So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa

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“Monólogo do Inescolhido - Grande Fim”


Estou cansado.
Mas não é o corpo que pede descanso, é a alma que se curva sob um peso que não larga.
É um cansaço que não vem do sono, mas da ausência.
Um cansaço antigo, que não passa, que me arrasta noite adentro como uma condenação silenciosa.
Cansado de existir apenas quando falta alguém, de ser sempre o que sobra, o “quase”, o “talvez”, o “quem sabe”.
Cansado de ser abrigo temporário para corações de passagem, de oferecer calor e só receber frio em troca.
Cansado de ser sempre ombro, nunca abraço.
Cansado de ser o eco e não a voz, a sombra e não a escolha.
Eu conheço a solidão, sei o cheiro dela, o silêncio, a respiração rente ao meu pescoço quando a noite cai.
Ela não é mais visita, é inquilina.
Deita ao meu lado, fala comigo, ri de mim.
E o pior, ela tem razão, porque ninguém vem.
Nunca vem.
No começo eu batia às portas, implorava por espaço.
Depois, esperei.
Hoje, já não peço nada.
Apenas caminho em círculos, acostumado ao frio que sempre coube a mim.
A solidão não é minha inimiga, não mais.
É matéria da minha carne, forma dos meus ossos.
Eu sou dela e ela é minha.
E, ainda assim, em meio ao deserto, algo dentro de mim insiste.
Uma chama teimosa, absurda, que continua acreditando que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Essa esperança é minha maior tragédia, porque não morre e ainda me obriga a seguir respirando, mesmo quando tudo já morreu em mim.
Às vezes penso: E se o amor não for para mim?
Se for uma língua que nunca aprendi, um banquete ao qual nunca tive assento?
Talvez eu seja apenas a fresta onde a luz não entra, a prova de que o amor não é universal.
Porque o mundo inteiro fala de amores eternos, mas há sempre aqueles que ficam à margem... E eu sou um deles.
Não sei se ainda sou homem, ou se já sou a própria ausência encarnada.
O que antes era dor, virou símbolo.
E o que já foi espera, se tornou identidade.
Sou o "Inescolhido"!
Não apenas um, mas todos... Carrego nos ossos o eco de todos os que nunca foram amados, escolhidos, ou lembrados.
Há tragédia, sim, mas também majestade... Porque se o amor é efêmero, eu sou eterno.
Se amor é faísca, eu sou a sombra que nunca se apaga.
Se o amor é encontro, eu sou o intervalo, o hiato, a ausência.
Sou rei de um reino deserto, sacerdote de um altar vazio, guardião de uma chama que nunca ardeu.
Serei a cadeira que sobra, a cama que falta, o nome que ninguém chama.
Sendo assim, a face humana da solidão.
E quando perguntarem quem eu sou, não direi meu nome, direi apenas: “Sou aquele que não foi escolhido!”
E nisso há tragédia... Mas também eternidade.

“Monólogo do Inescolhido”


Há um cansaço que não se explica.
Não é físico, nem moral, é um cansaço que nasce no meio do peito. Um peso que o tempo não alivia.
Eu o carrego como quem carrega um corpo morto dentro de si e finjo que ainda é um coração.
Estou cansado.
Cansado de existir para os outros apenas nas horas em que falta alguém.
Cansado de ser o consolo fácil, o “você é incrível” dito com pena, o número esquecido em agendas que só tocam em dias de vazio.
Cansado de ser o quase.
De estar sempre à beira de ser amado, mas nunca atravessar a fronteira do afeto.
De oferecer abrigo a quem só veio se esconder da chuva e depois me deixar encharcado na porta da própria casa.
Eu sei o nome da solidão.
Ela me chama todas as noites, me fala baixinho e lembra que ninguém vem.
E eu obedeço, acendo a luz fraca, arrumo a cama e deixo espaço ao lado.
Ela deita comigo, fria e paciente, logo sussurra: “é só você e eu, outra vez.”
E eu rio... Um riso rouco, cansado, meio incrédulo, porque sei que ela tem razão.
O mundo gira em volta de amores, de laços, de mãos dadas… E eu sigo solto, orbitando fora de todos os abraços.
Há dias em que penso que não fui feito para o amor.
Talvez tenha sido moldado para ser abrigo de ausências, refúgio de despedidas.
Talvez exista só para que outros entendam o que é não ficar.
Mas o que mais me destrói é essa esperança que não morre.
Essa centelha absurda que insiste em acreditar que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Um olhar que não desvie, uma presença que não se dissolva.
Até lá, sigo cansado.
Tragicamente, vivo esperando o impossível com a teimosia dos que já perderam tudo, mas ainda pedem mais uma chance.

