Sofrimento da Alma

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A madrugada é companheira dos que sentem inquietude. Ela chega rompendo o sossego da alma e abrindo frestas inspiradoras no silêncio...

Beleza feminina,
tão terna e delicada,
sensível e formosa,
revelando os encantos da alma.

Fascina e conquista,
meiga, rara, rosa linda,
por do Sol em dias de primavera.

Que segredos escondes por trás
desse sorriso? Ele traduz mistérios
que atrai a admiração dos homens.

Beleza rara, sorte divina,
turbilhão de emoção,
enche o meu coração.
Aliança com os anjos, em ti se compõe a mais bela canção.

Estrela guia, Lua cheia ao nascer,
todas essas belezas foram inspiradas em você,
mas nenhuma transcreve o seu bem-querer.

Sagrado e sacramentado es o meu sentimento por ti
Deus desenhando você,
pensou em nenhuma outra beleza maior existir.

A alma, prisão do corpo.

Michel Foucault
Vigiar e Punir

Quando não ficamos com nossa alma gemêa, viramos alma perdida vagando pelo mundo, tentando suprir a solidão com outras almas que também se perderam..

O ciúmes consome a alma, deixa você cego, destroi as veias do coração!

Esse seu silêncio que me mata, esse seu silêncio que maltrata, que me devasta a alma, o coração e a vida. Esse silêncio que deixou uma ferida que não cicatriza, que não sara, por mais que eu cuide, por mais que eu me poupe nada apaga essa lembrança que ficou inacabada. De tudo eu já tentei e o que não tentei nem quero mais tentar. Esse sentimento de descaso, de desprezo que se instalou aqui dentro e não quer sair por mais que eu chore, por mais que eu sonhe e tenha esperanças, por mais que eu afunde minha vida em um buraco sem fim, por mais que eu me afaste de mim, não tem fim...

Você me ensinou o amor;
Você me ensinou paixão;
Foi tão fundo em minh'alma,
Mas machucou meu coração.
Será que um dia vou amar alguém
Como amei você,
Tudo de bom que eu aprendi
Eu devo a ti.

Não sou eu quem descrevo. Eu sou a tela
E oculta mão colora alguém em mim.
Pus a alma no nexo de perdê-la
E o meu princípio floresceu em Fim.

Liberdade é colocar a alma acima das injúrias, e conseguir transformar-se de tal maneira que seja possível extrair unicamente de si mesmo as próprias satisfações.

Sêneca
Sobre a firmeza do sábio.

Sapatilhas da Alma!

São fabricadas como um calçado normal, um pouco exóticas, porém sem sentindo nenhum, pois é no mínimo estranho alguém calçar algo com um gesso na ponta, com madeira na sola... Só passam a ter sentido quando são colocadas nos pés e tomam vida e são usadas por “princesas”, “fadas”, “cisnes”... Mas ao mesmo tempo em que proporcionam magia, trazem realidade, machucados, dores, bolhas... Coisas que você antes não deixava nenhum calçado fazer com seus pés, mas as sapatilhas são diferentes, porque elas machucam os pés, mas curam a alma.
Há pessoas que irão achar que é fácil, que não dói. Quando você fizer alguém pensar dessa forma, é porque está a usando corretamente, pois não é apenas coloca-la nos pés, você tem que coloca-las com a consciência que elas vão te levar para outro mundo, esquecer o que vive.
O momento certo de começar a usar uma, é quando a pessoa não quer usar para poder se sentir bailarina, mas quando já se sente uma bailarina, e é. Quando olha para ela depois de uma apresentação e percebe que ela vale muito mais do que foi pago, vê que ela não fez ficar nas pontas dos pés, mas sim que a fez voar.
Muitas vão olhar para elas guardadas no armário por não usarem mais, e irão lembrar-se de todos os sentimentos que sentiram ao usá-las, porque elas não “guardaram” seus pés, mas sim suas memórias, mesmo que velhas que rasgadas. Você pode ver fotos, vídeos com ótima qualidade, mas só sentirá como foi, o que sentiu, quando tocar nelas, porque sem elas você nunca teria sido uma princesa, você continuaria achando que liberdade era andar descalça.
As sapatilhas não tem pé direito nem esquerdo porque não foram feitas para os pés, foram feitas para o coração usar.

