Sociedade
Proibição de ser livre,
Encaminhado para errados caminhos,
Criado para não ser eu,
Olhado por olhos que não vêm,
Julgado por sentimentos que não sentem,
Esquecido para não ser relembrado,
Relembro que fui esquecido,
Sinto que fui julgado,
Observo meu reflexo em seus olhos,
Crio o meu ser,
Procuro um caminho sonhado,
Pelo menos... tento ser livre.
Alguns dos sintomas mais evidentes da desintegração social só são reconhecidos como um problema sério após assumirem tamanha proporção epidêmica que parecem não ter solução.
Tornamos o futuro sustentável quando investimos nos pobres, não quando insistimos em seu sofrimento.
Nossa melhor evidência do que as pessoas realmente sentem e acreditam vem menos de suas palavras e mais de seus atos.
Um profeta não é alguém com visões especiais, apenas alguém cego para a maior parte das coisas que os outros vêem.
Sinto saudades do tempo, do tempo que todos eram iguais, sem vitimismo de classes, sem ideologia de gênero, sem cotas raciais, sem formação de ideias por parte da mídia, sinto saudades do tempo, dos apelidos, sinto saudades do tempo, do tempo que arte era um poema de amor, um desenho com alegria, ou um simples rabisco que demonstrava a tristeza de seu autor, sinto saudades do tempo, do tempo que a politica era levada a serio, que as pessoas analisava em quem votar, em quem ia nos representar, que corrupção era uma palavra desconhecida, saudades do tempo, do tempo que não tinha direitos humanos "dos manos", saudades do tempo, do tempo que tínhamos só um Deus, sinto mais saudades do tempo, do tempo que todos eramos iguais, cor da pela, dos olhos, cabelo e o respeito, mas me perco nessa utopia, são só lembranças, lembranças.
O capitalismo, em termos filosóficos, se acopla ao dado humano mais fundamental que é a ganância e consegue engolir todas as bandeiras.
Em tempos, os homens entregavam o pensamento às máquinas, na esperança de que isso os libertasse. Mas só permitiu que outros homens com máquinas os escravizassem.
Um fato fundamental da vida é que qualidades como decência e dignidade são distribuídas aos homens com grande desigualdade ao nascerem.
A história sozinha cria estereótipos, e o problema com estereótipos é que não é que eles não são verdadeiros, mas que eles são incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.
A intolerância é inclinada a censurar, e a censura promove a ignorância dos argumentos dos outros e, portanto, a própria intolerância: um círculo rígido e cruel que é difícil de quebrar.
Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas ações, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.
Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogêneos causa um efeito incômodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu ‘eu’ sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em ótima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.
