Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Só na solitude o homem vê a obscuridade de seu interior, e apenas ali descobre a coragem de combatê-la.
Aquele que com os olhos abertos não vê o que está bem nítido não precisa de mais nada, se não lavar os próprios olhos para ver.
No céu
estradas
traçadas
pela fumaça
do bafo do avião.
Quem passeia
por elas
vê as estrelas
brilhando
no chão?
"Suas redes sociais não mostram apenas o que você vê; elas revelam quem você é. Compartilhar é expor a própria essência, o caráter e a consciência."
Para dar certo na vida, foi necessário preencher um livro inteiro de rascunhos.
Porque antes da versão final, existem erros, tentativas, quedas, mudanças de planos e recomeços.
O sucesso é apenas a página que todos veem; os rascunhos são a parte que ninguém conhece.
— Binilson Quissama
O Espinho da Alma
Você olha o jardim e só vê o que fere,
Julga a rosa tão linda por ter proteção.
Aponta o espinho, diz que não tolera,
Mas esquece que a flor não tem má intenção.
É fácil culpar a defesa do outro,
Quando o seu próprio peito é um campo de dor.
Você rasga as pétalas, faz tanto alvoroço,
Mas no fundo, o espinho é o seu próprio temor.
Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!
A rosa não ataca, ela só se defende,
Faz parte do ciclo, do jeito que é.
Mas quem tem espinhos na alma não entende,
E tenta cortar pela raiz, pelo pé.
Olhe no espelho, encare a verdade,
A flor não tem culpa da sua tempestade.
Abrace os espinhos que moram em ti,
E deixe a rosa florescer por aí!
Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!
Aqui está a poesia e a música que você pediu!
A Flor e o Espelho
A flor encanta, o toque fere,
O dedo aponta, o medo insere.
Critica o espinho que a rosa sustenta,
Esquecendo a dor que na alma aumenta.
Quer podar o outro, arrancar o perigo,
Mas é seu próprio ego seu maior castigo.
O que te espeta no alheio jardim,
É o seu espinho, brotando em mim.
Quem fala mal do espinho da rosa!
Quer arrancar o que em si repousa!
Quer tirar de si, a ponta afiada!
Numa busca em vão, por estrada errada!
O espelho reflete, a mão se recolhe,
O que o peito esconde, o olhar não acolhe.
Aceite a ferida que a flor traz consigo,
Antes que o espinho se torne o abrigo.
Deus vê o caráter de todos; eu vejo o de todos, exceto o meu.
Há uma religiosidade que vê só os defeitos da igreja; e há o Evangelho, que nos ensina a amá-la mesmo vendo todos eles.
Deus vê os recantos mais escuros de tua alma; contudo, com amor eterno e inefável, abraça-te como ninguém mais ousaria.
O patriotismo vê-se na coragem de criticar quem está no poder, ou será que se vê num povo que serve esse mesmo poder, especialmente quando foi ele que o elegeu?
Olhe para dentro e veja sua miséria; olhe para Cristo e encontre redenção. Se você não se vê como o principal dos pecadores, ainda não entendeu a profundidade da sua corrupção.
As Memórias e os Segredos do Relógio
Por Celso Roberto Nadilo
Muito antes do que se vê hoje, o antigo Mercado da Vila era apenas um galpão vazio, coberto por teias de aranha, onde às vezes eu tirava um cochilo no silêncio da tarde. Lembro-me do tempo das casas de solteiros, pousadas simples onde a gente descansava. Eram épocas distintas: lembro de ver onças caçadas sendo expostas perto do cinema, marcas de um tempo em que a mata ainda ditava suas regras com violência.
A Fazendinha fazia parte do caminho da Sabesp, e na ponte de madeira o perigo era constante: cobras cascavéis ou corais surgiam entre as tábuas. Nos pés de chuchu, jararacas e surucucus se escondiam para comer os brotos, e os acidentes com picadas eram quase parte do cotidiano. Ao redor da vila, o cenário se completava com indígenas vendendo seu artesanato, hippies de passagem e ciganos acampados nas redondezas.
