Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Muitas vezes abrimos a janela da nossa vida para o mundo que nos rodeia e, num instante somos odiados por muitos por se aperceberem que temos uma vida pautada pela honestidade.
Não somos seres perfeitos por natureza, mas, podemos sempre conquistar a perfeição com as nossas atitudes.
Sem medo olhamos para as costas dos outros e criticamos a sua vivência, mas, não somos capazes de nos olharmos de frente e nos criticarmos por nada fazermos para ajudar o errante a atinar pelo caminho do bem.
Somos marcados por desejos infinitos, mas, a nossa vida no mundo, não nos permite realizá-los a todos, por pura indecisão de nossa parte.
Não somos vítimas da vida, apenas sentimos o dessabor por termos aderido vir ao mundo, sem conhecemos a sua verdadeira essência.
O difícil no mundo não consiste em vivermos, consiste antes, em sabermos quem somos e, qual é o fundamento da nossa existência.
Somos seres complexos por natureza, mas, a natureza complexa onde habitamos, nos dá a possibilidade de sermos melhores do que pensamos ser.
O mundo que se fecha em nós, nunca esteve aberto nas nossas cabeças, pois, somos a realidade do mundo que exteriorizamos e que todas as outras pessoas pouco ou nada conhecem.
Amar é saber ouvir e aprender que somos perfeitos a nossa própria medida e, que unidos ao coração de outra pessoa, teremos de nos despir do eu e investirmo-nos do NÓS.
Não podemos deixar o povo à mercê de si mesmo, pois, somos a promessa política de que as suas vidas conhecerão dias melhores.
Somos responsáveis pelo mundo, mas, não queremos nos responsabilizar pelas mudanças que impomos ao universo, quando nós nem sequer aceitamos alterar alguns dos nossos comportamentos na terra.
Não rejeitamos o tempo pelo que somos, apenas pensamos em recuar no tempo por nos proporcionar vivências sobre as quais muitas vezes não nos identificamos.
O mistério que norteia a nossa condição humana, nos leva a estar convencidos de que somos pequenos deuses, pelo simples e enigmático facto, de sermos capazes de gerar seres que se assemelham a nossa condição enquanto humanos.
Somos donos da nossa própria vida enquanto detemos a possibilidade de respiramos, mas, a vida nunca nos pertencerá em pleno.
Somos uma fala gritante na mente dos nossos carrascos e perseguidores da vida, que descontentes pelo nosso sucesso, vão se forjando na irmandade da nossa passagem pelo mundo, com a única intenção constante de nos aniquilarem na primeira chance que tenham.
Os novos caminhos, abertos pelos nossos passos, nos iludem e nos levam a pensar que somos filhos de deuses gregos, que num grande trovão, nos tornaremos eternos, quando na verdade, o soro da vida eterna, se encontra envolvido entre a magia retumbante dos teus beijos e o suor dispendido pelo teu corpo.
Somos os filhos do Ndongo, que na dura luta travada pela independência da nossa Angola, hoje clamamos pela estabilidade e manutenção deste grande ganho que é a nossa liberdade, por isso, honremos a memória dos nossos heróis tombados em nome desta pátria e de todos os angolanos.
