Sofrimento
Por meio das lágrimas, Deus reescreveu minha história, o sofrimento tornou-se tinta que autenticou minhas palavras.
Existem dias de dor e sofrimento, amargura e tristeza, alegria e paz. Não há uma ordem para isso; podemos chorar hoje e nos alegrar amanhã, e ainda assim Deus irá nos amar e continuar nos amando.
A dor é minha composição principal depois do amor. O sofrimento é um elo do meu externo para o interno. É um tapete para a minha caminhada efêmera.
PARA ESQUECER
O sofrimento do passado não é verdadeiro, porque o sofrimento não é verdadeiro. A dor é uma necessidade de não estarmos aqui, agora. Produzimos dor porque queremos que o passado exista agora. Tudo é apenas confusão.
Fingir que ama enquanto planeja o adeus não é 'evitar o sofrimento do outro', é egoísmo puro para garantir que você não fique sozinho até achar algo 'melhor'. Quem tem caráter termina antes de começar outra história.
SerLucia Reflexoes
“Toda criança em sofrimento pede, antes de um rótulo, uma presença capaz de escutar o que ela ainda não sabe dizer.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nomear o sofrimento pode ser necessário; reduzir a criança ao nome do sofrimento é violência.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A menina silenciosamente desatenta pode carregar um sofrimento imenso justamente porque não incomoda o suficiente para ser percebida.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança que não termina a tarefa pode estar menos em recusa e mais em sofrimento diante de uma execução que não consegue sustentar.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O sofrimento se repete quando o observador interno permanece condicionado à mesma dor.”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nem toda distração é TDAH, mas todo sofrimento persistente da atenção merece ser escutado com responsabilidade.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O TDAH não explica tudo, mas ignorá-lo pode transformar sintomas em culpa e sofrimento em fracasso moral.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Talvez não haja sofrimento maior que o das almas carentes, que mal aprenderam a buscar curas para as dores físicas.
Porque a dor do corpo grita, aponta, incha, sangra — e, ainda assim, muitos só aprendem a silenciá-la com remédios apressados, sem jamais perguntar de onde ela veio.
Mas a dor da alma… essa só sussurra.
E, quando não é ouvida, encontra um megafone no corpo.
Há quem passe a vida peregrinando por consultórios, comprimidos e diagnósticos, enquanto a verdadeira ferida permanece intocada: a ausência de sentido, de afeto, de pertencimento.
Não por descuido, mas por desconhecimento.
Nunca lhes ensinaram que pode haver vazios que não se preenchem com anestesia, mas com presença.
Que há cansaços que não se resolvem com repouso, mas com reconciliação interior.
Almas carentes não são fracas — são famintas.
E fome não se cura com distração, mas com alimento verdadeiro.
O problema é que muito poucos foram orientados a reconhecer essa fome.
Ensinaram-nos a tratar sintomas, não a investigar silêncios; a conter lágrimas, não a compreender suas origens.
Talvez o maior sofrimento seja esse: carregar uma dor que não tem nome — e, por isso, não receber cuidado.
Buscar alívio onde só há paliativo, enquanto a raiz implora por atenção.
Curar o corpo é necessário.
Mas aprender a escutar a própria alma — isso é urgente.
Porque quando a alma é negligenciada, o corpo acaba pagando a conta de um abandono que nunca foi dele.
Atravessarei o tempo, vencerei o sofrimento
Só para os meus olhos te encontrar
Através do amor, atrás da minha flor
Te buscarei voando sobre esse enorme mar.
Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.
