Sociedade
Reflexão:
Os jovens de hoje esperam que o ambiente se adapte a eles e não o contrário. Fato que dificilmente irá ocorrer sempre. E isso tem raizes nos lares atuais, onde, os pais com sua rotina bastante corrida, ao terem momentos com os filhos fazem de tudo para tentar agradá-los, e deixam de passar valores e lições que os deixarão mais fortes pra encararem a sociedade no dia a dia. E com certeza, isso tem influênciado o crescente numero de doenças, físicas e psicológicas.
Ecos de uma guerra sem fim
Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.
Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.
Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.
A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.
A construção de uma imagem social de uma pessoa pode demorar uma década, mas para se encerrar basta apenas uma frase. A sociedade não tolera erros e é extremamente julgadora.
Todo aquele que busca alcançar os seus objetivos passando por cima de valores morais, petrificando a sua sensibilidade e ultrapassando os limites que equilibram a sociedade, pode até chegar ao ponto desejado, porém terá que arcar com todas as consequências, que certamente virão.
Ser quem se é, sem medo ou receio,
é um ato raro, um sopro alheio.
Pois quem se encaixa e perde o brilho,
talvez descubra que nunca foi inteiro.
Quando o indivíduo deixa de usar a razão para seguir uma ideologia, simplesmente pela ideologia, ele perde a noção da verdade, porque a verdade para ele, só existe vindo de um canal onde não há um mecanismo de correção dessas verdades, assim, esse sujeito apenas replica o que chega aos seus ouvidos. O pior é que ao fazer isso, muitos contrariam os seus próprios discursos, negando o que se esperava da sua posição dentro da sociedade. Fico muito triste em ver que esse mal é global e atinge os diversos níveis das sociedades.
A REVOLUÇÃO DIGITAL NA TRAMA POLIFÔNICA DAS GRANDES REVOLIÇÕES TECNOLÓGICAS
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“A Revolução Digital se apresenta como uma nova melodia na grande polifonia das revoluções transversais que afetaram de maneira generalizada a civilização planetária (a Revolução Agrícola, a Revolução Urbana, as duas Revoluções Industriais, e, por fim, a Revolução Digital). O principal invento que possibilita a eclosão da Revolução Digital em meados dos anos 1990 – na verdade, um invento ainda elétrico e industrial – é o computador. Mas o nível científico que a torna efetivamente possível é o da mecânica quântica, uma vez que, sem essa, não teria sido possível o vasto e extraordinário conjunto de tecnologias proporcionado pela microeletrônica, o que inclui tanto o aprimoramento dos computadores de uso pessoal como uma extensa gama de novos dispositivos eletrodomésticos, sem contar os relacionados à telefonia celular (aspecto indispensável para a nova sociedade digital).
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De fato, a mecânica quântica permitiu que as versões industriais de diversos aparelhos – como os rádios, as primeiras TVs e os próprios computadores – fossem aprimoradas em direções surpreendentes, e que seu peso e tamanho se reduzisse cada vez mais, especialmente no caso dos computadores. O dispositivo básico utilizado nas primeiras TVs, por exemplo, eram as válvulas. Da mesma forma, os primeiros computadores, como o ENIAC, também funcionavam à base de válvulas e pesavam de 20 a 30 toneladas. Então surgiram os transistores, que exerciam a mesma função das válvulas com um tamanho bem menor e sem o inconveniente de esquentarem tão rapidamente. Logo foram desenvolvidos chips que passaram a conter centenas ou mesmo milhares de transistores. Os microprocessadores comerciais começam a surgir a partir da década de 1970 e, na década de 1980, são aprimorados a tal ponto que permitem o surgimento e aperfeiçoamento dos computadores pessoais – fáceis de carregar e com capacidade invejável para desempenhar uma multiplicidade de funções. Nos anos 1990 estes se disseminam ao se tornarem acessíveis a faixas mais amplas da população. Retomaremos, em um item posterior (I-4), os esclarecimentos sobre a passagem dos grandes computadores típicos do auge da Era Industrial para os computadores que prenunciam a revolução digital. Mas por ora queremos destacar que foi a mecânica quântica – com sua nova compreensão sobre o movimento dos fótons e elétrons – que permitiu a criação do primeiro transistor e todos os seus desenvolvimentos posteriores.
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A própria tecnologia de emissão e recepção de sinais por satélites – que torna possível a interconexão necessária aos celulares e eleva a interconexão de computadores a um novo nível, já que não mais dependente da fiação telefônica fixa e tradicional – é decorrente da física quântica e da compreensão do elétron simultaneamente como partícula e como onda probabilística. Ao lado disto, o outro alicerce de compreensão científica necessário à tecnologia de interconexões através de satélites é o da Teoria da Relatividade Geral da Einstein (1915). Esta teoria geométrica da gravitação aprimorou a compreensão de que não existe um tempo único e absoluto, mas sim diversos tempos locais interferidos pela velocidade e posição de cada objeto, sendo esta última afetada pelos efeitos da gravidade. Para a transmissão de sinais via satélite, o cálculo de uma posição de transmissão ou recepção na Terra acarretaria erros de muitos quilômetros se fossem ignoradas as previsões da relatividade geral com relação às variações e distorções de cada tempo local em função da velocidade e da altura do objeto conectado, o que inviabilizaria a eficácia da comunicação da telefonia celular, os sistemas de navegação de alta precisão, e o sistema de localização GPS. Com estes e outros exemplos importantes que poderiam ser dados, pode-se dizer que a revolução digital torna-se possível a partir do nível de conhecimento atingido por duas revoluções científicas paralelas, e ainda não unificadas: a física quântica e a física relativística”
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[BARROS, José D’Assunção (org.). História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.27-28].
