Sinto Saudades
Bateu uma saudade, fiquei assim, sei lá... Só sinto saudade, e sei que a qualquer momento vem...
Continuou a te esperar, não sei quando vai chegar, mas um dia nossa alma vai se cruzar e saberei identificar essa dor da saudade que insiste em ficar... Pode alguém esperar por outra pessoa sem saber quem é? Não sei explicar, mas é isso que estou a esperar, esse amor que vai chegar, e na multidão iremos nos esbarrar, para nunca mas desgrudar sei lá... Só sei que estou a esperar, esperar e esperar esse dia chegar. Yes!
Eu sinto saudade
da pessoa que não me tornei
ou que nunca vou me tornar.
não é medo de viver
é de sentir tudo de novo
me preocupando mais
sobre o que perderei ao morrer.
não é medo de perder novamente
é o medo de me encontrar
e nunca mais saber o caminho de volta
Sinto saudade sim, dos beijos, carinhos, dos dias perfeitos que passei com você...
Sinto saudade sim, daquela felicidade única, jamais sentida, expressada através de sorrisos inexplicáveis e repentinos...
Sinto saudade sim, das juras e declarações, de sentir meu coração acelerar ao ouvir o som da sua voz...
Sinto saudade sim, do seu amor, de te amar...
Sinto saudade de tanta coisa. Saudade da minha infância. De brincar na rua. Da simplicidade que era a vida. De apenas ter que escolher de que cor pintar as Nuvens. Saudade de correr na chuva, sem me preocupar em me molhar. De ser criança. De ser inocente. Saudade de acreditar que os sonhos podem se concretizar. De ficar sem fazer nada o dia todo. De me fascinar com as estrelas. Saudade de não ter que me preocupar em ver todos que amo indo embora. De não ter que fazer escolhas complexas e difíceis. Saudade de andar de bicicleta, sem rumo. De correr na rua. De não me importar com opiniões alheias. Saudade de quando a vida era simples. De quando a vida era apenas viver, e não sobreviver. De quando eu apenas perdia meus brinquedos, e não pessoas. De quando eu chorava porque não queria parar de brincar, ou fazer algo que queriam que eu fizesse, e não porque tive meu coração partido. Saudade de não me importar com a sociedade, e com as regras que ela impõe. De não pensar no futuro, de não querer crescer. Saudade de viver o agora, sem pensar no que vão dizer, ou no que vão pensar. Saudade de ser o centro das atenções. De receber atenção. De ouvir música o dia todo, sem ter lembranças ruins. Saudade de não saber o que são sentimentos. De não saber o que era sofrer, de verdade. De não ter preocupações. Sinto falta de ser o que era antes. De sentir o que sentia antes.
Já sinto saudade, daquela noite em que passamos juntos, seus olhos olhando os meus, sua boca beijando a minha, suas mãos a me tocar, seu corpo junto ao meu. Aquela noite de amor inesquecível que a gente teve. Não tem como esquecer, aquele momento em que você falava o quanto você me amava, o quanto tudo estava perfeito. Só que hoje posso notar que esse amor já não existe mais, pra você não importa saber a falta que me faz. Sua indiferença cada dia que passa só aumenta mais em relação a mim, mais eu não consigo esquecer, aquela nossa noite de amor.
Tenho saudade de quem não sabe que sinto saudade, mas não tenho coragem de perguntar se ela quer saber.
Sinto saudade da pureza do ar,
Da pureza pela pureza.
Sem cliques.
Do canto despretensioso dos pássaros.
Do toado das crianças que brincam
Sem pretensão de culpa,
Com presunção de inocência.
Do verde dos bosques rutilantes.
Do azul do céu só pelo azul
E nada mais.
Sinto saudade de quem eu era
Antes de escalar o monte dos pensamentos
E ser condicionado a ser o que sou.
Sinto saudade de mim.
Sinto saudade das nossas conversas,
daquelas que falavam de virtudes,
de escolhas, de amor dito sem pressa,
como quem ensina e aprende ao mesmo tempo.
Conversas que às vezes tinham sentido profundo,
às vezes nenhum rumo
e ainda assim eram tudo.
Porque não precisavam chegar a lugar algum
para valerem a pena.
O tempo passava distraído entre palavras,
e o mais importante nunca foi o assunto,
mas o estar junto,
o silêncio confortável entre uma frase e outra,
a presença que aquecia.
Hoje, a saudade não cobra respostas,
só guarda esse lugar bonito
onde conversar era uma forma de permanecer.
Hadil
Sinto saudade dos seus lábios,
que a minha boca ainda não sabe,
mas inventa em sonho
como quem adivinha o gosto
de um destino antes do beijo.
