Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
“Jesus disse: conhece-se a árvore boa ou má, pelos frutos.” Cada um dá aquilo que têm, não podemos esperar maçãs, de um limoeiro, assim como o monge não esperou carinho do escorpião.
Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam…
Seja você mesmo e diga aquilo que sente, porque aqueles que se importam não interessam, e aqueles que interessam não se importam.
Nota: Adaptação da frase de autoria desconhecida, comumente atribuída a Bernard Baruch e Dr. Seuss.
Aprendemos com a vida que nem tudo o que sonhamos e queremos é exatamente aquilo que é bom para nós. Não podemos ter tudo perfeito, igual aos nossos sonhos e planos. Mas podemos encontrar um outro caminho prazeroso que nos dê alegrias. O importante é manter um sorriso nos lábios, mesmo que por dentro estejamos machucados. Porque a vida segue seu fluxo... E sempre temos que colocar o plano B em ação. É o fluxo da vida, é a vida que segue.
"Aquilo que, creio, produz em mim o sentimento profundo, em que vivo, de incongruência com os outros, é que a maioria pensa com a sensibilidade, e eu sinto com o pensamento."
O que foi àquilo que fizemos ontem?
Foi uma dança?
Foi uma música?
Talvez uma poesia com os nossos corpos?
Aquilo tudo foi envolvente, encantador.
Pronto, sei bem o que foi.
Foi um ritual para nos transformar em apenas um!
A frivolidade é também uma forma de hipocrisia porque as pessoas não são aquilo. A pessoa, quanto mais frívola nos parece, mais esconde a sua natureza profunda.
"Aquilo que foi é o que virá a ser, e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo sob o sol" - Eclesiastes 1:9
A inveja representa muito mais do que cobiçar aquilo que não nos pertence. Ela é um autorretrato tosco daqueles que são incapazes de se satisfazerem consigo mesmos. Num mundo onde tudo se resume a uma competição sem freio e desleal, o gostoso é se sentir leve por tudo que não se tem e que, na verdade, não faz falta nenhuma.
Eu hei de conquistar tudo aquilo que um dia eu sonhei, pois o princípio da vitória começa nos sonhos.
O Retrato e a Verdade do Olhar
O olhar é a janela da alma, e no retrato ele revela aquilo que palavras não conseguem expressar. Capturar a verdade do olhar é captar o instante em que o sujeito se mostra inteiro, sem máscaras, permitindo que sua essência apareça na imagem.
Tecnicamente, é preciso atenção à proximidade, ao enquadramento e à profundidade de campo. Mas o segredo não está apenas na técnica: está na sensibilidade do fotógrafo em perceber quando o olhar é sincero, quando a expressão transmite emoção genuína e quando o silêncio da pose conta mais do que qualquer gesto.
Cada retrato é único porque reflete a individualidade do momento. O fotógrafo atua como um guia, criando conexão, respeito e confiança, mas sem interferir na naturalidade que torna o retrato verdadeiro.
É nesse equilíbrio entre técnica e sensibilidade que o olhar se transforma em narrativa, tornando a fotografia um reflexo autêntico da vida e da emoção.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Bom domingo.
Que o dia seja leve, mas que também nos ensine aquilo que o coração, às vezes, demora a compreender: a importância da reciprocidade.
Porque não há paz em insistir onde só um lado se doa. Não há descanso em carregar sozinho o peso de uma relação, de uma amizade ou de um sentimento. Tudo o que é verdadeiro encontra caminho de volta. Tudo o que é sincero ecoa no outro de alguma forma.
Que neste domingo Deus nos dê sabedoria para reconhecer quem caminha ao nosso lado com a mesma disposição, o mesmo cuidado e a mesma verdade. E que nos dê serenidade para soltar aquilo que exige de nós um esforço constante, sem nunca oferecer abrigo.
Que o amor, o respeito, a presença e o carinho encontrem morada onde também sejam acolhidos.
A reciprocidade não é sobre receber exatamente o que se entrega, mas sobre não ser o único a entregar.
Abençoado domingo.
Dom, 21 de junho de 2026
Como se devolve aquilo que nunca se recebeu?
Você sabe o que é não ter e, ainda assim, ter que ter para dar? É aprender a esconder a própria fome para repartir o pão. É guardar a dor na gaveta porque alguém precisa encontrar em você um abraço. É enxugar as lágrimas antes que elas caiam, porque há outras lágrimas esperando o seu ombro.
Há dias em que a vida parece nos cobrar exatamente aquilo que nunca nos ofereceu: um amor que nunca nos ensinaram, uma paciência que nunca tiveram conosco, um cuidado que um dia desejamos receber, mas que nunca chegou.
E, então, nasce a pergunta que atravessa a alma: como se devolve aquilo que nunca se recebeu?
Talvez a resposta seja dura. Não se devolve. Porque ninguém pode devolver o que nunca teve.
O que fazemos é diferente. Escolhemos construir. Escolhemos oferecer justamente aquilo que nos fez falta. Não porque transbordamos, mas porque conhecemos a dor da ausência. Quem já caminhou pelo frio sabe o valor de um cobertor. Quem já enfrentou o abandono compreende o peso de uma presença. Quem já implorou por amor aprende, mesmo entre cicatrizes, a semear aquilo que um dia esperou colher.
Mas até a terra mais fértil precisa de chuva.
E há momentos em que é preciso voltar para dentro de si. Habitar a própria casa. Abrir as janelas da alma, tocar as paredes que o tempo ergueu em silêncio e lembrar que também somos lugar de descanso. Porque quem vive oferecendo luz aos outros não pode esquecer de acender a própria.
Talvez seja esse o maior milagre: transformar a ausência em presença, a falta em cuidado e a dor em um amor que, embora nunca tenha sido recebido da forma esperada, escolheu existir.
No fim, talvez não se trate de devolver aquilo que nunca recebemos. Talvez se trate de impedir que a ausência determine quem nos tornaremos. Porque as maiores virtudes, muitas vezes, nascem justamente daquilo que mais nos faltou.
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." – Antoine de Saint-Exupéry
Tu me cativastes e agora és responsável por mim... pois o tempo e o carinho que dedicas a mim é o que mostra o quanto sou importante para você.
Sorria com vontade. Abrace forte. Dance na chuva. Beije como se fosse a última vez. Tudo aquilo que é intenso se torna inesquecível. Você nunca vai esquecer daquele dia em que passou uma tarde com a sua melhor amiga só rindo e falando besteiras, como se nada mais importasse. Só aquele momento. Você nunca vai esquecer dos abraços fortes que recebeu e dos beijos de "despedida" que deu. Pequenos momentos que de tão intensos, permanecem para sempre em nossas memórias.