A VITRINE DO SILÊNCIO
Na vitrine do Fatal, suas curvas perfeitas ofuscam sua real natureza.
Olhos curiosos a espiam, desejos silenciosos a consomem.
Um sorriso falso, máscara de seda velando a dor que a consome.
Lágrimas amargas, atrás do rímel, invisíveis aos olhares mundanos.
A beleza, um cárcere privado; a mercadoria exposta, a carne em oferta, a alma em leilão.
Um preço a pagar, um sorriso forçado, a dignidade em estilhaços.
O Fatal sorri, a sociedade cúmplice, enquanto ela se desfaz em silêncio.
A cada transação financeira, a cada olhar lascivo, a cada toque frio, a realidade se impõe: ela está presa em um sistema que a define, que a explora, que a condiciona.
Com o "EU" fragmentado, sonhos desfeitos, futuro incerto, um vazio profundo.
Mas o Fatal não se limita àquela vitrine. Sua sombra se estende por toda parte, transformando cada um de nós em mercadoria. O Fatal, a vitrine, um reflexo distorcido da sociedade. Vendemos sorrisos forçados em reuniões; nosso corpo e mente, em jornadas exaustivas; nossos sonhos, em troca de migalhas de reconhecimento. A alma, uma mercadoria barata, negociada em contratos e relações tóxicas. A liberdade? Um luxo perdido a cada hora extra, a cada compromisso assumido por obrigação, a cada "sim" que significa "não". A prostituição, em suas múltiplas facetas, se infiltra em cada canto da vida, espreitando nas relações interpessoais, nas pressões sociais, nas demandas do trabalho, nas expectativas da sociedade. A hipocrisia se espreita em cada julgamento, em cada crítica, em cada olhar que condena, mas que se alimenta do mesmo sistema que explora. A busca por validação, por reconhecimento, por segurança, nos reduz a estilhaços, vítimas e cúmplices dessa grande farsa. A mulher na vitrine, um símbolo dessa realidade, um reflexo de nós mesmos. Ela vende seu corpo; nós vendemos nosso tempo, nossa energia, nossa dignidade. A moeda de troca é diferente, mas a essência da transação é a mesma: a alienação, a exploração, a busca desesperada por sobrevivência em um sistema que nos reduz a mercadorias.
Na vitrine ou na rotina, a alienação é a mesma; a exploração, sistêmica; e a luta pela dignidade, uma constante e necessária revolta contra a hipocrisia que nos cerca...
(a.c) -
21/02/2025
"O rio só corre para o mar" dos antigos, foi um belo modo de falar: Pessoas que nascem com privilégios, acumularão mais privilégios e farão de tudo para que isso seja aceito como algo natural.
No exato momento em que um socialista entende economia, instantaneamente deixa de ser socialista. Se permanece socialista mesmo após estudar economia, é porquê não entendeu e precisa voltar ao curso.
Quando me limito à cuidar apenas da minha pessoa, sou miserável; não por ser egoísta; por não perceber que, na verdade, o outro é a extensão de mim como ser que se constrói pelo meio em que vive, que é socialmente responsável pela forma que distribuo quem sou, que influencio quem me rodeia.
A interpretação do outro é a resolução do interesse em saber, ou não, de mim, o que eu quis expressar.
Inclusão é respeitar a individualidade,
Valorizar cada singularidade.
Com empatia e igualdade no coração,
Construímos juntos um mundo de união.
Na sociedade da inclusão,
Sempre existe uma limitação,
Mas juntos superamos com dedicação,
Construindo um mundo de verdadeira integração.
Na sociedade da inclusão,
Celebramos com toda a intensidade,
A diversidade que traz felicidade,
E construímos juntos uma nova realidade.
Na sociedade da inclusão, a diversidade traz felicidade,
Com respeito e amor, construímos a igualdade,
Onde todos têm lugar, em plenitude e liberdade.
eu vi o mundo como os loucos viam
eu vi me lembro perfeitamente do dia
eu vi o mundo como os loucos
eu vi eu vi o mundo colorido eu vi o mundo alegre
eu vi quando olhei aquele homem ajudar a senhorinha atravessar a avenida
eu vi quando o sorvete da menininha caiu e seu irmão dividiu o dele com ela
eu vi o mundo de um jeito diferente
eu vi o mundo de uma forma que a muito tempo não via
eu vi um vestígio de esperança na sociedade
eu vi um pedaço de confiança no mundo
mas dês de então me chamam de louca
e eu sempre me pergunto
valeu a pena ver o mundo como os loucos viam
valeu a pena pensar que a sociedade tem esperança
sociedade a mesma sociedade que mata a mesma sociedade que rouba
a mesma sociedade que fala mal pelas costas
a sociedade que vive em guerra por pequenas coisas
será possível acreditar que a sociedade
pode ser boa e ruim ao mesmo tempo
sociedade suja sociedade abominável
mas ao mesmo tempo
sociedade que salva pessoas todos dias
a sociedade que todos os dias faz caridade
a sociedade que ajuda os desabrigados
sociedade que traz segurança
sociedade que fez e faz leis
pensando nisso tenho vários pensamentos
mas no fim EU acho que valeu
valeu a pena ver o mundo como os loucos viam
ver a vida feliz e alegre viver o mundo de um jeito bom no meio de tanta maldade
no fim vale a pena ver o mundo como os loucos viam
A soma do ABSURDO multiplicado pela falta de NOÇÃO, dividido pela RAZÃO é igual o resultado da COMÉDIA.
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