Ah... Se os filtros das fotos
Deixassem a alma potável...

Alma de menina faceira,
Gosta de banho de cachoeira,
Brincar, dançar, e colher flores.
Corpo de mulher,
Que encanta como as feiticeiras.
Seu rosto, suave e doce,
Tem a beleza da ingenuidade.
Mulher de boca adocicada,
Morango, cereja, o gosto desejado...
É toda sensualidade.
Dengosa, pede, grita e chora.
Vaidosa, exibe o corpo nu e bronzeado.
Sonha, tece fantasias,
Paixões e magia...
Menina mulher,
Foge, se esconde,
Tem medo de amar...
Ouviu falar que o amor,
Faz a alma sofrer e chorar...
Nikita

Cometer uma ingratidão intencional significa cravar um punhal na alma de quem lhe ama.

Tenho a alma esfomeada. Gosto de laços afetivos, de dias seguintes, daquela intimidade conquistada com o tempo.
Acho bonito quem tem vontade de amar. Porque não é nada fácil, eu sei...

Que seu dia seja leve, que seu sorriso seja franco, que sua alma se alegre e que sua palavra seja amiga.

Me poupe das suas mentiras e do seu falso amor, se não é de corpo, coração, alma e cérebro (principalmente), é melhor nem ser. Prefiro a solidão á ter que aguentar suas vontades e suas indecisões. Hoje quer muito, mas para amanhã já não se sabe.

Algumas pessoas são necessárias
para remendar nossa alma.
Outras levantam o nosso ânimo...
Mas existem aqueles que dão
asas aos nossos sonhos.

A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.


Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.


A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.


É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.

Alma e Realidade, Duas Paisagens Sobrepostas

1 - Em todo o momento de atividade mental acontece em nós um duplo fenômeno de percepção: ao mesmo tempo que temos consciência de um estado de alma, temos diante de nós, impressionando-nos os sentidos que estão virados para o exterior, uma paisagem qualquer, entendendo por paisagem, para conveniência de frases, tudo o que forma o mundo exterior num determinado momento da nossa percepção.
2 - Todo o estado de alma é uma passagem. Isto é, todo o estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem. Há em nós um espaço interior onde a matéria da nossa vida física se agita. Assim uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito. E - mesmo que se não queira admitir que todo o estado de alma é uma paisagem - pode ao menos admitir-se que todo o estado de alma se pode representar por uma paisagem. Se eu disser "Há sol nos meus pensamentos", ninguém compreenderá que os meus pensamentos são tristes.
3 - Assim, tendo nós, ao mesmo tempo, consciência do exterior e do nosso espírito, e sendo o nosso espírito uma paisagem, temos ao mesmo tempo consciência de duas paisagens. Ora, essas paisagens fundem-se, interpenetram-se, de modo que o nosso estado de alma, seja ele qual for, sofre um pouco da paisagem que estamos vendo - num dia de sol uma alma triste não pode estar tão triste como num dia de chuva - e, também, a paisagem exterior sofre do nosso estado de alma - é de todos os tempos dizer-se, sobretudo em verso, coisas como que «na ausência da amada o sol não brilha», e outras coisas assim. De maneira que a arte que queira representar bem a realidade terá de a dar através duma representação simultânea da paisagem interior e da paisagem exterior. Resulta que terá de tentar dar uma intersecção de duas paisagens. Têm de ser duas paisagens, mas pode ser - não se querendo admitir que um estado de alma é uma paisagem - que se queira simplesmente interseccionar um estado de alma (puro e simples sentimento) com a paisagem exterior. [...]

porque se existisse essa coisa de alma gêmea, ele era a minha.