Sobrevivência

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Cometa


Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.

“A mãe atípica se torna especialista por necessidade, advogada por sobrevivência e militante porque o mundo ainda não aprendeu a incluir.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

-Água pura criada por Deus para nossa sobrevivência, por isso é abençoada, pois também somos água em nossa essência.

A arte que ensino somente deve ser utilizada para fins de sobrevivência e proteção. Se você agir contra esses princípios tudo o que aprender se tornará nulo e um fardo sem sentido.

"Talvez o limite esteja naquele ponto onde o cuidado com a sobrevivência deixa de ser uma ferramenta e passa a ser o senhor da nossa existência, gerando o aprisionamento"

"Quando há autorregulação, a relação deixa de ser território de sobrevivência e passa a ser território de escolha."

Minhas cicatrizes são as ranhuras de um disco que toca a música da minha sobrevivência.


SerLucia Reflexoes

"Proteger a própria essência não é egoísmo, é sobrevivência emocional. Nem todo mundo merece ter acesso ao melhor de você."

Integrar dados de marketing, vendas e produto não é projeto de TI – é sobrevivência. O silo entre departamentos é o maior desperdício de CAC que ninguém contabiliza. Enquanto a planilha do marketing não conversar com o CRM do comercial, o lead qualificado será exceção, não regra. Ponta a ponta não é meta; é pré-requisito.
— Infraestrutura bare metal

Para alguns, a leitura é um hobby. Para outros, é sobrevivência. É a arte de respirar através das palavras, de fugir sem partir, de sentir sem se perder. E talvez seja por isso que quem ama ler nunca está verdadeiramente sozinho: porque sempre existe uma história pronta para acolher seu coração e silenciar, ainda que por alguns instantes, o barulho do mundo.

Se partiu com pressa por motivo de sobrevivência,
Não volte para pegar as coisas.
Eram só coisas,
Até quem ficou.

4,71% não é valorização, é sobrevivência disfarçada. Para quem trabalha dia e noite, o número expõe o quanto ainda somos tratados como custo, não como prioridade.

Crônica


Campeonato Nacional da Sobrevivência


Se o brasileiro colocasse na política metade da paixão que coloca no futebol, talvez o Congresso tivesse comentarista esportivo, VAR e até torcida organizada fiscalizando votação.


Imagine a cena:


— Foi pênalti ou não foi?


— Não sei. Mas a reforma tributária passou sem ninguém perceber.


Enquanto isso, milhões de especialistas em escalação discutem durante semanas se o lateral deveria jogar mais avançado, mas não sabem o nome do vereador que ajudaram a eleger.


No futebol, o cidadão conhece a tabela de cor, a artilharia completa, os cartões recebidos, os confrontos históricos e até a previsão de chuva para o dia da partida.


Já na própria carreira...


— Como está seu plano para os próximos cinco anos?


— Que plano?


— O profissional.


— Ah... achei que você estava falando do campeonato.


E assim segue a vida.


O brasileiro acorda cedo, enfrenta ônibus lotado, trânsito engarrafado, fila, burocracia, boleto, carnê, prestação, taxa, imposto e mais uma coleção de surpresas que parecem surgir diretamente da criatividade nacional.


Trabalha de segunda a segunda para, no final do mês, descobrir que o salário entrou na conta apenas para fazer uma visita rápida.


Mal chega e já vai embora.


As contas fazem festa.


O dinheiro nem participa.


Mas seria injusto dizer que o povo vive apenas de sofrimento.


O brasileiro possui uma habilidade rara: consegue fabricar felicidade com matéria-prima quase inexistente.


Faz churrasco com pouco carvão.


Faz festa com pouco dinheiro.


Faz amizade na fila.


Faz piada da própria desgraça.


E quando a vida aperta, ainda encontra força para sorrir.


Talvez seja por isso que os governantes gostem tanto de oferecer distrações. Afinal, um povo entretido reclama menos.


Desde os tempos antigos existe uma fórmula famosa: pão e circo.


Por aqui, às vezes falta o pão, mas o circo nunca atrasa.


Quando não é futebol, é novela.


Quando não é novela, é reality show.


Quando não é reality show, aparece alguma polêmica da semana para ocupar a mente de todo mundo.


Enquanto isso, os anos passam silenciosamente.


Os cabelos embranquecem.


Os sonhos envelhecem.


As prestações se multiplicam.


E a aposentadoria parece um personagem de ficção.


Ainda assim, existe algo admirável nisso tudo.


Mesmo carregando dificuldades que derrubariam muita gente, o brasileiro continua acreditando no amanhã.


Continua ajudando o vizinho.


Continua dividindo o pouco que tem.


Continua encontrando beleza nas pequenas coisas.


No café compartilhado.


Na conversa da calçada.


No gol marcado aos quarenta e cinco do segundo tempo.


No abraço sincero.


Na família reunida.


Talvez a verdadeira riqueza nunca tenha estado nas contas bancárias.


Talvez ela esteja justamente nessa capacidade extraordinária de sobreviver sem perder completamente a alegria.


Mas confesso uma coisa.


Se um dia o brasileiro resolver acompanhar sua educação, sua profissão e a política com a mesma paixão que acompanha uma final de campeonato, o mundo inteiro vai precisar rever seus conceitos.


Porque aí deixaremos de disputar apenas a taça da sobrevivência.


E passaremos a jogar a grande final do desenvolvimento.


Até lá, seguimos em campo.


Entre boletos e esperanças.


Entre trabalho e sonhos.


Entre migalhas e sorrisos.


Porque desistir nunca foi o esporte favorito do brasileiro.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

O trabalho não é apenas meio de sobrevivência, é a ponte invisível entre o que sonhamos e o que conseguimos tocar.

De um certo tempo para cá, caminhar sozinho se tornou sobrevivência.

O perdão foi estratégia de sobrevivência, perdoar não apaga, organiza o futuro, livre ando sem correntes.

As pessoas vivem em modo de sobrevivência, zumbis funcionais, presas a rotinas que já não questionam. São espectros de si mesmas, movem-se, mas não despertam, respiram, mas não vivem.

Não sou feito de sorte, sou feito de sobrevivência.

Deixar ir não é amnésia emocional, é a cirurgia de sobrevivência que a alma exige para preservar seu futuro.

Nem todo afastamento é escolha. Às vezes é sobrevivência. É o limite de quem suportou além da conta. É o instante em que permanecer custa mais do que partir. E partir, por mais doloroso que seja, torna-se necessário.