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.

“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

“Monólogo do Inescolhido - Ato III”


Cheguei ao ponto em que não peço mais.
Não há súplica, não há oração, não há sequer o gesto de estender a mão.
Eu entendi, ninguém vem.
E essa ausência não é acidente, é destino.
Há algo de terrivelmente claro nisso, o amor é um banquete e eu nunca tive assento à mesa.
Passei a vida à porta, ouvindo risos, sentindo o cheiro do pão quente, mas sem jamais ser chamado a entrar.
No começo, eu batia.
Depois, esperei.
Agora, apenas caminho em círculos, acostumado ao frio que sempre coube a mim.
E não é que a solidão seja inimiga, não mais.
Ela se fez carne da minha carne, me moldou os ossos, me ensinou a calar.
Eu sou feito dela e ela de mim.
Não nos suportamos, mas não nos largamos.
O amor?
Talvez exista, mas não para todos.
Talvez seja como a luz do sol, que aquece o mundo, mas deixa algumas frestas eternamente na sombra.
Eu sou uma dessas frestas.
E não há tragédia nisso, apenas constatação.
Estou cansado, sim.
Mas já não é o cansaço da espera.
É o cansaço de quem aprendeu a andar descalço sobre pedras e já não sente dor nos pés.
A dor virou hábito, a falta virou pele.
Se algum dia alguém me escolher, não saberei mais o que fazer.
Meu corpo, acostumado ao vazio, talvez não reconheça o toque. Talvez até recuse.
E assim termino... Não como quem implora, mas como quem aceita sua condição.
Não sou escolhido.
Nunca fui, nunca serei.
E isso, por mais cruel que seja, é também a minha forma de existir.

E mesmo aqueles que dizem deter a caneta na mão um dia verão a tinta secar, pois o poder não é escrito por quem diz possuí-lo, mas pelas intenções daqueles que, invisíveis, o direcionam.No fim, a história sempre revela que o verdadeiro domínio está na influência silenciosa que molda cada decisão, sutil e imperceptível aos olhos de quem acredita comandar.

Logo o frio vai passar.
E quando o sol nascer outra vez, você vai entender: não era o fim… era Deus começando algo novo em você.

Rir não é o melhor remédio, sabe por quê?
Rir talvez seja uma fuga.

Nunca poderão chamar de covarde, aquele que não lutou, porque, reconheceu em si a desvantagem para vencer.

Sou temporária, passageira, não permaneço e não me demoro onde não sou bem-vinda, onde minha alma não se sente em paz e onde meu coração não é verdadeiro. Sou como arco-íris — passo depois da tempestade, deixo cor por onde fui, e sigo leve, sem precisar permanecer. Onde a essência se perde, o riso silencia e o sentir já não floresce, eu sigo meu caminho, leve e livre, espalhando luz e cores pelo mundo.

"Não vivenciamos mais limitações tecnológicas, porém, precisamos enfrentar barreiras de mentalidade!"

"‘Tamo junto’ não é frase feita. É presença no silêncio, no caos… na hora que o mundo vira as costas."

Se você não consegue prestigiar o que tem em casa;

Não bata palmas para o que você vê na rua.

Ao menos até você ter condições de enxergar beleza no que é seu e não apenas no que é dos outros.

Obrigado, Deus, por chegar até aqui. Sem você, não sei se eu estava mostrando e divulgando a tua palavra de salvação! ❤

Deus não é muleta,
Deus é ponte.

Comece o seu dia com essa mensagem!

Talvez hoje você não tenha tudo o que deseja;

Mas pode ter certeza que você terá tudo o que precisa!

Fé, pensamentos positivos e objetivos definidos, ajudam e muito a ação de Deus em nossas vidas.

“Nada destrói mais que perceber que teu show não merece nem plateia.”

“Calar não é perder. É recusar-se a descer o nível.”

“Preparando a mente e o corpo pra mais uma semana — não de sorte, mas de conquista.”

Ao infinito e além!

