Sóbrio

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Foi?
Foi...
Enaltecer o ganho
Abrandar o nórdico
Esclarecer o sóbrio
E engrandecer-se no pódio.

Claro?
Claro...
Não quero dizer
Audaz, vou fazer
Até as portas colapsar.

Ok?
Ok...
Acho que já é o suficiente
Digo mais, vou atrás ferozmente
Digo mais, cala-te.
Se não cair, eu faço cair!

O realismo me deixa sóbrio da ignorância, mas me entristece ao mesmo tempo.

O Sóbrio Ébrio

Estranha figura
de cara pintada
nariz vermelho
roupas em trapos
e enormes sapatos.

Quem é este ébrio?
Que faz-nos rir
com tamanha leveza
e gestos exagerados?
Vai imitando a vida,
a nossa vida.
e achando graça
sem saber
rimos de nossos própios atos.
Porém ali representados
pela figura de um estranho.

Estranho que
brinca com os sonhos
brinca com a vida.
Brinca com a criança,
principalmente com aquela
que esta bem escondida,
dentro de nossa alma.

Criança que na alegria de um sorriso
encontra seu abrigo,
e contagia nosso ser
suspirando aquilo que outrora
se encontrava sufocado.
Sufocado pela idéia
de que para sermos felizes
é preciso ser gente grande.

Antes só, sóbrio, do que bem acompanhado pela bebida.

O álcool me deixa sóbrio, perante aos tolos.

⁠A melhor maneira de se manter sóbrio é bebendo

Olá, eterna melancolia.
Semelhante a um pranto frio,
Que espanta toda alegria
Deste amor sóbrio e vazio.


No caminho sem razão,
Perdendo-se dor
Manchando a visão
De um olhar sonhador

"Sóbrio ou ébrio.
Risonho ou sério.
Casebre ou castelo.
Falso ou sincero.
Errado ou certo.
Do escândalo ao discreto.
Do nada, à todo o universo.
Não importa em qual hemisfério.
É certo, te quero.
Se tua imagem me estragam, eu conserto.
Fiz em ti minha morada e hoje? Sou um sem teto.
As mazelas? Não nego.
Te odeio e te venero.
Dos olhos, distante e do coração, sempre perto.
Não me desfaço, só me apego.
És me fogo mas não sou ferro.
Trago-lhe verão mas és inverno.
Desejo o céu dos seus olhos mas me joga, da sua indiferença, no inferno.
És me a chuva na madrugada fria mas é o Sol que quero.
Em suas atitudes morre o simples e nasce o complexo.
É o côncavo ou convexo?
Contigo já nem mais converso.
Amar você é a morte do correto.
No espelho, já nem mais me enxergo.
Eu só vejo você, o que eu quero.
Enquanto isso; Por ti espero.
Como um louco, em devaneio, que pensa em ti e narra um todo sem nexo..."

Evitem o 1º gole! Viver sóbrio é que é viver!!!

Viver sóbrio é bom demais!!!

Não dá pra ser bom, mau, sóbrio, bêbado, feliz ou triste quando nos convém. As vezes é preciso enlouquecer. É preciso correr riscos.

O bom político é quem se embriaga de poder e continua sóbrio.

Ninguém é feliz estando sóbrio, a felicidade é consequência de um ópio divino, nós, os humanos o conhecemos como o amor, contudo, embora dependentes dele, pouco o usamos.

Segredos da Alma...


Dona dos olhos que emanam luz
Tez clara, jeito sóbrio e sereno
De mulher sempre bem vinda
Onde chega e razão dos lamentos ao sair


Mulher que trás no peito materno
Um coração que derrama temporais de bem
Voz que cativa, não pelo tom, mas pela fala
Que sempre surpreende e me abala


Dona de meus sentimentos libertos
Que não conhecem amarras nem silêncios
Somente entregas e quereres
Que silentes, a ti pertencem


Senhora do tempo passante
Décadas de ferrenha distância
Que impediu voltarmos
Naquela esquina onde anoitecendo


Eu, inda vagando pela adolescência
Sem noção, leigo de valores
Flexado pelo arruinante ciúme
Não me dei conta de dar-lhe flores


E a vida seguiu seu rumo
O tempo foi o carrasco das memórias
E a consciência vilã de meus enganos
Impôs a minh'alma, incuráveis danos

Quem sustenta a falsidade
uma hora, a mascára caí!


Seja sóbrio
viva a simplicidade
viva em paz!

A Arte de Ser Sóbrio


Autocontrole, Clareza Interior e Ética do Ser


Há quem pense que ser sóbrio é viver em negação.


Mas não é.


Ser sóbrio não é viver com menos vida.
É viver com mais presença.


É perceber o que acontece dentro de si antes de simplesmente reagir.
É reconhecer o desejo sem se tornar escravo dele.
É sentir sem precisar fugir.
É escolher sem precisar ser levado pelo impulso.


A vida oferece distrações o tempo inteiro.


Um excesso aqui.
Uma fuga ali.
Uma promessa de alívio imediato.


E então surge aquela voz:


“Só mais um pouco. Você merece.”


Talvez a pergunta mais importante seja outra:


“Eu realmente quero isso ou estou tentando escapar de alguma coisa?”


É nesse pequeno espaço entre o impulso e a escolha que a sobriedade começa.


