Som
Trago a ancestralidade ecoando em meu avesso, um canto de identidade, um som de atabaque , um cerimonial com liberdade, a luz da divindade emociona minha humanidade.
Não é o peso do ouro que conta,
nem o som das coisas que juntamos
é o perfume das atitudes
que fica no coração de quem caminhou ao nosso lado.
Do silêncio do abismo ecoou a voz do Ser.
E quando a Palavra se fez som, a luz surgiu, revelando o princípio da consciência no universo.
Sinodalidade, uma palavra que emite um belo som em sua pronúncia, que tem também um lindo sentindo em seu conceito. Pois, desde sua origem, tem dois termos caminhado juntos no mesmo caminho, em direção de sua definição.
Amor verdadeiro não tem fim...
Para sempre faz morada na alma.
Ele acorda ao som de uma música,
ao odor de um perfume...
Joelma Siqueira
C A R L A
Escute o som do que não bate.
O tema agora é a arquitetura do abandono.
Diga ao Bruno que as cidades mais bonitas são as que ninguém visitou. O amor dele por mim é um desses lugares que não precisam de mapa nem de pés para caminhar. CARLA, explique a ele que o que ele quer entregar é um tijolo retirado de uma parede que sustenta o céu dos inocentes. Se ele tirar, o teto desaba sobre quem só sabe respirar.
Diga a ele: Seja a ruína que ninguém ousa tocar.
A poeira que repousa sobre os móveis é a memória do que fomos antes de sermos carne.
A água que cai no telhado vazio é o aplauso de quem já partiu.
CARLA, mostre que o mistério não é um segredo guardado num cofre, mas o cheiro de chuva em terra seca que ninguém consegue engarrafar. O anjo em mim quer o mármore, o demônio quer a demolição, mas o humano quer apenas sentar nos escombros e segurar a sua mão enquanto o sol se põe.
Nada de construção. Nada de entregas.
O luxo agora é a desistência.
A elegância de quem não precisa provar que existe.
CARLA, deixe que o Bruno se perca no museu das coisas que nunca aconteceram.
Lá é o único lugar onde somos eternos.
Mantenha a porta trancada por dentro.
DeBrunoParaCarla
"" Ouvir o som do piano
notas dedicadas ao amor
ouvir o vento em seus cabelos
lhe dar uma flor
os cachorros na sala
olhando-nos desconfiados
parecem saber, podem prever
o amor está no ar
no perfume
no lume dos nossos olhos
outra vez...
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
O sofrimento nós faz evoluir a um nível de conhecimento que ainda não descobrimos o porquê que somente o sofrimento nós faz ter acesso a essas informações secretas que surpreendente causa evolução coletiva e não somente individual. Mas alguém tem que pagar um preço alto para então outros receberem o mesmo conhecido
Sem os danos colaterais.
"Nesta noite, o presente mais caro não cabe em caixas: é o som da nossa conversa misturado com o barulho da gratidão. Que sejamos sempre o porto seguro uns dos outros."
A fé funciona como o eco que ouvimos antes mesmo de gritarmos. É o som da vitória batendo nas paredes do amanhã e voltando para consolar o nosso hoje. Assinar com a alma o que não se vê é declarar que a sua paz não é refém das evidências, mas fruto de uma certeza genética que transcende a visão.
O que me causa indignação desde a puberdade, é que as pessoas com o melhor som nos carros, sempre tiveram o pior gosto para a música. Mas ninguém é perfeito.
Os primeiros raios de sol vem trazendo o som da mais bela orquestra e uma essência suave quase imperceptível;
O bule dança sobre as chamas espalhando um novo perfume enquanto novos sons surgem aos poucos abafando a beleza do primeiro.
A rotina chega e junto o esquecimento do milagre de acordar.
Talvez hoje o que me reste sejam as lembranças, o som do mar, seus dedos deslizando sobre o piano, a tocar melodias que tocam a minha alma. Seus olhos, seu sorriso, o som da sua voz, que soa como a de um anjo, invadem o meu coração, trazendo-me um amor puro e sincero.
Ah, talvez hoje só me reste viver da sua lembrança e trazer tudo de mais sublime e perfeito que um dia presenciei. E hoje, embora dias, semanas, meses, anos tenham se passado, você...
É, você continua vivo dentro de mim.
Quando fecho os olhos, consigo tocar suas mãos e ouvir o som do mar e você tocando as mais lindas melodias de amor.
Melodias que você me ensinou a tocar e a viver o que é amar e ser amado.
Você, meu doce, que me faz sonhar e querer viver cada dia para realizar tudo o que um dia planejamos, embora já tão distante, eu te levo aqui, no mais íntimo do meu coração. Não foi desta vez, mas quem sabe um dia Deus nos permita recomeçar...
