So o Tempo pode Entender um grande Amor
Quando você se conhece com pronfundidade e entende o que corre nas suas veias você passa a entender sua família.
O segredo social mais aclamado é entender que a solução pra tudo é como usas tua forma de desejar as coisas e o mundo.
Aprender a fazer falta é dar a oportunidade necessária para o outro muitas vezes entender o seu valor. Não gaste energia tentando pertencer ao universo de ninguém. Quem te desejar de forma recíproca irá fazer um esforço equivalente ao seu para lutar por você e o sentimento dentro do organismo vivo do relacionamento sempre será um sentimento equivalente a estar em paz. A briga pelo pertencimento é um luta individual contra o medo da solidão.
EXULTANT’EMOÇÃO
Sei que hás d’entender
Que será sempre você,
O meu venturoso viver,
Na aquiescente paixão!
Sei que hás d’entender
O alento que faz suster
Nest’exultante emoção!
Quando olhamos para a realidade do mundo ao nosso redor, podemos entender o quão vulneráveis somos.
Infelizmente o mundo da bruxaria hoje é romantizado por demais, tornando tudo difícil de entender a princípio, mas a visão da Deusa boa, ou como fizeram na Wicca, a visão da deusa branca e da deusa negra, são falácias que romantizam a bruxaria. Pense comigo no termo Natureza, o que é a natureza? Bem, seja qual for o sentido que você encontrar há um outro mais profundo: a natureza é uma palavra/conceito criado pela humanidade, o que só torna tudo mais interessante, pois tentamos descrever aquilo que não se pode mudar, domar ou alterar… a natureza nesse sentido é uma invenção nossa e não o que é a Natureza é de fato. Gaia, a deusa que hoje representa a Terra como símbolo ecológico, foi uma deusa Titã, ligada aos terremotos, vulcões e tempestades violentas. É um fato que os deuses se adaptam aos tempos, mas o ponto central aqui é que ao longo de séculos a imagem terrível da deusa dos mortos e destruídora da terra deu lugar a imagem da deusa mãe, uma deusa dócil aos seus filhos, cuidadora, que nutre. Ao abandonarmos a deusa negra abandonamos também nossa sombra, nosso equilíbrio e nossa harmonia.
Liber Umbrae
É preciso entender que nem todas as pessoas percorrem todo caminho juntas,algumas estão dispostas apenas a seguir pequenos trechos.
A arrogância provém da ignorância em não se conhecer e nem entender nada ao seu redor, destruindo qualquer conhecimento absorvido, garantindo a dislexia constante.
A MISSIONÁRIA QUE MORAVA EM MIM
por Diane Leite
Desde pequena eu sentia.
Antes de entender o mundo, eu já queria salvá-lo.
Disse que queria ser freira. Não por religião — por missão.
Eu queria me doar.
Queria dar meu tempo, meu dinheiro, meu colo.
E dei. Dei tudo.
Mesmo quando diziam que era burrice, que era exagero.
A minha alma sempre soube o que estava fazendo.
Trabalhei cedo. Dividi tudo o que ganhei.
Nunca me importei com o que voltava.
Porque, de algum jeito, o universo me devolvia em mágica.
Só deixou de devolver quando eu tentei ser racional.
Foi aí que tudo parou de fazer sentido.
Porque a mente mente.
E quando ela assume o volante, você esquece quem é.
Você passa a viver para caber.
E eu tentei caber.
Em festas que me esvaziavam.
Em jantares que me entediavam.
Com pessoas que não sabiam o que era dividir uma ideia, uma alma, um silêncio.
Enquanto elas bebiam até cair,
eu só queria uma conversa que me fizesse arrepiar o coração.
Mas sorria, fingia.
Voltava para casa sentindo que minha vida era uma fraude.
Como se todo mundo estivesse vivendo — menos eu.
Tinha tudo para parecer feliz.
Mas eu não estava lá.
Eu não estava em lugar nenhum.
Só seguia. Por medo de decepcionar. Por medo de estar sozinha.
Por medo de olhar no espelho e ver que eu me deixei para trás.
Me escondi no peso, na comida, nas desculpas.
102 kg de dor, de cansaço, de excesso de silêncio engolido.
Estava cercada. Mas sozinha.
Povoada de vozes, mas muda por dentro.
E aí eu parei.
Desabei.
Caí na minha própria alma.
Me tranquei do mundo.
Não por depressão — por reconstrução.
Porque se eu não morresse para aquilo, eu ia morrer de verdade.
Fiquei meses em cima da cama.
Pensando.
Chorando.
Escrevendo.
Ressuscitando partes minhas que tinham sido silenciadas para agradar os outros.
A criança que sonhava em mudar o mundo voltou.
Mas agora sem véu.
Agora com voz.
Agora com cicatriz.
Hoje eu não imploro mais por pertencimento.
Hoje eu não me encolho para caber.
Hoje eu olho nos olhos e digo:
Se não for pra me transbordar, me deixe com minha solitude. Ela me conhece melhor que qualquer multidão.
Não nasci para ser amada por todos.
Nasci para amar com força, com fé, com entrega.
Mas só onde há solo fértil.
Não rego mais terra seca.
Hoje eu sou a mulher que abracei depois que todo mundo foi embora.
Sou a mãe que meu filho precisava.
Sou a amiga que eu pedi a Deus.
Sou minha.
E isso… isso é sagrado.
Muitas pessoas não vão entender quando você escolhe trocar o mundo inteiro por uma missão.
Quando você diz “não” para o barulho lá fora e “sim” para o sussurro da alma.
Porque a maioria das pessoas — talvez 90% — não sabe o que é viver com propósito.
Não sabe o que é agir com o coração.
Estão tão presas a agradar, a pertencer, a seguir padrões, que se esquecem do que são feitas: alma.
Elas se esquecem que a vida perde o sentido quando não há missão.
Quando não há um porquê.
Todo o resto… é consequência.
E tudo — absolutamente tudo — que é seu por direito de vida, chega.
Sem pressa, sem cobrança, sem desespero.
Você não precisa correr atrás do que é seu.
Principalmente sendo mulher.
Porque uma mulher que estuda, que trabalha, que cria, que é família, que constrói com o coração…
ela não mendiga. Ela não força. Ela não se diminui.
Ela sabe que o que é dela, encontrará o caminho.
Porque ela vibra na frequência da verdade.
E a verdade sempre retorna para casa.
— Por Diane Leite
