Sofrimento
O sofrimento enobrece uns e acanalha outros. Essa escolha é mais urgente do que livrar-se do sofrimento.
Eu sou mesmo um homem muito generoso. Eu quero partilhar o meu sofrimento com todo o mundo. Eu diria que isso é justo, você não?
Nessas horas que eu me lembro
Que o sofrimento é um megafone
É Deus pra mim gritando
Que eu não sou super-homem
Queu sou de carne e osso
Que vou passar sufoco
Vou fazer o quê?
Não vou esconder meu choro
Às vezes é mais fácil fingir, eu sei
Fazer de conta que tá tudo bem
Que tá tudo zen
Disfarçar que não tem nada dando errado
Mas eu não sou o superman
Alguém aqui é o superman?
Se não fosse por Você eu jogava a toalha
Tenho visto tanta coisa errada
Neste estrada
Muito falso herói se achando o tal
Iludido com aplausos, elogios
Com pedestal
Até eu já vacilei
Dei bobeira
Viajei
Esqueci que leva tombo
Como qualquer um
Esqueci que levo tombo
Esqueci que sou normal
Alguém aqui é normal?
Eu sou diferente, igual a todo mundo
Sem Você eu não sou ninguém
Eu sou igual a todo mundo
Não existe superman
Eu vou insistir em Te acompanhar
Haja o que houver, acredite quem quiser
Mesmo tropeçando eu tô aprendendo
Tô descobrindo que pra tudo existe um tempo
Por isso eu tô na luta, tô sobrevivendo
São nessas horas que eu me lembro
Que às vezes eu machuco
Às vezes me machuco
Explodindo por fora
Explodindo por dentro
Mas eu tô aprendendo
Agora eu tô sabendo
Que o sofrimento é um megafone
É Deus pra mim gritando
Queu não sou super-homem
Queu sou de carne e osso
Queu vou passar sufoco
Agora eu não esquento
Não vou esconder meu choro
Afinal eu sou um cara comum
Que também leva tombo como qualquer um
Que tropeça, levanta mas não sai da dança
Tropeça, levanta e não sai da dança
Eu sou diferente, igual a todo mundo
Sem Você eu não sou ninguém
Eu sou igual a todo mundo
Às vezes é mais fácil
Fazer de conta que tá tudo bem
Mas você sabe que eu não sou o superman
Eu sou diferente, igual a todo mundo
Sem Você eu não sou ninguém
Eu sou igual a todo mundo
Não existe superman
Lamento Umbilical
Mamãe,
Não se preocupe comigo...
Feche os olhos para o meu sofrimento
Finja que não o vê...
Pois isso é apenas um vento passageiro.
Mamãe, fui mal na escola da vida,
Talvez eu tenha dormido na aula de religião...
Ou não entenda mesmo nada de química.
Mas não se preocupe com minhas lágrimas,
Me disseram que o que eu tenho não é mal,
Chega a ser um dom...
Sabe amor, mamãe?
Dizem que o meu é diferente.
Eu não entendi me disseram assim:
"São poucos os que conseguem sentir"
e eu sinto, mamãe...
Talvez você deva se orgulhar disso...
Mas o que eu não entendo,
Como pode ser um dom ou encanto...
Se é uma coisa que dói tanto?
Não se preocupe com minhas lágrimas, mamãe,
Por mais que digam que isso que sinto é eterno...
Eu prefiro pensar nos ventos que passam
E levam junto o inverno.
Aprendendo a amar....
Mesmo com o sofrimento, a solidão, o choro e o turbilhão...
Apesar do desencontro, da confusão, da dor e da desilusão...
Você ainda é quem eu quero, quem eu desejo...
Você é quem povoa meus sonhos secretos.
Você é quem preciso, sinto falta, acarinho.
Você é quem dedico todo beijo de boa-noite.
Mas de que adianta saber de todos esses sentimentos se escondi.
Pois sou covarde, que grande covarde!
Por te ouvir dizer que era o fim sem protestar...
Quanta covardia e orgulho!
Ao fugir sem lutar por aquilo que quero.
Sendo uma covarde racional...
Assentindo em sofrer calada antes do último ato.
Enterrando meus sentimentos sobre a máscara ‘‘alegria’’...
Por ser tamanha covarde!
Me encontro dispersa em sentimentos conflitantes.
Perco-me no labirinto de mim...
Meu sorriso me é estranho.
Minha alegria é inautêntica.
