Sobre meus Medos
Procuro manter meu coração calmo, esperando o momento em que eu consiga desatar meus medos;
Para encurtar a minha procura pelos seus perdidos escondo minha partida que me faz fugir do caos;
Deixo um pedaço dos meus sentimentos para entrelaçar com a esperança de viver a sua vida;
Já perdi os meus medos de me acostumar com qual quer indício de tristeza que rodeia meus passos em um caminho de rosas com um cheiro de morte;
Choram mimados pelos versos que o vento leva onde ainda não se fez rastro, pedaço do varejo incomparável com o preço do atacado que se mostram olhares indiscretos;
Vou me entrelaçar com o momento que muda a cada instante, onde o meu céu é cercado de você para aos pouco me entreter e te guardar em meu coração;
Que os meus medos não me oprimam, pois não posso desistir ao que me faz tão bem;
Se tuas intenções não são de me amar, então pra quê você tanto me seduz mesmo não querendo, com olhares gritantes que me rouba o coração;
Meus medos são de alimentar minha sorte no amor e não de me repetir para desagradar olhos atentos que me julgam de forma inadequada;
Acho que na verdade eu quero muito você ao meu lado para desfazer os meus medos e me ensinar a encontrar os meus perdidos;
Quero respirar o mesmo ar que te alimenta, mas percebendo a distância que petrifica a nossa saudade que tanto rouba nossas coragens;
Meus medos sempre me roubaram minhas coragens me fazendo um covarde para com minha vida;
Me vejo aprisionado entre muros para deixar de construir pontes para os meus sonhos e aproximar da felicidade;
Nunca deixarei de lutar, tropeçando e me levantando para que eu possa sorrir com o meu coração;
Muita das vezes perco o meu chão e não consigo me achar por entre meus medos, mas por alguma razão, sem sentido que não me permito ser feliz;
Em meus dias de trevas, combati
o bom combate, superei as minhas derrotas
venci os meus medos e gritei ao horizonte
que a minha capacidade vai além
do que se possam enxergar;
Sei que muita das vezes os meus medos eram forças para que eu não desistisse de lutar;
E minhas preocupações eram refugio para me acalentar, minhas lágrimas só de emoção em ganhar com fé e dignidade;
Meus medos jamais serão esquecidos, pois esquecer e ser esquecido por entre os esquecidos é deixar de valorizar a simplicidade;
De cabeça erguida sigo em frente, sem temer as diversidades da vida!
Pois maior que os meus medos só o meu Deus;
Na solidão que embala o silêncio
Rompo todos os véus e máscaras
Enfrento os meus medos e desejos
Dispo-me de toda a roupagem
Afago o meu corpo
Abraço a minha alma com ternura
Sem defesas nem armaduras
Aqui comigo, eu sou feliz.
Entre meus medos, destaco outros
não temo os loucos do pinel,
mas os dos lábios de fogo,
etílicos líricos com mel.
Ressurreição
Naquela praça
Entreguei meus medos
Quietos
Em segredo
Esperei que me amasse
Amassado
Sem medo de perder a viagem
Oferecia-te tudo
O amor maior no mundo
Já não era dádiva dos deuses
(…)
Minha dor cativa
Logo
Tornou-se luto
E a carne
Já fria
Ganhou vida
Na igrejinha de São José.
Para Isac Silva do Nascimento, na Praça da Paróquia de São José;
Araraquara, 19 de novembro de 2021 (25 anos do autor).
Expulsis
Meus medos estão saindo
Abandonando meu ser
Pois tive que expulsá-los
Pra poder sobreviver.
Cada minuto sem eles,
Sei que irei ascender.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
17/11/2023
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