o serviço ao próximo, a riqueza deixa de ser apenas dinheiro e se torna uma missão de vida.
