Sofrimento de Animais
Bom...
Você pode ter destruído meu coração
Você pode ter acabado com o meu amor
Pode ter tirado meu sorriso
Pode ter arrancado minhas lágrimas
Pode ter rasgado minha confiança
Mas o tempo não perdoa...
Eu sei que o que eu passei com você me serviu de evolução
Já para você...
Só sobrará o lamento de perder a pessoa maravilhosa que eu era
Às vezes sofremos e nem ao menos sabemos o porquê de nossas dores. Possuímos dívidas com a humanidade e consigo mesmos. Porém, antes de ajudar alguém, precisamos aprender a ajudar a nós mesmos, primeiro, conhecendo a si próprio. E para isso ser possível é necessário retirarmos a nossa armadura, nos desprendendo das amarras do orgulho, ego e medo. E quando aprendemos a nós conhecermos de verdade, passamos a compreender o sentido de nossa existência, e assim sentimos nosso fardo se torna mais leve de se carregar e assim seguimos nossas vidas com mais leveza e sabedoria.
Algumas pessoas vieram ao mundo para subir no palco. Outras, assumiram em seus contratos reencarnatórios a missão de impulsionar outros ao sucesso através de um belíssimo trabalho nos bastidores. Geralmente, inverter os papéis a pretexto do “posso o que eu quiser”, quando não dá trabalho incalculável, causa dor e sofrimento.
Fazer alguém sangrar, sem um pingo de sangue é bem pior, a hemorragia da alma não para de jorrar, a gente vive se afogando no proprio sangue, ela não cicatriza facil e quando cicatriza, permanece dolorida, para sempre nos lembrar que a maldade alheia é perigosa e até mortal.
Até a adversidade tem um propósito útil involuntário. Pois quem conseguirá andar sob a brasa ardente: o pé macio ou o calejado?
Sou uma sobrevivente, mas também sou, e sempre serei, uma vítima. Não posso falar pelos outros que compartilham essa dupla identidade, mas posso dizer por mim mesma que, embora deseje ser a pessoa orgulhosa que ocupa exclusivamente o título de sobrevivente, ainda reivindico o território da vítima trêmula e encolhida.
Resiliência é a palavra bonitinha que o Capitalismo inventou pra florear sua capacidade de sofrer e você se achar fodástico por suportar a opressão.
Benditos são os mortos e os não nascidos, malditos somos nós, os vivos, aprisionados nesta terra de amargura, dor e sofrimento, onde para ser exaltado você precisa primeiro ser humilhado!
Andarilho.
"Jardineiro, plantei flores coloridas no Jardim, do eu e você." Spotify. Maldito spotify.
Agora, à beira do sono, ouço essa música e lembro que tu escolheu ela pra ser da gente - E eu aceitei. Mas, neste instante penso: será que colhi as mesmas flores que eu plantei? É difícil, inapropriado e antiético mensurar a dor do outro, mas será que não mereço uma segunda chance? O que eu fiz, amor, foi grave; eu sei. Mas será que não mereço? Eu sei que eu deveria ter seguido os teus conselhos, ter me controlado, talvez seria tão mais fácil acabar com tudo isso, mas eu não fiz. Não consegui!
Tá sendo tão difícil, eu não esperava, mas eu sei o motivo: eu errei. Essa foi a primeira vez, sempre era eu que estava no teu lugar, e hoje, não sou mais. Hoje eu sou o Judas, o que traiu. Eu não queria ter semeado tantas flores. Eu não queria ter cuidado tanto desse solo, eu não queria. Eu não queria ter dedicado um tempo nisso, ter suado como um bom agricultor faz, pra deixar tudo morrer por não atentar à uma praga. Um pequena praga que parecia inofensiva e destruiu todo o meu jardim, permitindo que caísse na lama todas as minhas flores, contaminando-o meu solo, deixando-o infértil, fétido e sem vida - o perfeito retrato da degradação.
Mas, ainda sim, ergo minhas mãos sujas rumo aos céus, fecho os meus olhos tristes e lacrimejados, busco um resquício mínimo de fé em meu interior, e peço um dia de chuva. Sei que apenas um dia chuvoso seria capaz de germinar as poucas sementes que ficará enterradas ao solo, que essas poucas sementes produziriam as mais belas flores, portadoras dos melhores perfumes e que acompanhadas de um xícara de café, me fariam ter as melhores lembranças, enquanto eu estaria sonhando com meu mundo favorito, onde o sol tocava a minha pele, nas manhãs de tons azuis.
A vida é mesmo imprevisível, rasteira e terrível.
Quando menos se espera tudo sai dos trilhos.
Não existe controle de nada isso é indiscutível.
Planos acabam, porque não existem atalhos.
A vida bate, maltrata, mas no fim ensina.
Não é fácil compreender essa dura jornada.
Quando estamos em uma situação inesperada.
É assim mesmo, pois a vida age na surdina.
Talvez seja melhor viver esse breve momento.
Sem esperar nada de ninguém a não de você.
Porque no final se evita ainda mais sofrimento.
E nessa inconstância que se vive a vida.
Vou levando sem achar nenhuma saída.
Sem saber qual será o fim desse destino.
A vida que dói e nos corrói,
Vai lua vem sóis,
Tudo na mesma,
pressionado em nossas cabeças
Sofrimento por felicidade,
Sem saber ao certo a verdade,
Pois tudo é vão
Quando a paz não está ao alcance das mãos.
Felicidade planejada,
Mente e mãos calejadas,
A troco de nada,
Pois no final tudo acaba,
Em consultório com a cabeça "zuada"
Sem ânimo para nada,
Apenas olhando a cor da tarja na caixa.
Dilaceração
Quando o espírito se dilacera para caber no mundo, dói a alma.
E quando a alma se aflige, as espadas laceram o seu coração.
Em sua face transparecem os vestígios de dor e prostração.
Por dentro as marcas da existência destorçam-lhe. Amargura-lhe
uma dor cruel, uma dor estranha, uma dor desmedida que se prefigura.
É uma dor que perdura porque veio para permanecer.
É anseio, é dor, é aflição, é tristeza... É martírio que faz desvanecer.
De onde vem tão profunda agonia que chamam de depressão?
Há algum remédio que a cure ou não?
Se para a dor da alma, o analgésico é o tempo
Que se esclareça ao sofrimento que o entorpecedor
chegou para sepultar a sua dor. Só que não.
Umbelina Marçal Gadelha
Estar desaparecido é diferente de estar morto. De certa forma, é pior. A morte oferece um fim. A morte dá permissao para o luto. Para fazer um funeral, acender velas e deixar flores num túmulo. Para seguir em frente.
Estar desaparecido é estar num limbo. Preso num lugar estranho e desolado onde a esperança brilha fraca no horizonte, e o desespero e a angústia espreitam como abutres.
Hoje você me pediu dois dias para descansar. Como se as minhas simples mensagens deixassem o seu dia um fardo. Mensagens essas que você responde a cada 5, 6 horas. Você me pediu isso logo após eu simplesmente ter dito que sinto a sua falta. E pelo jeito que você está me tratando, eu sei que isso é só o começo do fim. A verdade é que quando você decidir finalmente cortar laços comigo, eu não poderei mais viver. E a cada dia que passa, eu considero mais ainda essa frase: "E se a única forma de não sentir mais isso, for parar de sentir tudo?".