Foi exatamente nessa época que ouvi a história do velho maquinista. Ele estava prestes a se aposentar quando sua esposa, netos, nora e sogro morreram em um trágico acidente de carro. Aquela seria a sua viagem de despedida nos trilhos. O que ninguém sabia é que ele também já havia partido: era o seu próprio espírito que conduzia a locomotiva desgovernada. Hoje, o campo de futebol serve de pátio para a sucata dessa mesma locomotiva, que chegou sozinha ao seu destino de descanso eterno.
Mais acima, o emblemático relógio da estação parece flutuar sobre as nuvens. A história conta que ele foi trazido peça por peça da Inglaterra — e há quem jure que Jack, o Estripador, veio escondido na mesma embarcação para recomeçar sua trajetória trágica no Brasil. Afinal, como diz o ditado, o lobo muda de pele, mas não perde o vício.
Há também o enigma do escravo que morreu nas engrenagens do relógio após descobrir ouro nas entranhas da serra; um segredo rapidamente enterrado, pois as lendas alimentam o próprio mito da caverna. E quando o grande engenheiro chefe finalmente faleceu, seu corpo foi embalsamado e levado de volta ao seu país de origem. Porém, sua alma nunca deixou Paranapiacaba: permanece na vila como um vigia eterno, observando a memória de sua família passear pelas ruas de pedra sob a neblina.
* circo e pão fakes e deepfakes*
Um povo de barriga cheia nao tem *reclamações*
Dentro das verdade escorrem palavras...
As palavras jogadas meramente no vazio. Como degetos no banheiro.
A falta de médico e segurança são dogmas da politica social.
As prática do relativismo político é trama do passado e presente.
O circo está armado o palhaço faz discurso eleitoral...? Todos vão ganhar doces privatiza que sara.
Mais ilusões chinelo no pes de quem anda descalço... novos dilemas na otupia de deveria cuidar de seu povo* (...)
Um traços da existência contemporânea...
Ver no absoluto caos possibilidades e oportunidades é extremamente exclusivo para poucos.
Na dor vemos a vitória e resiliência perpétua.
Quando compreendemos o que vivemos e maravilhoso e único pois é ignorância te leva a derrota maior que possa existir.
No lucidez o cego vê formas numa fogueira imaginaria.
Sua cegueira não é mais uma muralha.
E sim uma oportunidade de vivência novas experiências embora sua limitação seja sombras.
Num mundo caótico tenha apenas dentro de um sonha a liberdade de viver,
Suas escolhas estão tão perto da realidade que as correntes da cegueira só sejam sombras da desconexão esses lapsos são exposição a fogueira.
A caverna escura se opressão política.
Seu sonho é envolto de dias melhores...
No dia a dia seja repleto de dificuldades.
A luz no final do túnel seja apenas luzes do farol.
A diferença social seja mais capítulo do dia a dia, a fome e cansaço seja um gole de vinho seco.
Paralisado num estado fumegante tenho certeza que atormenta a mente no final do mês as contas a pagar,
Mais profundo que os passos solitário do pensador é voo do passaro vê a alienação convicto que ser humano segue em caminhos perigos que nem lua consegui observar... Os passos do pensador.
Seu manifesto ecoa pelo linhas tênue do tempo.
Na escuridão da humanidade sou historiador relatando a narrativa sobre escravagista moderno minha escrita não está escondida nos porão.
Muitos momentos caminho num universo de violência da televisão compreendo a duas histórias no mesmo relato.
Mas sencionalismo barato e a metáfora roubada das as linhas clássicas da alienação e o estado conspiração.
Narrativa de justiça pela verdade garrafa a tristeza humana.
Devastador mau psicologico causado desde depressão ao stress emocional...
O medo de viver confinado na própria consciência.
