So quero que tu me Queiras
Menina linda do sorriso brilhante e olhar sedutor, um dia te roubo um beijo, só para sentir teu gosto, por um breve instante, ser teu amor.
O AMOR QUE SE DESFAZ
Amor é desconexo e abstrato.
Hoje, só me resta o vazio
e a velha certeza:
esse sentimento invisível
fere a alma
e sangra o peito,
facada a facada,
quando retorna ao nada.
Ecoam promessas murchas
na boca de quem diz “eu te amo”:
veneno suave, imperceptível.
O amor é farsa disfarçada de bondade,
cheia de uma maldade silenciosa
que corrói a alma ingênua
de quem acredita no impossível.
É o inverso do afeto,
o golpe que transforma âmago em amargo,
o gelo que incendeia por dentro
na desmoralização lenta do sentir.
Esse maldito não existe —
mas devasta.
E quando parte,
desfaz-se ao vento
como teia frágil de ilusão.
A quem acredita no vago,
resta a navalha da dor,
o desespero que rói os ossos,
o abismo que engole cada palavra doce
em nome de um amor-ferida,
que sangra abstração.
É armadilha cruel,
voto que se desfaz sem nascer.
Não acredito no amor —
pois nada sobra
quando o desejo evapora
e revela a realidade nua.
O inexistente amor,
complexo e rasgante,
é o que mais dilacera a alma,
transformando sonhos em desilusão.
É mentira que se sustenta entre nós
até que morram a lealdade e a confiança.
Primeiro sentido,
depois abstrato,
depois veneno.
“O problema nunca fui eu. Como eu não pude perceber isso? Eu só pedia a sua ajuda… eu precisava de você, mesmo estando longe.”
Há uma solidão que só conhece quem vive entre dois mundos, pertencendo a tudo e não se sentindo dono de nada.
A solidão é um povoado de uma pessoa só, onde o silêncio ecoa mais alto que o vento nas copas dos ervais.
Ao meu lado só quem acrescenta, os vampiros astrais a gente bloqueia, exclui e elimina. Frequência não se mistura
"Há um universo invisível dançando ao nosso redor,
mas só os olhos despertos conseguem chamá-lo de magia."
