Sombra
Pura Ausência -
Paira sobre a vida um vazio
Uma sombra magoada sem destino ...
Porque ficas em silencio frente ao rio
E nos deixas à deriva no caminho?!
O teu jeito! O teu toque! O teu olhar!
A tua voz cristalina, eloquente,
Capaz de nos fazer sentir o que é amar,
Agora tão distante, tão ausente.
Porque tinha eu que aqui ficar
Se tu tinhas que partir?!
Aconteceu! Aquele medo de separar
O que o destino um dia quis unir ...
Arrancaram de mim toda a alegria
Só há ecos de saudade no meu peito
Transformou-se em noite cada dia
E cada hora fria no meu leito.
Adeus musa cristalina dos meus versos!
Teu olhar é como um passaro que voou,
Como um dia que acabou, sem gestos,
Adeus meu Vendaval de Sonhos que passou.
(Poema dedicado à Fadista Celeste Rodrigues, à sua partida e à intensa amizade que unia o Poeta e a Fadista)
Não vejo necessidade de fingir ser quem não sou, pois no fim sabemos que nada fica na sombra por muito tempo.
Na vida existem vários tipos de sombras e, nós não nascemos para ficar sob elas.
A sombra nos leva ao comodismo e atrofia nossas capacidades.
Somos chamados para fora e para abraçar a luz da vida.
Em cada peito renasce
uma esperança numa incerteza
como uma árvore que nasce
para dar sombra a uma tristeza.
Em cada ramo que envelhece
se vai uma vida pra não mais voltar
como um sorriso que aparece
numa nova semente a brotar.
Em cada galho que apodrece
uma incerteza de um novo dia
ou uma alegria que já padece
ao ver o seu fruto sem companhia.
Olhe um pouco a sua sombra
e tente sentir o que seria a vida sem você
você vive e não se assombra
existe uma fé, um novo florescer.
Em cada sombra um sinal de vida
em cada pássaro, uma liberdade
numa folha seca uma esperança perdida
ou o plantar de uma saudade.
Procurei a sombra de uma árvore, encontrei uma acácia e dormí uma noite, gostei e por isso durmo até hoje.
Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada. De um lado dessa espada, estão a convenção, a tradição e a ordem, onde 'tudo é correto'. Mas, do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, 'tudo é confusão'. Nada segue o curso regular. O argumento de atravessar a sombra dessa espada pode proporcionar à mulher uma existência muito mais interessante, mas podem apostar que ela também será mais perigosa.
Tenho sorte ter a minha história escrita.
Meu amor
Meu bem volte, volte
Se você voltar e o sol bater numa janela
Se você voltar e as sombras forem embora
Haverá sempre um claro de você
Volte eu espero
Ainda há lugar pro nosso amor
Ainda encontro em nossas mãos
E luz intensa de brilhar pelos caminhos
Volte, volte eu espero
Iremos a praia
E até a areia escreverá seu nome
E não diremos nada nem nada
O mar é grande e bom
E o meu amor maior
Mil noites frias estivemos sós
Você distante e eu perto de mim
Mil anos juntos amaremos
Sei que o céu que nos mandou as vidas
Pediram a mim um bom beijo seu
Volte eu espero
Vamos embora, embora em busca de nós
Vamos sair para o nosso amor
E quando ele chegar só Deus coisa melhor a de nos dar
Meu amor,
Meu bem volte, volte , volte...
Eu espero...
Na sombra sinto frio e medo, no sol sinto energia e alegria, no coração sinto dor, a terrível dor da saudade, e no pensamento vejo imagens, filmes, lembranças das pessoas que amo e não estão comigo. Eu nada sei dessa vida...
Luz e sombra
Sem luz, não viveríamos
Sem sombra, não seguiríamos
Não admiraríamos a lua
Nem os casais sonhariam
A luz é alegria
A sombra é agonia
Nesse encontro de luz e sombra
O que somos para questionar
Se a luz e a sombra
Sempre estão a nos acompanhar?
A luz para nos aquecer
A sombra para nos ajudar
Nos momentos íntimos
De dormir, sonhar e amar
A unica coisa que difere um amor entre amigo para um amor entre namorados;
É sem sombra de dúidas a paixão, que não é outra coisa se~não o desejo
Suave como a sombra e veloz como o vento. O mundo pode ser difícil mas enquanto houver um sorriso a esperança reinará
Vi minha sombra no espelho
E pensei não ser eu
Parece que fugi de mim
E não sei pra onde fui
Fiquei a pensar, por que
Daquela imagem fria
Foi que então percebi
Que meu coração não estava ali
Tentei, busquei
Saber em que canto se enfiou
E descobri num pássaro que cantava em flor
Um canto de lamento e dor
Uma lagrima em meu rosto brotou
E como pedra rolou
Na flor que desabrocha em cor
A frieza de um amor
Meu coração se despedaçou
Em pedacinhos rolou
Numa praia se formou
Para eu construir castelinhos...
Quem de Três Milênios
Não consegue se dar conta,
Vive na ignorância, na sombra...
A merce dos dias do tempo.
“já não admiro a beleza de uma rosa, e sim a beleza que sua sombra apresenta, pois ela oferece o que eu procuro, um toque de invulnerabilidade”. (Aminadá)
