So Enquanto eu Respirar Vou me Lembrar de Voce

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No galho onde eles se sustentam, eu pouso.

Sabe o que eu aprendi com o tempo?
Que até o que desbota pode voltar a ter cor.
Nem sempre a mesma, nem sempre com o mesmo brilho…
mas uma cor nova, nascida das marcas, das curas e das dores que a gente atravessa.


O tempo tira o excesso, muda os tons, ensina a olhar diferente.
E quando a vida se colore de novo, vem com outra verdade, outro peso, outro sentido.


Hoje eu entendo: nada volta a ser igual,
mas tudo pode voltar a ser bonito.


Edelzia Oliveira

A hora certa

Antes de tocar no assunto do título eu quero contar uma história para vocês, acredito que muitos viveram essa situação ou conhecem alguém que já viveu. Você é criança ou adolescente, as aulas estão para começar e você compra um caderno, um caderno bonito de algum personagem ou tema que você aprecia.

Ao abrir o caderno se depara com uma folha cheia de adesivos, adesivos bonitos dos mais variados tamanhos e formas, mas, curiosamente não usa nenhum de imediato, ainda vai esperar o momento certo para usar.

Dias se passam, semanas e até meses e nenhum adesivo foi usado, a hora certa nunca chegou, a situação ideal nunca se apresentou. O ano letivo termina e você não usou um único adesivo, ou se usou foram poucos.

Você já deve ter se tocado que esse papo não é sobre cadernos ou adesivos, mas sobre a mania que temos de esperar o momento certo para fazer algo que queremos muito, seja uma viagem, um curso na faculdade ou uma grande outra decisão na nossa vida, o momento ideal nunca chegará. Não adianta esperar que os planetas se alinhem, os astros, as estrelas, o momento certo não existe. Sabendo disso apenas comece, as coisas irão se desdobrar, a situação vai se modificar e você faz o que deveria ter feito mesmo sendo o “momento errado”.

Eu demoro a gostar de alguém; mas quando deixo de gostar da pessoa, é instantâneo.

Voz: Purificação


Eu sei o quer eu vir,
Eu sei.
Eu vi a conspiração.
Pessoas próximas.
Pessoas que eu acreditava carregar meu nome com carinho.
E mesmo assim…
Mesmo assim, eu não deixei que a maldade tocasse meu coração.


Você vai me perguntar:
“Mas você sabia?”
Eu sabia.
Cada gesto. Cada sombra. Cada olhar.
Eu sabia.


E por que eu não me traí?
Porque minha consciência…
Minha consciência não é refém.
Não é refém da maldade alheia.


O que o outro faz — cada mentira, cada golpe —
É a conta que ele terá que pagar.
Não minha.


Então… o que resta quando tudo conspira contra você?
Quando o coração se rasga?
Quando a alma parece não caber mais dentro do peito?


No estoicismo…
O ser humano vive pelos próprios valores.
Vive pelas próprias virtudes.
Vive pela sabedoria conquistada no sangue das experiências.


Valores:
Saber o que é certo. Saber o que é errado.
Virtude:
Praticar, mesmo quando dói.
Mesmo quando o mundo quer esmagar você.


Saber sem agir…
Não é nada.
O psicopata também sabe.
Mas ele não pratica.


O ser humano verdadeiro…
Carrega isso na pele. Carrega isso no coração.
Valores que se transformam em ação.
Ação que se transforma em sabedoria.
Sabedoria para saber quando agir,
Com quem agir,
Ou simplesmente quando se proteger.


É o cargo mais alto que alguém pode ocupar:
Ser esse ser humano… íntegro…
Mesmo quando a alma é rasgada…
Mesmo quando o coração sangra…
Mesmo quando tudo desmorona.
Coração puro.
Troquei o que podia enfraquecer por força.
Fragilidade por consciência.
Expectativa por clareza.
Um pedaço de mim se despedaçou.
Minha alma se deslacerou.
Mas não me tornei amarga.
Me tornei consciente.
Me tornei invencível no terreno da própria consciência.
O soco no estômago…
Não é para destruir você.
É para você sentir.
Sentir o que é carregar sua alma intacta,
Mesmo quando todos ao redor conspirano para esmagá-la.


E isso…
Isso ninguém, nunca, pode roubar.


Purificação

Eu pequei e te peço perdão, pequei ao te olhar sem me julgar, pequei quando não entendi e me amargurei, pequei quando o sentimento eu culpei.

Me perdoe, perdoe-me em te julgar, em não validar o que sentia, em fragmentar tudo que vinha.

