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So o Tempo pode Entender um grande Amor

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"‘Dar um tempo’ é apenas uma forma delicada de dizer: quero aprender a viver sem você."

"O tempo que eu dediquei ao flerte com essa pessoa daria um TCC, mas o crush preferiu fazer o download e dar match na DM do vizinho."

O tempo apenas passou lá fora, dentro de cada um é intocável. E isso é uma manifestação da saudade e amor incondicional .
#bysissym

O tempo é um carrasco paciente que não nos corta a garganta, ele prefere nos costurar vivos ao que fomos, apertando o nó da memória até que o presente se torne um figurino que já não nos cabe mais.

O tempo é um aristocrata ofendido.
Uma vez que se vai, não volta nem para buscar o chapéu. Edgard Abbehusen

A BELEZA CONGELADA NO TEMPO.
A figura de Marilyn Monroe permanece como um dos paradoxos mais intensos da estética moderna. A sua imagem não apenas atravessou décadas, mas parece ter sido suspensa num instante definitivo da história cultural. Há rostos que envelhecem com o passar dos anos e há rostos que o imaginário coletivo transforma em símbolos permanentes. No caso dela, ocorreu algo singular. A juventude foi preservada pela memória do mundo como se o tempo tivesse sido detido.
Nascida em 01.06.1926, na cidade de Los Angeles, Norma Jeane Mortenson transformou se gradualmente numa construção estética que ultrapassou a própria pessoa. O cinema de meados do século XX produziu diversas estrelas. Contudo, poucas alcançaram a dimensão mitológica que se formou em torno de Marilyn Monroe. Sua imagem passou a representar simultaneamente inocência, sedução e uma espécie de fragilidade humana que tocava profundamente o público.
A morte em 05.08.1962, também em Los Angeles, interrompeu sua trajetória no auge da notoriedade. Esse fato histórico contribuiu decisivamente para aquilo que alguns pensadores da cultura descrevem como “congelamento simbólico da beleza”. Quando uma figura pública desaparece jovem, a memória coletiva não testemunha as transformações naturais da idade. Assim, o rosto permanece eternamente associado ao vigor da juventude.
O cinema preservou essa imagem. Filmes como Gentlemen Prefer Blondes e The Seven Year Itch consolidaram uma iconografia que se repetiu incontáveis vezes na história da fotografia, da publicidade e da arte visual. A famosa cena do vestido branco erguido pelo vento tornou se um dos quadros mais reconhecíveis do século XX. Ali se cristalizou um arquétipo de feminilidade que atravessou gerações.
Contudo, por trás do símbolo havia uma realidade psicológica complexa. Muitos estudos biográficos indicam que a atriz enfrentava profundas inquietações emocionais, solidão e instabilidade afetiva. Esse contraste entre a imagem radiante e a interioridade vulnerável produziu uma aura quase trágica em torno de sua figura. A beleza, nesse sentido, deixou de ser apenas estética. Tornou se também um espelho da condição humana.
Por isso a expressão “beleza eterna congelada” não se refere apenas ao rosto ou à fotografia. Refere se ao instante histórico em que uma pessoa real foi transformada em mito cultural. A imagem não envelhece porque pertence agora à memória simbólica da humanidade.
Assim, enquanto o tempo continua a avançar sobre o mundo e sobre todos os rostos humanos, a figura de Marilyn Monroe permanece suspensa numa aurora perpétua da juventude, lembrando silenciosamente que certos instantes da beleza são tão intensos que o próprio tempo parece hesitar diante deles.

" O amanhã não é um lugar no tempo. É uma semente invisível que amadurece no interior do espírito."

Vivemos um tempo em que o poder não governa — ele performa; e a política, em vez de servir à verdade, negocia narrativas para sobreviver ao próprio vazio.
Aldemi Escobar de Matos

"A realidade é que o tempo é um senhor implacável, mas ele não dita as regras do espírito." (Odilon Carlos)

Esperar
E receber a falta de tempo
desejar
E não sentir a mesma intensidade
Cantar
um solo, quando deveria ser em dueto
Agir
E não ter em troca a reação


No fim,


O gozo
Se torna um despejo
A mão
É melhor que pernas e entremeios
A solidão
É melhor que a companhia.


Enquanto se luta com a realidade distante, perde-se os sonhos pelo medo do seu fim imediato.

A vida é um curto intervalo de tempo, entre um estou aqui e um até breve.

