Sofrimento da Alma
Mulher
Eu aprendi cedo
que ser mulher é equilibrar o mundo
sem deixar cair a própria alma.
Já engoli silêncios,
já ouvi “não é o seu lugar”,
mas transformei cada limite imposto
em degrau.
Carrego lutas que nem sempre aparecem,
mas também carrego sonhos teimosos
que ninguém conseguiu arrancar de mim.
Sou delicadeza, sim —
no jeito de cuidar, de ouvir, de amar.
Mas sou também voz firme,
passo decidido,
coração que não aceita injustiça.
Ser mulher, para mim,
é acordar todos os dias
e escolher existir inteira —
com força, com doçura,
com coragem.
Beleza impactante e atraente... do tipo devastadora... única... arrasadora e de arrepiar a alma. Belíssima...!
Nas ruas vazias da alma coletiva, o eco do silêncio coletivo se alastra como uma névoa densa, tecida por milhões de vozes caladas. Cada ser carrega um grito engolido — o operário que engole o cansaço, a criança que guarda o sonho partido, o amante que murmura promessas ao vento. Juntos, formam um coro invisível, onde o nada ressoa mais alto que o clamor.É um oceano de pausas, onde o ar vibra com ausências: mãos que não se tocam, olhares que fogem, corações batendo em uníssono mudo. O silêncio não é vazio; ele pulsa, ecoando feridas compartilhadas, solidões entrelaçadas como raízes sob a terra. Nesse vasto auditório sem paredes, o eco se multiplica, transformando o individual em hino universal — um lamento que cura ao ser sentido por todos.
Purificar a alma
gritar ... ficar calma
como a limpar?
respirar fundo, expirar
fechar os olhos e sorrir ...
imaginar um prazer ...
uma oração ler ...
um pensamento profundo
desligar-se do mundo ...
ouvir a chuva cair ...
ver campos, jardins a florir
olhar o mar... o rio
um espaço vazio...
sentir por dentro ...
novo renascimento
O comando é o pensamento
vamos o programar ...
para nos encontrar
no nosso interior
dominar a dor
nos amar, valorizar
somos nós a sentir
não vamos desistir
AQUELE QUE CAMINHA ENTRE OS MUNDOS
Caminho sobre a escuridão da alma e sobre o terror da humanidade; nem mesmo meus pés tocam a terra corrompida, onde o homem governa pela crueldade.
Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo. Sou o iniciado das Eras, quando o mundo ainda era o primeiro som.
Sou a própria existência e aquilo que ainda não existiu. Sou o segredo do homem iniciado no mistério do Caos, que sobrevive à sua própria imperfeição.
O presente que o faz ser luz para o mundo e o propósito que os mestres conhecem e servem; o propósito que define a raça dos homens. Onde sou, não há portas e nem chão que nenhum mal consiga alcançar.
Eu sei quem trama e quem tá comigo.
A alma guarda o que a mente tenta esquecer
Eu vim da selva, sou leão, sou demais pro seu quintal
Preciso de um bar e de uma conversa boa
Dona da minha vida, eu que escolho a direção
Eu sou a volta por cima
Deus reina; tudo que se encontra na alma é santidade ao Senhor. Não há em seu coração qualquer motivo que não esteja de acordo com a vontade divina.
Isso é muito JUSTO, excessivamente JUSTO, que Deus deve tomar a alma de um recém-nascido e lançá-la no TORMENTO ETERNO.
Jonathan Edwards – Miscelâneas
Doutrina Maniqueísta
A traição é um dos mistérios morais mais inquietantes da alma humana. Quem trai quase sempre teve diante de si a possibilidade simples e digna de partir.
Ainda assim, escolhe permanecer enquanto corrói silenciosamente a confiança do outro. Talvez porque a verdade exija coragem, e a mentira ofereça abrigo momentâneo.
Talvez porque alguns temam mais a solidão do que o peso de ferir alguém. No entanto, a traição revela algo mais profundo que a quebra de um compromisso: ela expõe o conflito entre aquilo que somos e aquilo que fingimos ser.
No instante em que alguém trai, não rompe apenas um vínculo com o outro, rompe, sobretudo, com a própria honestidade de existir.
