Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando tudo naufragou, a fé foi tábua, na escuridão, a fé manteve-me flutuando, segurei nela até ver a margem chegar, a fé foi ponte entre o afogar e o chegar.
Quando o silêncio da derrota tentar sufocá-lo, levante a voz e declare o rugido vibrante das possibilidades.
Quando o peito aperta até sufocar, Ele não só vira abrigo, mas sussurra a paz e sincroniza o ritmo da minha respiração.
Quando o medo e o desespero batem à porta, a alma revela seus alicerces e a fragilidade de suas construções, e é nesse momento de vulnerabilidade que a fidelidade aos princípios é posta à prova. A capacidade de suplicar pela vida alheia, ignorando o próprio sofrimento e o risco de derrota, é o testemunho silencioso de que há algo de indestrutível e puro em nossa essência, um reflexo da Divindade que nos ensina que a doação é o único caminho para a plenitude. Nunca subestime o poder de uma lágrima sincera e de um coração desarmado.
A dor do outro, quando vista com a lente da compaixão, torna-se a nossa própria dor, e é essa transferência empática que nos impede de agir com a dureza de um juiz indiferente. Socorrer os aflitos é a missão primordial de quem busca a justiça, pois a verdadeira lei é aquela que se curva para levantar o que caiu e restaurar o que se quebrou. Nenhum poder terreno é maior do que a mão estendida que não espera nada em troca. Abrace a humanidade em toda a sua fragilidade e encontre sua força no cuidado.
O fardo não desaparece, mas a carga é leve. Ele se torna suportável quando seguro a mão d'Aquele que se ofereceu para carregá-lo comigo.
Quando a vida contrai e sufoca, a fé em Seu amor dilata o peito e me impele, irresistivelmente, a continuar.