QUANDO UM ANJO DORMIU EM MINHA CASA.
Era uma casa simples, situada numa rua tranquila onde o tempo parecia caminhar mais devagar. As paredes guardavam marcas de anos vividos, risos antigos e algumas lágrimas silenciosas. Ali morava um homem de espírito cansado, daqueles que carregam na alma mais perguntas do que respostas.
Certa noite, depois de um dia longo e pesado, ele apagou as luzes e deixou que a casa mergulhasse no silêncio. O vento tocava levemente as janelas, e a madrugada aproximava-se com aquela serenidade que somente as horas profundas sabem trazer.
Sentado na pequena sala, ele pensava na vida. Pensava nos caminhos que tomara, nos erros que ainda lhe doíam e nos sonhos que pareciam ter ficado para trás. Havia dentro dele uma mistura de cansaço e esperança, como se a alma buscasse algum sinal que lhe devolvesse confiança no amanhã.
Antes de dormir, fez algo que havia muito tempo não fazia. Curvou levemente a cabeça e falou em voz baixa, quase como quem conversa consigo mesmo.
“Se houver ainda alguma luz para mim, permita que ela encontre esta casa.”
Depois disso, recolheu-se ao quarto e adormeceu.
A noite passou silenciosa. Nenhum ruído estranho, nenhuma visão extraordinária, nenhum fenômeno que pudesse impressionar os sentidos. Apenas uma paz incomum que parecia repousar sobre o telhado, sobre as paredes, sobre cada objeto simples daquele lar.
Naquela madrugada, porém, algo sutil aconteceu.
Enquanto o corpo descansava, o espírito encontrou-se envolvido por uma serenidade profunda. Não houve palavras audíveis, nem formas visíveis. Houve apenas uma presença silenciosa, como se uma inteligência benevolente estivesse ali, velando pelo descanso daquele coração cansado.
Era como se uma luz suave tivesse atravessado a casa inteira sem acender lâmpada alguma. Uma presença que não perturbava, que não exigia atenção, que simplesmente permanecia.
E assim a noite seguiu tranquila.
Quando o amanhecer chegou, o homem despertou com uma sensação estranha. Não havia acontecido nada que pudesse explicar. A casa era a mesma. A mesa continuava no mesmo lugar, as janelas estavam fechadas como sempre.
Mas algo dentro dele havia mudado.
A inquietação que o acompanhava há tanto tempo parecia menor. O peso que carregava nos pensamentos estava mais leve. Ele levantou-se devagar e caminhou pela casa em silêncio, como quem percebe que aquele espaço simples estava diferente.
Não porque algo tivesse sido acrescentado.
Mas porque algo havia sido suavemente purificado.
Sem saber explicar por quê, ele sorriu pela primeira vez em muitos anos. Sentiu vontade de abrir as janelas, deixar a luz entrar e começar o dia de outra maneira.
Enquanto preparava o café da manhã, uma ideia atravessou-lhe o pensamento como um sopro delicado.
“Esta noite um anjo dormiu aqui.”
Talvez ninguém pudesse provar aquilo. Talvez nenhum olhar humano tivesse visto aquela presença silenciosa.
Mas certas verdades não precisam de testemunhas.
Elas revelam-se apenas através da paz que deixam no coração.
E naquela casa simples, naquela madrugada tranquila, alguém despertou para a vida com a certeza silenciosa de que, mesmo nas noites mais comuns, o bem ainda encontra caminhos para visitar aqueles que não desistiram completamente da esperança.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

Vivemos em um tempo
onde o fator determinante
é a banalização de tudo e de todos,
o próprio ser humano se propõe,
se exibe e se divulga como um ser banal.

🖋 @MiriamDaCosta

Leva tempo até entendermos o que é poder. No início, ele parece um lugar a ser alcançado. Um topo. Uma promessa de reconhecimento, autonomia, controle. E então nos movemos, estudamos, trabalhamos, insistimos, suportamos, com a convicção de que, ao chegar lá, algo finalmente se encaixará.

E, de fato, chega-se.

O lugar de poder existe. Ele se apresenta em forma de conquista, de posição, de nome, de autoridade. Há uma certa vertigem nesse ponto. Um brilho que, por um instante, convence.

Mas há também um detalhe que não nos contam: a coroa pesa.

No começo, quase não se percebe. Há orgulho, há prazer, há a sensação de ter valido a pena. Mas, aos poucos, ela começa a apertar. Exige manutenção, performance, constância. Cobra uma versão de nós que, nem sempre, coincide com quem ainda somos.

E é aí que algo mais profundo se revela. O verdadeiro poder não está em sustentar a coroa a qualquer custo. Está em poder retirá-la. Em perceber que nenhuma conquista vale a perda de si. Que nenhuma posição justifica o sufocamento da própria verdade. Que nenhuma forma de reconhecimento compensa o preço de viver desconectado do que nos faz inteiros.

A verdadeira liberdade talvez esteja nisso. Na possibilidade de chegar e também partir. De ocupar e também recusar. De ter sem se tornar refém do que foi conquistado. O maior poder não está no topo, mas na autonomia de não permanecer nele quando ele já não nos serve.

