Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
João estava cercado de pessoas, mas algumas dores continuam silenciosas mesmo quando ninguém nos deixa sozinhos. Porque existem cansaços que não vêm da falta de companhia. Vêm da sensação de que ninguém realmente consegue nos entender. E às vezes somos nós, aprendendo a sorrir por fora enquanto a mente desmorona em silêncio.
Ninguém é obrigado a tolerar manias dos outros, e o mais complicado quando não enxergamos nossos defeitos e transtornos, mas desejamos mudar quem está ao nosso redor.
Não julgue e não subestime ninguém, por que você não sabe o que poderá acontecer ao seu redor quando fechar a boca...
Ninguém vence na vida por acaso, ainda mais sem recursos, e quando isso acontece, a vitória tem mais sabor.
Sérgio Cancioneiro.
"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.
"A ninguém ocorre a ideia de exigir de um indivíduo que seja 'feliz' – mas, quando alguém se casa, todos ficam muito espantados por ele não ser feliz! (E, além do mais, não é nem um pouco importante ser feliz, seja como solteiro ou casado)."
Quando eu fui o alvo, ninguém se doeu por mim. Nem pensou antes de me ferir.
Chegou a minha vez de atirar, e eu não vou facilitar nada, pra ninguém.
Ninguém O anunciou ao meu ouvido,
mas quando Ele falou,
minha alma reconheceu lar em Sua voz.
Não precisei de sinais,
nem de provas.
A eternidade tocou meu espírito
e eu soube:
era Ele.
Quando me afastei,
não foi por causa d’Ele…
mas foi d'Ele...
No dia do reencontro,
nenhuma mão humana me trouxe de volta.
Bastou abrir as portas da casa
e as janelas do coração.
Ele entrou como quem sempre pertenceu,
olhou para mim
e perguntou com doçura:
“Há espaço para Eu ficar?”
Em um suspiro,
o mesmo da primeira vez,
respondi com tudo o que sou:
“Tu és meu primeiro amor.
Aqui não há reservas,
nem territórios fechados.
Tudo é Teu.
Não precisava nem perguntar.
Senti a Tua falta, Pai.”
E ali,
onde antes houve distância,
Deus fez morada.
Não foi apenas um retorno…
foi um alinhamento.
Não foi só reencontro…
foi restauração de uma aliança perdida.
“A sociedade deixou de formar caráter para fabricar personagens. Depois estranha quando ninguém mais sabe quem é.”
