So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Um dos quereres
Já tive tempos, onde queria sucumbir,
mas hoje, deixe-me ver,
só quero viver, enquanto puder
pois, cabe a todos o partir,
embora dolorosa a vida que temos,
e ainda na felicidade e abundância,
não faz sentido viver sempre bem,
assim o requer a vida,
porque chegará uma parte dessa vida
que é retirado de nós essa tal felicidade,
dessa maneira, escolho viver
o tempo que me cabe,
mesmo com tons de felicidade e tristeza,
e findo a vida,
nem tristeza, nem felicidade
apenas paz...
Senhor Romeo
Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.
Ontem eu te vi, e o mundo pareceu parar só para me machucar. Você estava linda como sempre, e isso doeu mais do que se estivesse diferente, porque a mesma beleza que um dia foi minha hoje só me lembra tudo o que perdi. Queria poder te dizer como foi bom te ver, mas a verdade é que foi cruel, foi como abrir uma ferida que eu fingia estar fechando. Em um instante, tudo voltou com força, cada vez que me chamou de amor, quando dizia que eu era a melhor parte da sua vida, quando me olhava nos olhos e fazia promessas que agora não pertencem mais a mim. Tudo isso ficou preso na lembrança, condenado à história que tivemos, enquanto eu fiquei aqui, sozinho no presente, tentando aprender a respirar sem você. Ver-te de longe é uma tortura silenciosa; é saber que estou tão perto e, ao mesmo tempo, infinitamente distante. Meu peito aperta, a garganta fecha, cada passo que não posso dar na sua direção. Hoje só me resta engolir o choro e aceitar, com a alma em ruínas, que já não sou mais o seu amor, sou apenas alguém que ainda sangra por tudo aquilo que um dia chamou de nós.
Nem toda preocupação é sincera. Às vezes, quem diz querer o seu bem só quer te manter previsível e submisso, porque a manipulação mais eficaz sempre vem disfarçada de cuidado.
Às vezes me faço de ingênua, e às vezes sou mesmo, mas logo percebo a intenção das pessoas.
" Um, continuaria a derivar-se só, órfão como a vaga que nasce e rebenta eremítica. O outro, fora um homem sem memórias, passado e futuro, a quem o Vento salvou. Ambos eram pertença do meu coração.
In livro ainda por terminar.
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Sabe porque? Porque só querem saber da sua vida e de como você esta, não curtem e não comentam por medo de contribuir para o seu sucesso.
Ore sem cessar
Esteja em conexão direta com os céus, só assim você será blindado contra todo mal e será luz para os que estão em trevas.
Nunca apague o seu brilho. Há vidas que só encontrarão caminho através da sua luz, ilumine intensamente todos ao seu redor.
Era só uma menina
Lutando para vencer
Exemplo que ensina
Nunca desistir de ser
Insistência em ser feliz
Realizar seu maior prazer
Navego pelo século 21 com o compasso da Geração Silenciosa: sou o violino que só canta para quem entende de zelo, e o piano que transforma a paciência em paz. Sou o silêncio que escreve poemas enquanto o mundo faz barulho
