Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Inveja é o que o outro desdenha em seu coração aquilo que o próximo conseguiu com trabalho, inteligência e superioridade de seus conhecimentos.
Cobiça é o sentimento de querer tomar dos outros aquilo que ele não conquistou por seus próprios méritos.
Cobiça é a capacidade injusta e disfuncional de obter aquilo que deseja, de modo sagaz, hostil ou fraudulento, para completar sua vontade de controlar uma propriedade que lhe faça feliz.
Deus permite a operação do erro só para exterminar aquilo que não O honra, com o propósito de não haver perda de tempo com o que não edifica a Sua santa igreja.
Uma equipe que coloca a paixão por aquilo que faz, produz muito mais resultados na colheita de frutos.
Coloca-te à disposição do domínio próprio, pois certamente encontrarás forças para domares aquilo que julgas impossível
controlar.
Descubra coisas incríveis para alegrar seu coração: faça
o melhor que puder tudo aquilo que coopera para sua felicidade.
Adote pensamentos que edificam a sua alma, tirando da cabeça tudo aquilo que atrapalha a sua conduta, sua moral e sua consciência.
Os mentirosos são pegos por aquilo que eles adoram falar com falsidade, tentando convencer os outros como se fosse a verdade.
Ser um bom líder espiritual não é mandar os outros servos fazerem aquilo que ele mesmo não está apto para fazer.
Tudo aquilo que atrapalha uma alma de ser feliz com Deus é obra maligna de Satanás, que bem atrapalhada, já é infeliz.
Hoje eu senti a necessidade de escrever, de transbordar em palavras aquilo que sinto. Ontem, permiti-me vazar, escoar as emoções que estavam represadas. Recordei-me de Viviane Mosé, que em seus poemas presos nos lembra da importância de dar vazão aos sentimentos. E foi isso que fiz: deixei que eles fluíssem.
Encontrei duas amigas queridas, com quem compartilho um amor de 12 anos. Ambas trilharam caminhos distintos, mas agora se reencontram. Apesar das marcas do tempo e dos desafios enfrentados, o elo entre elas permaneceu. É fascinante perceber como a vida, com seus fluxos e refluxos, separa e une as pessoas, quase sempre com um propósito maior do que conseguimos entender. Talvez o destino as coloque juntas novamente para que uma seja o reflexo e a transbordação da outra, preenchendo os vazios que cada uma carrega.
Ao observá-las, senti-me atravessado por suas histórias e pela beleza contida no reencontro. A essência de cada uma continuava intacta, mas transformada pelas experiências vividas. Nesse encontro, enxerguei a potência do amor que resiste, que sobrevive às dores e floresce em formas inesperadas.
É difícil para mim escrever sobre isso. Desde que desci da estação, construí um escudo protetor contra as dores do amor. Ainda assim, não posso negar: a estação continua linda. Cada amanhecer me encontra em paz, leve, livre. Mas essa liberdade é paradoxal – enquanto posso ir e vir, sinto-me, por vezes, sem saber o que fazer com tamanha vastidão. Ainda assim, é uma sensação boa, reconfortante.
Ao reler o que escrevi sobre solidão, percebo agora que a solitude começa a tomar forma. Talvez a vida nos ensine, incessantemente, que estamos aqui para curar e sermos curados. Cada despedida e cada reencontro trazem consigo lições veladas. A partida da estação me fez perceber quais trens não quero mais tomar. E, apesar de ainda nutrir certa descrença no amor genuíno, descobri que sou capaz de amar.
Reconheço o amor que passou, ou talvez ainda passe, por minha vida. Ele foi lindo – e isso basta. Ontem, durante a parada na estação, reafirmei para mim mesmo que o amor, mesmo atravessado pela dor, é belo. A dor, passageira como é, tem a estranha capacidade de nos iluminar, de nos fazer compreender nosso lugar no mundo.
Quando o amor floresce, ainda que sob a penumbra do sofrimento, ele deixa de ser dor para se transformar em calmaria. É como se, em meio ao desequilíbrio do coração, uma paz silenciosa se instaurasse. Assim, compreendo que o amor é, antes de tudo, uma experiência humana sublime: é a transformação da dor em beleza, é o reconhecimento da nossa própria vulnerabilidade e grandeza.
E assim, como as amigas que se reencontram e se completam, percebo que cada história, cada encontro, cada despedida, desenha um ciclo que nos convida a viver plenamente. O amor é, no fim, o que nos une a nós mesmos e aos outros, transbordando para além do tempo e do espaço. E na estação da vida, onde chego e de onde parto, carrego comigo a certeza de que o amor, mesmo atravessado pela dor, continua sendo o ponto de encontro mais bonito.
"Não se abstenha da insignificância que se dá aos seus medos em perder aquilo que deve ser compartilhado, o conhecimento!"
