Só Consigo Pensar em você
O mal não pode criar nada de novo, só corromper o que as forças do bem inventaram ou fizeram.
Neste mundo, só se ama uma vez. E vive-se com esta dor do amor. Morre-se com esta dor de amar. Há que temer quando está apaixonado? Amar não significa que tenha roubado nada. Então siga sempre seu coração.
Eu odeio quando eu tenho atitudes infantis só pra chamar a atenção...
Odeio quando vocês me fazem mudar de ideia com palavras e atitudes...
Odeio quando vocês me fazem chorar de alegria...
Odeio quando me fazem persistir em sonhos que poderiam ter acabado há muito tempo se não fosse por vocês...
Odeio quando não me deixam jogar tudo pro alto...
Odeio quando me impedem de fazer bobagens...
Odeio quando não se afastam de mim e odeio quando não me odeiam mesmo que eu seja ridícula, estúpida, xingue, faça birra, etc...
Mas AMO vocês mais do que tudo...
Cansei!
De tentar não ser... E de ser e ter que ser.
De uma religião sem Deus, só de homens com critérios mercantis.
Da sociedade sem identidade humana, apenas com mecanismos que determinam cada um sem ser o que se é.
Do ‘outro’, desconhecido, desconhecedor do eu, se não lhe satisfaz ou beneficia.
Se cansa de sonhar... Felicidade, e mais algumas formas de ilusão defendidas como verdade e fonte de vida.
E o amor? Essa carência, fragilidade, necessidade e sentimento de posse? Às vezes inconstante, arriscado feito a caixa de Pandora? (...) Se cansa do imprevisível!
Cansei da mentira! Mas desconheço a verdade e, por isso, a mentira se tornar uma verdade. Ou aceita ou faça sua escolha!
Mas não cansei de Deus, porque é a única certeza que, se for uma verdade inversa, será quando nada mais será pesado... E então terei descansado!
Só vejo você em tudo que penso, em tudo que falo,
em tudo que faço.
Meus olhos são seus olhos.
Minha vida é a sua vida.
Seus sonhos são meus sonhos.
Seu mundo é o meu mundo.
Eu e você, somos um só.
De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir… Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.
A informação só tem valor quando gera conhecimento e o conhecimento não aplicado é tão inútil como a desinformação.
Só se vence o ódio ou a indiferença com o poder da invenção do amor em dar inesperadamente muito mais do que foi perdido.
A mulher deve sempre sonhar com um homem fiel e obediente... Só não deve querer transformar o sonho em realidade.
Nunca suportei ser ignorada. Falar pro vento, enquanto o outro só escuta, não tem algo que me incomode mais. Se fosse pra falar sozinha, falaria na frente do espelho no meu quarto, então responde caramba. Tão pouco esperar. Tipo, um sms que você fingiu não ver, ou ter recebido... Será que é difícil entender que se eu quisesse longas expectativas, mandaria pelo correio? Carta simples ainda! Sou daquelas que manda a mensagem e espera no mínimo um ‘não enche o saco’ como resposta. Não espero ligação no dia seguinte, eu mesma ligo. E um dia desses, para confirmar ainda mais minha neura de ignorada pra sempre, uma amiga me disse: ‘a gente nunca deve negar a voz quando é solicitado, já pensou quantas pessoas morrem por dia, tentando dizer uma ultima frase e não conseguem?’ e não é que eu fiquei pensando nisso mesmo? Deve ser por isso que falo pouco... Não, a verdade é que nasci no dia das comunicações, dá um desconto, preciso falar! Por falar nisso, já decidiu por quanto tempo vai ficar sem conversar comigo? Ou continuar com essas respostas monossilábicas? Isso é tortura. Então vai: grita, dá showzinho, pode até xingar, mas não me deixa sem resposta. Do contrário, Deus saberá o que fazer com sua voz quando você mais precisar. Não é vingança, mas como estão dizendo mesmo por aí? Ah, lei do retorno.
O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Só age quem se considera em uma situação insatisfatória, e só reitera a ação quem não é capaz de suprimir o seu desconforto de uma vez por todas. O agente homem está ansioso para substituir uma situação menos satisfatória por outra mais satisfatória.
Ter um sentido de medo permite que você tome decisões com frieza. Só não desista por causa disso.
(Akitaru Obi)
Ela era poesia, e ele não sabia ler.
Ela era mar, e ele só sabia molhar os pés.
Ela pensava no futuro, e ele não sabia o que queria.
Ela orava pra dar certo, ele fazia nada.
Ela tinha planos para vida toda, e ele não honrou ela.
Ela, por fim, resolveu ser como o sol: brilhar sozinha.
Ela, por fim, preferiu ser a própria leitora de suas próprias poesias.
Ela, por fim, passou a viver mais o presente e a pensar no próprio futuro.
Ela, por fim, passou a rezar mais e pediu a Deus que só permita quem vier para fazê-la feliz.
Ela, por fim, passou a priorizar os planos dela e a se amar em primeiro lugar...
Verter
dois no mesmo jarro
Unir
cores e criar uma só cor
Ação
seus primeiros passos eu vi
e ri
Perto para quedas, minha mão
Perto para quedas, eu
Perto para quedas minha mão,
Perto para quedas, eu
Se um dia eu fosse
de tropeçar ou cair
Com você no colo
mãos ao alto
sã e salva
Feliz
tudo brincadeira