Talvez eu seja a insana e tola, talvez eu veja sensatez onde não há, talvez eu digo, talvez com certeza eu não saíba amar.

Sou covarde pra não ser forte, sigo firme contando com a sorte. Em meus sonhos de “dia feliz“, um dia eu te quis.

Se 4 vezes 3 é o mesmo que 3 vezes 4, por que o que eu sinto por ela não é o mesmo que ela sente por mim?

Me extirparam o filósofo romântico de mim

Ainda ontem, menino, eu era porreta.

Questionava tudo!

Arremessava pedra contra o infinito, certo de que acertaria o impossível.

Apaixonava-me por qualquer menina que cruzasse meu olhar.

Tocava a campainha e voava, sem jamais olhar para trás.

Rasgava o dedão ao chutar bola descalço,

chorava o desprezo do dia,

perdia o sono por causa do “não” da menina que eu gostava.

Hoje, me cobro por não ser (e por não poder mais ser) aquele menino que outrora fui.

Como se tivessem extraído de mim

o filósofo romântico que acreditava no eterno,

na poesia ingênua das pequenas coisas

e na possibilidade de mudar o mundo com um gesto.

Ainda ontem, menino, eu era porreta. Arremessava pedra no infinito, certo de que acertaria o impossível. Me encantava por qualquer menina que cruzasse meu olhar.Tocava campainha e voava, sem jamais olhar para trás.Rasgava o dedão ao chutar bola descalço,chorava o desprezo do dia,perdia o sono por causa do “não” da menina que eu gostava.Hoje, me cobro por não ser e por não poder mais ser “aquele menino” que outro fui!

Se amanhã eu não estiver aqui, saiba que vivi cada dia buscando o amor de Cristo, mesmo quando minhas mãos não o alcançavam por inteiro.

Hoje eu acordei querendo
Querendo a minha melhor versão
Querendo o meu melhor sorriso
Querendo amar cada dia mais o meu lindo eu.

Vocês farão obras maiores do que essas que eu faço e continuo fazendo, sejam Grandes Cristos aonde estiverem.

"Eu me percebo transbordando a alegria da vida, que me nutre e me fortalece, no âmago do agora"

Quem disse que o passado não importa?
Claramente que importa. Em um sábado à noite, eu descobri que, estou evoluindo e criando emoções por aquilo que eu considerei estranho, e do nada eu me lembrei.
Por vezes apenas precisamos de sair da nossa zona de conforto e ir o mais longe possível para conseguir valorizar o que temos agora.

Não estou aqui para competir com ninguém.
Não preciso diminuir ninguém para que eu possa me elevar ou colocar o pé na frente de ninguém.
Não quero ser melhor que ninguém, apenas faço a minha parte da melhor forma que consigo.
Não estou preocupada se acham que ganhei ou que perdi.
Estou aqui para evoluir,
Só quero continuar sendo eu mesma.

E eu preciso explicar alguma coisa?
Se aquele que me guarda não dorme.
É conhecedor de todas as coisas.
Apenas te digo: Sim, Sou filha do Rey.
Preciso falar mais alguma coisa?

Eu sou eu, é por isso que alguns não me suportam, porque a autoridade interna incomoda aos que não tem, denegrir é mais fácil que trabalhar a autoestima.

Eu oro, eu ajoelho, eu louvo e honro, eu glorifico, eu amo.
Se não conheces:
Este é o meu senhor, o meu Salvador.

Andei por caminhos desconhecidos,
em busca de um eu que imaginei existir.
E, nessa busca, perdi-me para sempre.

Eu queria, com a delicadeza das madrugadas, tecer versos de celebração, um poema que fosse festa, um presente de palavras... Suave como vento em junho.
Queria vestir tua existência de flores escritas e acender no papel o brilho de um afeto imenso.
Mas já não posso.
O tempo, sempre tão hábil em roubar excessos, me ensinou a guardar o amor na gaveta do que passou.
Hoje, o que resta é a claridade sóbria da amizade, essa chama mais tranquila que não queima, apenas aquece e não pede mais rimas apaixonadas, apenas o silêncio respeitoso de quem sabe que há distâncias que se tornam permanentes e há corações que desaprendem a sonhar.
E assim, renuncio à poesia que te coroaria, não por falta de beleza em ti, mas porque em mim o amor já se dissolveu, virou memória sem vértice,
rio que correu e agora é mar distante.
Ainda assim, desejo, mesmo sem versos, que tua vida seja música e teus dias floresçam sem precisar do meu poema.
Pois amar e soltar, às vezes, é a maior poesia que consigo escrever.