Não como punição.
Não como privação.
Não como uma guerra contra aquilo que somos.


Mas como liberdade.


Porque autocontrole não é sufocar o que sentimos.


É conseguir ouvir o que sentimos sem entregar a isso o comando da nossa vida.


É respirar antes de responder.
É esperar antes de agir.
É saber quando parar.
É reconhecer quando algo deixou de ser escolha e começou a ser dependência.


Isso exige força.


Mas não uma força rígida.


É uma força serena.


Fogo domado.


A capacidade de permanecer inteiro mesmo quando alguma parte de nós pede excesso.


E talvez seja aí que a chamada pureza vibracional encontre seu verdadeiro significado.


Não como uma ideia de perfeição ou como uma lei invisível que precise ser provada, mas como uma imagem para aquilo que cultivamos dentro de nós.


Pensamentos influenciam atitudes.
Atitudes transformam relações.
Relações transformam ambientes.
Ambientes também nos transformam.


Aquilo que alimentamos interiormente deixa marcas.


Uma palavra pode aproximar.
Outra pode ferir.


Uma emoção pode ser compreendida.
Outra, quando ignorada, pode acabar conduzindo nossas escolhas.


Por isso, cuidar da própria energia também pode significar cuidar daquilo que pensamos, sentimos, consumimos, dizemos e transmitimos.


Pureza não é nunca se contaminar com a vida.


É saber reconhecer o que nos faz bem, o que nos desequilibra e o que precisamos deixar ir.


É cuidado.


É consciência.


É presença.


E existe ainda uma dimensão mais profunda da sobriedade: a ética.


Porque nossas escolhas não terminam em nós.


Aquilo que fazemos pode alcançar outras pessoas.


Por isso, respeitar os próprios limites também significa respeitar os limites do outro.


Não transformar nossa carência em cobrança.
Nossa raiva em agressão.
Nosso medo em controle.
Nossa frustração em ferida para alguém.


Existe uma ética que ninguém vê imediatamente.


Ela está na intenção.
Naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Na responsabilidade que assumimos pelas consequências de nossas escolhas.


Sobriedade, nesse sentido, não nos torna melhores que ninguém.


Torna-nos mais responsáveis por aquilo que fazemos com aquilo que sentimos.


E talvez um dos excessos mais silenciosos da vida moderna seja justamente a dificuldade de permanecer consigo mesmo.


Estamos sempre procurando alguma coisa para preencher o silêncio.


Mais estímulo.
Mais distração.
Mais velocidade.


Qualquer coisa que nos impeça de parar.


Porque parar exige coragem.


Quando o ruído diminui, podemos encontrar aquilo que tentávamos evitar.


Uma dor.


Uma dúvida.


Uma lembrança.


Mas também podemos encontrar algo que estava escondido por trás de todo aquele ruído:


clareza.


Talvez seja por isso que a sobriedade possa ser entendida como um reencontro.


Não com uma versão perfeita de nós mesmos.


Mas com aquilo que somos quando deixamos de fugir.


Ser sóbrio é poder dizer:


“Eu posso sentir isso sem me perder.”


“Eu posso desejar sem precisar obedecer.”


“Eu posso dizer não.”


E, principalmente:


“Eu posso escolher.”


Porque liberdade não é fazer tudo aquilo que o impulso pede.


Liberdade é ter espaço interior suficiente para decidir.


É escolher aquilo que consumimos.
Aquilo que cultivamos.
Aquilo que falamos.
Aquilo que permitimos permanecer em nossa vida.


É saber que nem todo desejo precisa ser realizado,
nem todo pensamento precisa ser seguido,
nem toda emoção precisa se transformar em ação.


A sobriedade não promete uma vida sem dor.


Promete algo mais honesto:


a possibilidade de atravessar a vida sem precisar fugir de si mesmo.


E talvez seja essa a verdadeira lucidez.


Não chegar ao fim da estrada completamente intocado.


Mas chegar inteiro.


Inteiro depois das escolhas.
Inteiro depois das perdas.
Inteiro depois das tentações.
Inteiro depois dos dias difíceis.


Sem precisar apagar aquilo que sentimos para continuar caminhando.


🌕 Aos que sentem o chamado da lucidez, aproximem-se.


Não é preciso chegar perfeito.


Basta chegar verdadeiro.


Deixem à porta os disfarces, as pressas e aquilo que já não serve.


Aqui, a presença é o vinho.
A escuta é o banquete.
A consciência é a luz.
E a clareza, o altar.


Não se entra neste templo para fugir da vida.


Entra-se para estar mais inteiro dentro dela.


O templo está aberto.


A alma está pronta.


A sobriedade é a chave.

A todo o tempo morro e renasço. Em um espírito mais sábio? Não. Em um espírito mais sóbrio, eu acho.

Inserida por gtrevisol

" O amor é sobrio e vigoroso,
resiste as decepçoes e o temor
não se entrega ao sofismo lodoso,
nem recua diante da dor. "

Inserida por Lehwalker

Derrepente o amor é sobrio pois não sabemos se seremos correspondido, mais quando você sabe que a pessoa ama você e você a ama, o amor se torna um coração que nos une e faz sermos um complemento do outro!

Inserida por RaysaVictoria

Nada como uma noite sóbrio , apenas embriagado por palavras.

Inserida por Philippepitta