Sobra Covardia e falta Coragem

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Para entender o autismo faz-se necessário encontrar a parte que falta em um quebra-cabeça de 2 milhões de peças.

Ao tentar mostrar ao mundo que ele não sente falta, ele faz exatamente o contrário: confirma que ainda se importa.

Isabela Freitas
Site oficial de Isabela Freitas

Nota: Trecho da crônica "Os 5 tipos de ex namorados que você vai encontrar na vida"

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Para um Narcisista, a falta de um espelho é igual a falta de água para um peixe.

Solidão

Estou na solidão, mas não me sinto só.
Aprendi a conviver com ela, não por falta de amigos, mas porque preciso me conhecer.
Descobrir as coisas que gosto sem a necessidade de saber o porquê gosto.
Preciso me descobrir.
E não havia outro modo de conhecer-me;
se não estivesse só em minha companhia.
Olhei pela primeira vez e me vi por inteira.
Não diante do espelho, pois minha imagem sempre esteve lá, mas não era eu.
Foi na sombra que me vi pela primeira vez.
Eu sou essa que agora se expõe;
que se desnuda em palavras e mostra sua fragilidade.
Sou fraca quando preciso da força,
sou amante quando o que preciso é ser amada,
sou risos quando a lágrima desponta.
Eu sou a que cai, mas sempre levanto!
Desta maneira assim, descobri a minha mortalidade, a fragilidade, a simplicidade da minha vida.
Não sou o ontem, quiçá nem venha ser o amanhã, mas com certeza sou a urgência do hoje!

O Medo e a Falta.

Você me faz medo,
mas você me faz falta.

A diferença entre o medo e a falta
é que o medo você sabe quando tem,
e na falta você sente que não tem.

A falta, com o medo, sobressalta.
Entre o medo que você me traz
e a falta que você me faz,

você é o medo que me falta.

E naquela ânsia de dizer mil coisas (coisas simples como sinto sua falta, meus pêsames, te amo), não disse nada. Ficou só, fechando os olhos, vivendo a noite no dia, silenciando silencioso, e esperando algum som. Nada ouviu. Sequer uma pulsação. E na ânsia de dizer mil coisas acabou não dizendo nada. Ficou a sós com sua surdez inseparável, lembrando de um tempo em que conseguia gritar: Não importa, Liberdade ou Paraíso, eu vou com você!
Entrou no metrô daquela quarta-feira sem segurar a mão de ninguém.
Seguiu seu caminho, esperando alguém entrar na próxima estação.
Ninguém entrou.
Olhou aqueles dois nomes ao longo da linha. Apenas lembrou, de uma forma triste que só aqueles que sentem saudade lembram. Risos, viagens, jantares, brigadeiros, filmes nunca terminados. Coisas de sempre, coisas simples, simples como dizer sinto sua falta, meus pêsames, te amo. Não diria nada. E passaria a vida se arrependendo de cada palavra não dita, de cada impulso involuntário reprimido. E viveria assim, num vagão vazio, esperando alguém entrar (Liberdade, Paraíso, Barra Funda, ou a velha e silenciosa São Judas). Ficaria ali, todas as quartas-feiras, esperando alguém que ele desconhecia e conhecia tão bem para poder, enfim, segurar sua mão na noite.
Liberdade ou Paraíso, não importava. Poderia ser Diadema. Iria com ela.

É na falta de interesse que a gente perde a vontade, E é perdendo a vontade que demonstramos não ter interesse.

Não sinto tua falta.
Não sinto a falta do teu cheiro
de perfume importado
que exportou de mim.

Não sinto falta
do teu erre puxado,
nem do teu beijo
gosto-de-dente
que morde coração-envenenado.

Não sinto tua falta.
NÃO SINTO.
Nem lembro de você.
Nem da tua respiração ofegante.

Não sinto falta.
Eu sinto ânsia.
Distância.
do teu signo-preto,
do teu silêncio-grito

Sinto ânsia.
E a provoco.
E enfio meus dez dedos
na garganta
pra ver se vomito teu ser
da minha alma.

Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista.

Nelson Rodrigues
À Sombra das Chuteiras Imortais

Se eu morrer, eu vou fazer falta? Se eu morrer, você ainda vai lembrar de mim? Se eu morrer, quem vai te fazer sorrir? E se eu morrer?

Desfruta a terra, mas sem possuí-la. Por falta de iniciativa, os homens estão onde estão, comprando e vendendo, desperdiçando a vida como escravos.

A superficialidade não denota, necessariamente, falta de profundidade, mas sim a falta de uma melhor observação de um olhar pouco apurado.

Eu ia dizer que sinto sua falta, mas eu não sei como...

Taylor Swift

Nota: Trecho da música The Story Of Us.

Mesmo sentindo falta, querendo ele por perto, querendo sentir seu cheiro e querendo te abraçar. Eu não sei se foi melhor assim. Não sei se o que eu fiz foi bom pra mim. Não sei se algum dia eu te amei, não sei se eu te queria, não sei de mais nada. Mas admito, que tá difícil te esquecer. Eu chorei. Me magoei achando ter te magoado, dizendo que não gostei disso. No fim... Você está bem sem mim, eu não fico bem pensando em você toda hora. Não sei se isso é orgulho teu. Ainda acredita em todo mundo? Enquanto você acredita em todo mundo, eu acredito em Deus! Você me decepcionou!

SALDO

a torneira seca
(mas pior: a falta de sede)

a luz apagada
(mas pior: o gosto do escuro)

a porta fechada
(mas pior: a chave por dentro)

E de repente a vida nos põe num impasse...
Você começa a se lembrar do passado, sente falta, sente saudade, mas mesmo assim não quer voltar a vivê-lo...
Você se lembra de como era feliz, mas também se lembra dos momentos infelizes, dos sofrimentos e controvérsias...
Pergunta-se mil vezes "E se...", não encontra resposta alguma, por mais que você converse, por mais que se questione, você sempre se pergunta o porquê, a resposta é sempre a mesma... O silêncio...
Vive o presente, bloqueia o passado, mas ele sempre é mais forte que você, por mais que você lute e diga que não, ele uma hora volta te mostra que você ainda não esqueceu e que isso é muito mais difícil do que você imaginava...
Você compara o passado ao presente, mas as comparações só te levam a se sentir pior, hoje você esquece, amanhã também, mas no dia seguinte a lembrança vem à tona e no fim das contas, você sente saudade...
Todos podem te aconselhar e dar suas opiniões, mas no "fim" tudo depende de você e nada além disso...
Um remédio?
Uma receita? Ainda não, mas a busca continua.

É fato: falta de afeto afeta e falta de afago afoga a afeição e afoita a aflição...

Você é tipo sei lá, você faz falta, faz me lembrar de coisas engraçadas, de momentos divertidos e de coisas que não tem nada haver com você. E como se ainda estivéssemos ainda juntos sabe? Mas não estamos! Na verdade pra você talvez nunca tivéssemos mesmo. Você foi embora sem um Adeus, sem um abraço e sem um fica aqui comigo pra sempre.

A sua vida é importante; a sua lágrima vale muito a pena; sua voz, você não sabe, mas faz falta, ou ilumina o dia de alguém... Você tem importância.

O maior inimigo da linguagem clara é a falta de sinceridade.

George Orwell
Como morrem os pobres e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Nota: Trecho do ensaio "A política e a língua inglesa" (Politics and the English language, no título original).

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