Sofrimento da Alma
A saudade chega
e rasga a alma e o coração,
fazendo o corpo padecer
de tanta emoção
e os olhos verterem
doces lembranças.
Em Ti, encontro o caminho da vida,
Teus passos guiam-me com amor divino,
Em Tua presença, alegria redobrada,
Contigo, desfruto o prazer genuíno.
Tu me mostras os caminhos a seguir,
Com sabedoria e ternura infinita.
Em Tua luz, encontro o verdadeiro existir,
E na Tua paz, minha alma se agita.
A cada passo, Tua mão me conduz,
Alegria transbordante em cada momento.
E na Tua presença, meu ser se traduz,
Em uma comunhão que ultrapassa o tempo.
És o refúgio seguro em meio às provas,
O prazer de viver contigo é eterno,
Na Tua graça, minha alma se renova,
E contigo, vivo para sempre, sublimado e pleno.
A imaturidade da alma é como a falta de balanço em um navio, capaz de nos levar a águas profundas e turbulentas sem que saibamos como navegar por elas.
Aprendi a chorar por dentro para que ninguém veja as minhas lágrimas. Mas também aprendi que chorar não é um sinal de fraqueza, mas um recurso do corpo para aliviar a sobrecarga da alma. O choro é algo que acontece nas três dimensões do ser humano, no corpo, como resultado de um apelo da alma, que está ferida e cansada, no espírito que se rende e procura forças no Ser Supremo, pois o choro é um pedido de ajuda e rendição.
Entendi que não posso ignorar o ferido que está a minha frente, principalmente quando esse ferido sou eu.
Refletida no vidro embaçado da janela, as linhas que marcavam meu rosto se revelavam como nunca, um baú de recordações: uma nostalgia de tudo o que sou. Hoje, ainda tenho muito a dizer, mas, talvez, não precise de tanto enquanto meus abraços e versos continuarem tão cálidos. Contemplando a garoa cair, numa manhã fria de outubro, atípica assim como eu, percebi que me acomodei nesta pitoresca deformidade d’alma: do riso espontâneo às lágrimas de saudade ou vice-versa.
“Contemplar é observar atentamente, profundamente, é se conectar ao que está sendo observado.
Olhamos através dos olhos físicos, mas a contemplação só acontece através dos olhos da alma.”
- Flávia Filgueiras
"Por permissão inconsciente, partes de nossa alma podem ficar presas no passado, em experiências e relacionamentos traumáticos.
No processo de cura profunda da alma, é preciso fazer as pazes com o passado, liberar o perdão e revogar as permissões concedidas anteriormente, afim de recuperarmos as peças de nós mesmos que se foram, para que nossa alma seja restaurada por completo."
- Flávia Filgueiras
Cuidar das nossas feridas na alma, é essencial. Pois quando as mesmas sararem, vamos vê-las, porém, não vão mais doer.
As cicatrizes ficaram lá para provar o quanto fomos fortes e resilientes.
Não tenho a pretensão de ser poeta, apenas o atrevimento de transformar em palavras, o que sai da minha alma.
Se isso é ser poeta.
Então eu sou!
A pessoa que conseguir enxergar a nossa alma e não só a nossa aparência, é a pessoa que devemos levar conosco para o resto de nossas vidas.
"Quando estamos com sede não buscamos um copo vazio e sim um copo que esteja cheio ou nos direcionamos à uma fonte de água cristalina e não um pântano.
O mesmo acontece com a nossa alma, que precisa de luz vinda da sabedoria espiritual para saciar sua sede de amor, restauração, cura e libertação.
Não seja negligente com a nutrição de sua alma, oferecendo em demasia aquilo que não a satisfaz ou que a intoxica, adoece."
- Flávia Filgueiras
