Sobra Covardia e falta Coragem

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A idade me trouxe a certeza: ignorar minhas dúvidas e viver a vida que me sobra.

O que ficou no prato é desperdício para uns, mas pode ser manjar para quem tem fome, até a sobra sacia alimenta quem não tem nem migalha.

Entre o certo e o errado, tudo o que sobra são palavras criadas para absolver o erro.

“Teu corpo contra o meu dissolve qualquer pudor, e o que sobra é só a urgência de sentir, sem pressa, sem culpa, até perder o fôlego.”

Se tem uma coisa que eu, com meus gloriosos 19 anos, tenho de sobra são problemas pessoais e medos completamente desnecessários. Alguns até fazem sentido, outros claramente nasceram às três da manhã, quando a mente decide trabalhar contra você.


Eu tenho medo do futuro, por exemplo. Não do futuro distante, tipo velhinho alimentando pombos. Tenho medo do futuro próximo mesmo, daquele “e agora?”. Medo de não dar certo, de escolher errado, de olhar pra trás e pensar “era pra eu ter feito diferente”. Ao mesmo tempo, morro de medo de ficar parado. Ou seja, tenho medo de ir e medo de não ir. Coerência passou longe.


Também tenho o incrível talento de transformar pequenos problemas em grandes dramas internos. Uma mensagem sem resposta vira um filme de suspense. Um “a gente conversa depois” vira uma série de 12 temporadas na minha cabeça. E o pior é que, na maioria das vezes, não acontece absolutamente nada. Mas tenta explicar isso pro meu cérebro.


Tenho medo de não ser suficiente. Suficiente pra mim, pros outros, pra quem eu gosto. Medo de decepcionar, de falhar, de parecer perdido demais. O detalhe engraçado é que eu já estou perdido, então talvez esse medo seja só medo de confirmar o óbvio.


Financeiramente, finjo que sou tranquilo, mas qualquer conversa sobre dinheiro me dá vontade de rir de nervoso. Faço piada, brinco, digo “uma hora dá certo”, enquanto mentalmente calculo quantos anos vou levar pra ser minimamente estável. Spoiler: muitos.


Também tenho problemas com o famoso “pensar demais”. Penso tanto que canso. Penso no que falei, no que não falei, no que poderia ter falado melhor. Às vezes penso tanto que esqueço de viver. Outras vezes penso tanto que acabo rindo da situação, porque se não rir, dá vontade de deitar no chão e fingir que virei um tapete.


Mas nem tudo é drama. Eu rio dos meus próprios medos. Faço piada com minhas inseguranças. Brinco com o caos interno como se fosse um amigo inconveniente que aparece sem avisar. Afinal, se eu não rir de mim, quem vai?


No fim, meus problemas e medos andam comigo, mas não mandam em mim o tempo todo. Sou um jovem de 19 anos tentando entender a vida, errando bastante, acertando às vezes, e rindo sempre que dá. Porque se tem algo que eu aprendi cedo é que crescer é assustador, confuso… e absurdamente engraçado, se você olhar do jeito certo.


— Cyrox

A vida não fere por crueldade, fere para revelar quem você é quando nada sobra

Responsabilidade não é discurso. É o que sobra quando o álibi cai — e a verdade incomoda quem construiu a própria imagem sobre conveniências.

Não faço contas com o que restou de mim.
O que sobra não me define, não me exige,
não é raiz nem sombra — é apenas pó disperso.
O tempo não é um espelho retrovisor,
é um rio que arrasta lembranças até o mar do esquecimento.
E eu, navegante, aprendi a não confundir
os dias que florescem agora
com os fantasmas que já foram apagados da memória.
O passado não me prende,
não me dita, não me molda.
Sou feito da chama que insiste em arder no presente,
sou o instante que se ergue,
sou o corpo que se recusa a carregar ruínas.
O que ficou para trás é silêncio.
O que pulsa aqui é verdade.
E a verdade é que sigo inteiro,
mesmo sem as partes que o tempo devorou.

E quando tudo está bem, até aos anjos sobra tempo!

O que sobra, depois que a biologia se recolhe, é esse nada cheio de memória. Um nada que, de tão carregado de nós, talvez seja a única coisa parecida com a eternidade.

Extraia o mal; veja o que sobra de Deus. Se o mal for visto como a 'ausência' de Deus e você o remove, o que sobra é a Plenitude. No entanto, para a consciência humana, a plenitude absoluta sem contraste é indistinguível do 'Nada'. Sem o mal para servir de contraponto, a 'bondade' de Deus deixaria de ser uma escolha ou um atributo moral e passaria a ser apenas a Existência Crua. Sobra o Ser puro, sem adjetivos.

A pressão afinou meu caráter, a pressão não me quebrou, me acertou, hoje tenho menos sobra de vaidade.

Quando acabo de contar minhas perdas, sobra apenas silêncio.

Quando a fé vacila, ela cai em silêncio como lâmpadas queimadas. Mas o que sobra não é escuridão absoluta, é colo de noite. Aceito a noite com a convicção de que o dia foi apenas adiado. E finjo acreditar até que a fé ensaie um recomeço. Porque crescer também é saber fingir esperança com verdade.

As perdas ensinam a geometria do meu próprio espaço. Depois de cada saída, sobra um contorno novo do que sou. Desenho com cuidado as margens que restaram do mapa. E percebo que a estrada que me falta é também caminho. Perder é reformar a casa onde ainda cabe silêncio e canto.

A compaixão começa por medir menos e escutar mais. Quando menos julgo, sobra espaço para entendimento. E entender o outro é uma forma mansa de amar. Não curei ninguém, mas aliviei passos quando me foi pedido. A compaixão chega sem forma e sempre sem roteiro.

Sem sal, sobra apenas o que não convém.

O homem não teme o inferno; teme encarar o silêncio que sobra quando suas desculpas acabam.

Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?

Extraia o mal do mundo; veja o que sobra de Deus. Sem o contraponto, a 'bondade' deixa de ser escolha e vira apenas Existência Crua. No fim, sobra o Ser puro, sem adjetivos. O absoluto é indistinguível do Nada.