Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando você chega, flor
O sol perde pro seu brilho
O coração dispara a mil
faz-me parecer um menino
Perdido nesse Brasil.
Ah, menina, se quiseras
Ser minha flor na primavera...
Guerra dos sexos é quando ambos os exércitos estão em pé de igualdade, quando é no caso de machismo/patriarcado, quem morre são as mulheres — e em grande número.
Quando as mulheres chegam no mínimo da linha de equidade com os homens, muitos deles se sentem confrontados, sendo que a gente só está no mesmo lugar e demoramos muito mais pra chegar lá.
O que o topo da pirâmide quer é que acreditemos em resiliência, quando, na verdade, o conceito é apenas uma palavra bonita pra te fazer guardar a revolta, o cansaço e a falta de oportunidade num potinho enquanto você sorri.
Reservo-me o direito de ser frágil
Chorar porque não tenho forças
Receber ajuda quando preciso
Ganhar flores e um afago
Vários abraços e ombros pra deitar
É bonito acreditar que o amor pode salvar tudo, quando, na verdade, ele é apenas uma das engrenagens que sustentam o relacionamento, e não a principal.
"--...Lembrem-se que, quando deixar este 'plano', você irá sozinho. Toda sua memória virá à tona... Nos momentos ruins você não chamará por sua mãe, irmão, cônjuge e\ou filhos. Você chamará por Deus; O mesmo sairá de dentro de você." E agora?
Quando eu deixar esse corpo e, alguém pensar igual a mim, eu voltarei?
Faria eu, parte de algum sentimento? Ou ficarei indo e voltando em meus pensamentos?
Imaginei um lugar pequeno no espaço, onde só caberia a mim, estava tudo escuro; contudo, continuava escutando vozes e, pela voz eu tentava imaginar como seria essa pessoa. Não via suas expressões nem seu porte físico, apenas teria de confiar em suas palavras.
Tudo era escuro. Pessoas procurando pessoas. Todos flutuando num pedaço de terra no espaço.
Antes acreditava em sorte, mas quando vi que a tal era manipulável, então deixei de lado e aprendi, que todo fracassado acredita em sorte. Pois confia no que não fez e ainda espera um bom resultado.
Sussurros do passado me assombram.
Quando o mundo foi dormir, fico com nada além dos ecos de meus gritos silenciosos, em um anseio por um doce esquecimento.
Ninguém entende a minha dor, nem sabe o que se passa em meu interior. Sou um estranho em um mundo sem amor, e a solidão é o meu único senhor, a solidão se torna minha única amiga.
Despindo-se das amarras e das convenções.
A mente mergulhada em trevas, e o silêncio dos sonhos que se esconde entre os escombros.
Os relógios marcavam o tempo, e o som ecoava por toda a casa, enquanto eu pensava em meu destino, e em como a vida pode ser tão escassa.
Mas não, eu não temo a morte, pois a vida já me matou, e várias vezes.
Eu sinto a vontade de chorar, de vez em quando ela vem me visitar. Não há razão, não há motivo.
Apenas uma tristeza que eu não consigo explicar, compreender ou ignorar.
Deixar a dor fluir e não mais me preocupar, pois às vezes é preciso chorar para se curar.
É como se fosse uma ferida antiga, que insiste em não cicatrizar. E quando menos espero, ela grita, e me faz de novo sangrar.
Talvez seja a dor do passado que ainda não aprendi a lidar, ou o medo do futuro incerto que me faz querer me afogar.
Talvez seja o peso da vida carregada, ou a falta de amor no coração.
Uma tristeza vaga, que me acompanha.Talvez seja o peso da saudade que me aperta o peito como um laço, ou a melancolia da idade, que me faz pensar no tempo que passo.
Não sei se é fraqueza ou coragem deixar as emoções a me dominar, mas a dor que sinto é uma bagagem que em alguns dias fica difícil carregar.
Tudo bem, sem culpa, sem medo, sem pudor, porque às vezes é preciso sentir para se libertar dessa dor.
A vontade de chorar vem do nada, e eu me pego assim, sem explicação. São lágrimas que se recusam a cair, junto a uma tristeza que insiste em me seguir. Fico ali, sufocado em minha própria dor. Talvez seja porque eu já chorei demais, e agora a tristeza se tornou pesar. E é engraçado, porque é assim que a vida é, um monte de coisas que sentimos, mas não podemos explicar completamente, e mesmo quando tentamos, ainda não faz sentido.
Eu olho para o céu noturno e me pergunto se alguém mais sente como eu. Se há alguém lá fora que também está perdido e se sente tão sozinho quanto eu.
O que é que se passa aqui, neste peito que não se acalma? É o coração que dói assim, ou a alma que busca a calma?
É uma angústia antiga, que ressurge sem explicação? Ou uma dor que se consolida, e ganha força no coração?
Maldita dor que não tem remédio. É preciso se distrair buscando sentido, nessa vida tão cheia de tédio. Talvez um dia eu possa entender, por que essa dor veio a mim, e quem sabe eu possa encontrar alguma paz para o meu fim.
"Nao importa a distância e nem os obstáculos quando dois corações estão predestinados a ficarem juntos.
As coisas fluem de uma forma diferente, que nem da pra acreditar que o destino é pra sempre"
Ela aos poucos foi parando de escrever,
Pois o seu coraçao,
Já não batia mais forte
Quando ela olhava pra você.
