Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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O perigo desaparece quando ousamos enfrentá-lo.

Parece, Meu Caro ..., que as cabeças dos homens mais notáveis minguam quando se reúnem, e que onde há mais sábios, há também menos sabedoria. Os grandes grupos, prendem-se tanto aos momentos e aos vãos costumes, que o essencial não vem senão depois.

Pintar é fácil se não sabeis pintar - quando souberdes pintar, é ao contrário.

O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.

Quando Jean-Paul Sartre morreu, era Simone de Beauvoir quem eles deviam ter enterrado.

Ensinam-nos a viver quando a vida já passou.

O revolucionário inventa as ideias. Quando as exaure, o conservador adopta-as.

Quando me canso da paisagem
Do leste, viro a cadeira
Para oeste.

A mulher tem bom perfume quando não tem perfume algum.

O cérebro humano é como um chapéu de chuva: funciona melhor quando aberto.

O passado existe quando se está infeliz.

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.

A maior parte das mulheres galantes entrega-se a Deus quando o Diabo já não as quer.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

O arrependimento esquece quando cessa o castigo.

Quando o poder dirige a sua mira para o bem pessoal de quem o exerce, já degenerou em tirania.

Quando Deus fecha uma porta, ele pode estar abrindo uma janela.

Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.

Ao querermos, enganamo-nos muitas vezes. Mas quando nunca queremos, enganamo-nos sempre.