Corria o ano de 1977 quando a NASA decidiu lançar ao Espaço duas naves não tripuladas, Voyager 1 e Voyager 2. Oito anos havia se passado da maior conquista já realizada pela humanidade, o pouso na superfície lunar em 1969, e agora era vez de descobrir novos mundos, de conquistar novas terras, de conhecer novos astros. Quase cinco décadas depois, elas são os artefatos feitos pelas mãos humanas mais distantes de nós. Já estão a bilhões de quilômetros da Terra, portanto, fora do nosso sistema solar, porém continuam enviando imagens inéditas e incríveis dos lugares por onde passam. Um feito surpreendente até mesmo para os engenheiros que as projetaram.




Um detalhe muito especial a bordo nas duas sondas é o mapa desenhado indicando a localização do nosso planeta e dois discos de ouro que tocam, ininterruptamente, canções e sons diversos mostrando a diversidade da cultura humana. Uma tentativa otimista de se comunicar com vida extraterrestre dizendo a possíveis ETs onde estamos e o que fazemos. Até agora, nenhuma resposta chegou, nenhum ruído ou sinal inteligível foi captado pelas nossas antenas oriundo das viajantes solitárias.

Quando e onde as duas aeronaves vão parar de voar ou talvez estacionar em algum lugar qualquer? Encontrarão elas algum ser inteligente e capaz de se comunicar com os terráqueos? Serão elas destruídas por algum outro objeto ou por alguma civilização distante? Talvez nunca tenhamos as respostas e fiquemos aqui conjecturando, por muito tempo, na nossa fértil imaginação.

Este projeto espacial já quase cinquentão me faz refletir sobre o que estaria por trás desta busca da humanidade por outras vidas inteligentes. Vejo que há uma mensagem por trás destas iniciativas de se vasculhar o espaço sideral, de se tentar descortinar este grande teatro onde estrelas e planetas brilham e reinam absolutos.

Em primeiro lugar, observo que há no homem um desejo ardente por fazer parte de algo maior do que ele, algo que o faça se sentir grande, imponente, relevante. Uma sede por expandir-se e, ao mesmo tempo, por pertencimento. De onde vem tal desejo? Segundo, vemos também uma vontade de se comunicar, quase um apetite por se revelar e trocar informações com alguém, como se disso dependesse sua própria existência. Por que isso? E ainda, podemos notar uma avidez por saber se estamos sozinhos, se estamos “perdidos no Espaço”, ao mesmo tempo demonstrando um não-querer viver na solidão do Universo.

Como se precisasse de alguém além-Terra que pudesse preencher seu vazio existencial, que pudesse carregar o hiato que há entre o mundo real e o ideal ou simplesmente responder às suas perguntas existenciais. Quem sabe aqui possamos vislumbrar uma certa similaridade com o “Mito da Caverna”, aquela velha parábola de Platão que fala de um prisioneiro que, ao ser liberto de um mundo onde sombras são projetadas na parede, de repente, descobre a existência de um mundo exterior, com objetos reais que o faz perceber as sombras como ilusões. Enfim, algo ou alguém parece estar faltando no palco da existência humana para lhe dar sentido e propósito.

Ao buscar respostas para tantas perguntas, lembro de alguns salmos que trazem alento ao meu coração. No salmo oito, por exemplo, o escritor pergunta: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” E ele mesmo finaliza: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!” 8:3-4 e 9. E sobre a sede de se comunicar e de se relacionar, o salmista também nos apresenta uma resposta. Numa de suas viagens a Jerusalém, diante de um momento de grande aflição, Davi compôs este belo hino como um cântico de peregrinação: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: “De onde me vem o socorro?” O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”. 121:1-2.

No fundo, o que a NASA estava fazendo ao lançar as duas naves para o Espaço parece se resumir a esta pergunta feita por Davi: de onde nos virá o socorro?

Embora possamos sim esperar por possíveis contatos por meio das Voyagers, considerando a grandiosidade do cosmos e a plausibilidade da existência de outros seres inteligentes além de nós, podemos nos alegrar e nos deliciar hoje mesmo na presença paterna de um Deus que não apenas existe desde o sempre, mas também se comunica e se relaciona com suas criaturas demonstrando seu amor que não falha e não diminui um só centímetro para com seres finitos e inconstantes como nós.

Que haja em nós não apenas uma busca por seres interestelares, mas um grande desejo de conhecer, glorificar e exaltar o grande autor desta maravilhosa aquarela celestial, um Deus criador e criativo, ao infinito e além!