Porque, no fim, nenhuma coroa deveria custar a própria cabeça.

𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: A Disparidade


Recorda-se do tempo bom
de um dia que sequer existiu
onde aqueles que partilhavam o bem
recebiam em troca aquilo que convém


Quando recorriamos à salvação
de grandes máquinas de punição
Na época em que eram imunes
a qualquer esquema de manipulação


Quem dera que isso realmente existisse
seria uma tolice acreditar afinal
em algum tipo de carma triunfal
para toda maldade que viesse.


​Cabe a você, então,
abraçar sua singularidade
e aceitar, enfim,
A eterna disparidade:


​De finais felizes
e dos destinos de elite,
aos que mentem sem limite
até aos que atacam com apetite.


Poesia pessimista escrito por César Hioli.
11/02/2026.

"Há dois tipos de relógios, um para controlar o próprio tempo e o outro para não se atrasar na vida."
Há quem esqueça de dar corda.

"Carrego um chamado"


Carrego marcas que o tempo não levou,
feridas que a infância deixou sem cura,
silêncios que o mundo nunca escutou,
e um coração que aprendeu a ser forte na dor mais dura.


Não sou culpado das sombras que caminham comigo,
sou apenas alguém que tentou ser luz no meio delas.
E mesmo tropeçando no mesmo antigo perigo,
Deus insistiu em me levantar,
como quem recolhe estrelas.


Faltou pai… faltou mãe… faltou abraço.
Mas sobrou presença divina nos espaços vazios,
sobrou Cristo nos cantos do meu cansaço,
sobrou fogo no meio dos meus dias frios.


E quando eu penso que sou nada,
que não mereço, que não carrego talento,
Deus sopra em mim aquela voz calada:
“Filho, Eu faço morada no teu sofrimento.”


Porque o chamado é maior do que o peso que sinto,
é maior do que o erro que insiste em voltar.
E quando Ele me usa, eu só pressinto
que o céu inteiro começa a respirar.


Eu não sou grande,
não sou forte,
não sou perfeito.
Sou só barro nas mãos do Rei.


Mas mesmo assim Ele escolheu meu peito
pra acender um fogo que eu nunca acendi.


E hoje entendo:
não sou culpado,
sou escolhido.
Não por mérito…
mas por graça.


E onde o mundo me feriu,
Deus construiu estrada.

"Entre Ondas, Conversas e Silêncios"


Houve um tempo
em que nossas conversas não tinham fim,
como o mar diante de nós,
como o vento que passava
enquanto a gente falava da vida.


Na praia,
entre risadas e pensamentos profundos,
você foi me ensinando sem perceber.
Não só sobre a vida…
mas sobre a fé,
sobre esperança,
sobre continuar quando tudo parecia pesado demais.


Tudo que eu entendia sobre caminhar com Deus,
nasceu em muitas daquelas conversas.
Sem púlpito,
sem formalidade,
só amizade…
e palavras sinceras.


Você me ensinou a enxergar além,
a acreditar quando eu não via saída,
a encontrar paz quando tudo dentro de mim
era confusão.


E teve aquele momento…
em que minha mente escureceu,
em que pensei na dona morte,
em que parecia existir apenas um túnel,
frio, silencioso, sem volta.


Mas você estava ali.
Com palavras simples,
com presença,
com amizade verdadeira.


Você me puxou de volta.
Me fez ir para longe daquele túnel.
Me trouxe paz,
me trouxe alegria,
me trouxe de volta para a vida.


E talvez você nunca saiba
o tamanho disso.
Talvez nunca imagine
o quanto foi importante.


Porque não foi só amizade…
foi cuidado,
foi luz,
foi vida.


Hoje,
o mar ainda existe,
as praias ainda estão lá,
mas nossas conversas ficaram no tempo.


E eu sei…
assim como eu guardo cada memória,
você também guarda.


As risadas,
as caminhadas,
as conversas incessantes,
os dias que pareciam simples
mas que hoje carregam tanto significado.


Eu sei que você também lembra…
só escolhe não lembrar.


E isso dói,
porque algumas histórias
não deveriam virar silêncio.


Mas mesmo assim,
tudo que você me ensinou
continua vivo em mim.


Cada passo em paz,
cada momento de alegria,
cada vez que escolho viver…


carrega um pouco
da amizade que tivemos,
das conversas à beira do mar,
e de alguém que,
sem perceber,
me ajudou a voltar para a luz.

A maldade não se esconde por muito tempo. Ela sempre encontra um jeito de se revelar.

Acorde enquanto há tempo: a fama depravada é um caminho de ida que raramente oferece volta para a mesma inocência.