Confusão há dentro de mim, não deixando me encontrar...
Percebo-me chorando.
Mas meu choro não é como a chuva, que purifica.
Ele é amargo, chama a tristeza, não alivia...
Mas é isso que nos resta.
Quando desistimos das pessoas.
E eu desisti!
Percebo agora quão tola fui.
Resistindo a essa desistência antes mesmo de perder.
Insistindo em um erro de não aceitar que iria acontecer.
Mas ainda assim quero voltar.
Pedir a Chromos uma chance.
Pedir a você uma segunda chance.
Que mal há em sonhar?
Cansei de me arrepender.
Por ter desistido e seguido com o orgulho sem acreditar em ti.
Não cometerei o mesmo erro, não com você.
Quão seja louca em insistir.
E não covarde por desistir...
Não sei se ainda há tempo de voltar atrás.
Mas irei me disponibilizar a cumprir isso.
Visando conquistar a ti novamente, sem cometer os mesmos erros, pois que o erro a ser cometido seja pelo fato de estar... APRENDENDO A AMAR
Meu coração pulsa com o sofrimento dos outros e se manifesta com tamanha dor por não terem paz.
Meus ensinamentos foram sublimes e me deram o dom do amor pelo próximo.
Tenho plenitude, mas me falta devoção em ser proeminente e entender á razão da vida.
Sigo em meu caminho e supero minhas dificuldades e sei que não tenho que provar nada á ninguém.
Procuro lutar contra pensamentos maléficos e invejosos que querem me aprisionar.
Meu coração pode ser doce e bondoso, mas aprendi a me defender.
Sou o meu próprio líder e minha capacidade é indefinível.
Se você se entregar ao sofrimento se privando da fé as portas do céu não vão se abrir para que bençãos caiam na sua vida.
Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor.
Recuperar-se de um sofrimento não é como se recuperar de uma doença. Muitas pessoas não saem curadas, elas saem diferentes.
DO AMOR
Não falo do amor romântico,
aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão,
paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida,
explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto,
formatado, inteiro, antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim,
que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído,
inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta?
O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
o amor será sempre o desconhecido,
a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido,
quer ser violado,
quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
e nós preferimos o leito de um rio,
com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha e
nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
o amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor,
se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a Vida é feita.
Ou melhor, só se Vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
“Sofrimento é o destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido. – Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los de uma forma diferente. Não aceite todo este contexto de vida como causa já determinada para o fracasso. Não, não precisa ser assim. – Deixe-se afetar de um jeito novo por tudo isso que já parece tão velho. Sofrimentos não precisam ser estados definitivos. Eles podem ser apenas pontes, locais de travessia. Daqui a pouco você já estará do outro lado: modificado, amadurecido. – Sofrer é o mesmo que purificar. Só conhecemos verdadeiramente a essência das coisas à medida que as purificamos. O mesmo acontece na nossa vida. Nossos valores mais essenciais só serão conhecidos por nós mesmos se os submetermos ao processo da purificação.”
• Essência de vidro.
Quando os nossos pés descalços se colocam diante das duras pedras do sofrimento...
Quando a fragilidade de nossa condição nos leva a trilhar o inevitável caminho das sombras...
Quando a vida nos revelar que somos portadores de uma essência de vidro...
É importante que a gente se livre da pressa e da facilidade das respostas prontas...
Porque diante da dor sofrida, mais vale um silêncio, uma pausa, que uma palavra inoportuna.
• Deus e os absurdos do mundo
A maturidade também se expressa no que pedimos. Outro exemplo simples. Uma pessoa fumou a vida inteira, nunca se esmerou por lutar para deixar o vício, e, num determinado momento, descobre que tem câncer. Então se coloca a pedir a Deus um milagre. – É justo? A doença não nasceu das escolhas que ele fez? Será que Deus tem como mudar os destinos de nossas sementes? Ele não estaria desrespeitando a nossa liberdade? Tenho o direito de querer colher o que na verdade não plantei? – Acho pouco provável. Há um jeito mais interessante de pedir a Deus um milagre: mudar de atitude, antes que nasçam as doenças. – O milagre é realizado a quatro mãos. Mãos de Deus e mãos humanas.
Retirado do livro: Quando o sofrimento bater à sua porta
Nunca, jamais troque uma Amizade por um amor. O Amor um dia se acaba e deixa sofrimento, é nessas horas que você precisa daquela amizade que você abriu mão.
