Sobre meus Medos
Não perdi meus Medos!
Apenas ele já nao me és um estranho e
Agora que temos certa intimidade
Descobrimos que temos os mesmos medos!
Todos os dias, travo uma batalha contra meus medos, minhas angustias e minhas inquietações. Sendo necessário que eu me vença todos os dias.
Procuro manter meu coração calmo, esperando o momento em que eu consiga desatar meus medos;
Para encurtar a minha procura pelos seus perdidos escondo minha partida que me faz fugir do caos;
Deixo um pedaço dos meus sentimentos para entrelaçar com a esperança de viver a sua vida;
Já perdi os meus medos de me acostumar com qual quer indício de tristeza que rodeia meus passos em um caminho de rosas com um cheiro de morte;
Choram mimados pelos versos que o vento leva onde ainda não se fez rastro, pedaço do varejo incomparável com o preço do atacado que se mostram olhares indiscretos;
Vou me entrelaçar com o momento que muda a cada instante, onde o meu céu é cercado de você para aos pouco me entreter e te guardar em meu coração;
Que os meus medos não me oprimam, pois não posso desistir ao que me faz tão bem;
Se tuas intenções não são de me amar, então pra quê você tanto me seduz mesmo não querendo, com olhares gritantes que me rouba o coração;
Meus medos são de alimentar minha sorte no amor e não de me repetir para desagradar olhos atentos que me julgam de forma inadequada;
Acho que na verdade eu quero muito você ao meu lado para desfazer os meus medos e me ensinar a encontrar os meus perdidos;
Quero respirar o mesmo ar que te alimenta, mas percebendo a distância que petrifica a nossa saudade que tanto rouba nossas coragens;
Meus medos sempre me roubaram minhas coragens me fazendo um covarde para com minha vida;
Me vejo aprisionado entre muros para deixar de construir pontes para os meus sonhos e aproximar da felicidade;
Nunca deixarei de lutar, tropeçando e me levantando para que eu possa sorrir com o meu coração;
Muita das vezes perco o meu chão e não consigo me achar por entre meus medos, mas por alguma razão, sem sentido que não me permito ser feliz;
Meus medos jamais serão esquecidos, pois esquecer e ser esquecido por entre os esquecidos é deixar de valorizar a simplicidade;
Sei que muita das vezes os meus medos eram forças para que eu não desistisse de lutar;
E minhas preocupações eram refugio para me acalentar, minhas lágrimas só de emoção em ganhar com fé e dignidade;
De cabeça erguida sigo em frente, sem temer as diversidades da vida!
Pois maior que os meus medos só o meu Deus;
Em meus dias de trevas, combati
o bom combate, superei as minhas derrotas
venci os meus medos e gritei ao horizonte
que a minha capacidade vai além
do que se possam enxergar;
Na solidão que embala o silêncio
Rompo todos os véus e máscaras
Enfrento os meus medos e desejos
Dispo-me de toda a roupagem
Afago o meu corpo
Abraço a minha alma com ternura
Sem defesas nem armaduras
Aqui comigo, eu sou feliz.
MINTO
A noite chega trazendo os meus medos
Confusos, diluídos pela idade de profusos segredos,
um galopar voraz a consumir-me olhares,
paisagens tenho, olhares sutis e rápidos nas tardes mornas,
tenho mentiras cambiantes coordenando palavras,
dizem que sei sonhar em forma de sonetos,
sei que minto há muito morreu o deus do olimpo...
esse pégaso pisoteia as pétalas perfumadas
, o passado surge desfolhado e desflorido,
outono das paixões onde passeiam
visagens enrugadas, embrutecidas...
minto é o que me resta
é a minha meta
a vida é linda e infinda
minto porque sou poeta
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