Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
INCLUSÃO
Quando se entende que é necessário incluir
é porque o direito de estar incluso tem sido negado
e no caso de seres humano que são rotulados como “normais” e “deficientes”,
cria-se nessa “não inclusão”, a desvalorização do ser, quanto humano, onde
atribui-se a este ser considerado diferente, não “normal”, valores negativos que
lhes suprimem as igualdades de oportunidades de serem.
Excluindo-lhes o direito constitucional de exercer a sua cidadania,
retirando-lhes a oportunidade de viver como ser social,
estigmatizando-os em um fardo pesado para a família e a própria sociedade que o exclui.
O grande problema é que o "normal" não é normal dentro da própria
realidade social que exclui os "não normais", pois ambos exigem da educação sistematizada
uma atenção intrínseca ao ser, que é a capacidade de aprender que cada um de tem a sua forma própria de ser.
Dessa forma, a educação, ao corroborar com o classificação conceitual de "normais" e "deficientes" dentro
da sua responsabilidade educativa e formadora, falha no tratamento igual que ela destina para os "normais", que não são normais, pois são diferentes.
Sendo a felicidade
uma questão de estar e não de ser
quando afirmo que
sou feliz
nego a minha característica de ser,
quanto espécie humana,
que estar sempre mudando,
transformando-se por influência
do meio, das relações e da ações externas
ao próprio ser.
Que importância tem
no que você pode fazer por mim
quando eu não estiver mais aqui,
para agradecer a ti?
Dessa forma, se tens algo
a fazer por mim, que faça
antes de eu partir.
PENSAR
Quando penso em educar,
imagino que é preciso pensar.
Penso no que já tenho construído,
para poder modificar.
Ao modificar,
imagino na transformação
que posso proporcionar,
para aquele que educo
possa também pensar.
O pensar não é vagar,
é analisar,
é criticar,
é, principalmente, procurar transformar
o que está a não lhe gradar.
O "estar feliz" pode ser assegurado
quando conseguirmos controlar nossos atos.
Atos de desejar, de querer e poder,
pois a negação da felicidade
reside na impossibilidade de satisfazer-se.
Quando se leva uma vida
de postegação,
não se vive,
apenas passa pela vida.
Postegar é reduzir as oportunidades
de estar feliz, que já são efêmeras,
por natureza.
O existir é uma oportunidade única
onde não há como retornarmos
para recomeçar, pois quando
passamos pelo tempo,
este atua sobre nós
eliminando o voltar como antes,
apenas podemos continuar de
forma diferente ou
por um caminho ainda não utilizado.
Amar não é ceder sempre,
pois quando se cede sem se impor
nega-se ao seu próprio amor.
E quem não tem amor-próprio,
não pode ter o próximo como seu amor.