Saudade do seu olhar,
que nunca pousou inteiro sobre mim,
mas que eu já reconheço
como se houvesse em mim
um lugar antigo esperando o seu encontro.
Saudade do seu sorriso fácil,
esse sorriso ainda inédito,
que eu nunca vi de perto,
mas que já ilumina
os cantos mais silenciosos do meu dia.
Saudade dos seus braços,
dos abraços que ainda não vieram,
mas que o tempo, generoso e secreto,
parece guardar
como quem protege um instante sagrado.
Saudade da sua presença,
do som da sua voz perto de mim,
dos detalhes pequenos
que ainda não conheço:
o jeito de chegar,
de rir sem aviso,
de interromper o mundo
só por estar aqui.
É uma saudade absurda,
dessas que nascem antes da hora,
dessas que desafiam a lógica
e florescem mesmo sem memória.
Porque sinto falta
não do que vivi com você,
mas do que em algum lugar
já começou a existir em mim
antes mesmo de acontecer.
Tenho saudade adiantada,
invertida, impossível,
do instante exato
em que o tempo enfim vai ceder
e eu deixarei de imaginar
para finalmente te encontrar.
Eu sinto saudade da tua voz
como quem espera chuva
Em um céu que prometia tempestade.
Sinto saudade da cor dos teus olhos,
do jeito que me olhavam
como se eu fosse seu abrigo.
E agora fico aqui,
conversando com nossas lembranças,
tentando entender...
Como alguém que dizia me amar tanto
consegue virar silêncio??
Onde foi parar aquele amor?
Aquele que fazia o meu mundo leve,
que morava nas pequenas palavras,
nos risos bobos,
na presença que acalmava tudo?
Talvez esse amor tenha se perdido no tempo,
ou talvez tenha ficado escondido
em algum lugar onde nunca foi real de verdade.
Mas eu…
ainda guardo você
em cada música triste,
em cada noite silenciosa,
em cada lembrança, sorriso, desejo que dói, em cada saudade que insiste em não ir embora. 😢
Não sinto saudade e nem arrependimento do muito que fui, também do muito que tive, pois me faltava um pouco de felicidade.
Amo o pouco que sou, e o pouco que tenho, por que sou muito feliz.
Hoje tudo que faço na minha vida está muito fácil, isto me enjoa, sinto saudade da dificuldade, pois isso me fascina.
La vie presque en rose!
Está tudo tão diferente...
Às vezes sinto saudade de mim, de quem eu era. O problema é que não me lembro mais de como eu era! Tão pouco tempo, e tantas mudanças! Não sei onde me perdi, também não sei se me encontrei! Sequer sei se foi melhor ou pior. Quando tiver essa resposta, digo-vos...
Se algum dia eu a tiver...
Mas, sabe de uma coisa?
Está tudo tão diferente...
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
Ainda sinto saudade daquela criança.
Da pureza de acreditar que ser bom bastava.
De vestir uma capa imaginária
e sair pelo mundo acreditando
que ninguém deveria ficar sozinho.
Hoje eu sei que heróis também cansam.
E talvez eu não queira mais salvar ninguém.
Talvez eu só queira, pela primeira vez,
que alguém olhe para mim
e diga:
“Agora deixa.
Dessa vez,
eu salvo você.”
Às vezes olho para trás e não sinto saudade de quem eu era. Sinto pena. Pena daquele homem que acreditava que a dor tinha um propósito, sem saber que algumas feridas simplesmente acontecem, permanecem e envelhecem conosco.
Sinto saudade de um passado que já não consigo lembrar direito; é como sentir falta de uma casa que talvez nem exista mais, mas cuja ausência ainda mora em mim. Não lembro dos detalhes, das vozes ou dos dias que ficaram para trás, mas existe uma parte de mim que, mesmo sem saber exatamente para onde, ainda deseja voltar.
Sinto saudade dos corredores da escola, das amizades que pareciam eternas e das conversas que não precisavam chegar a lugar nenhum. Saudade das risadas que nasciam por coisas bobas, das manhãs que pareciam longas e da leveza de não carregar o mundo sobre os ombros. Talvez eu não sinta falta apenas da escola, mas da época em que a felicidade cabia em uma conversa tranquila, uma gargalhada inesperada e algumas horas ao lado de quem fazia tudo parecer mais simples.
Sinto saudade de quando os professores eram quase amigos, quando a sala parecia pequena demais para tantas conversas e os intervalos se estendiam entre risadas e partidas de xadrez. Até das aulas que matávamos para sentar juntos diante do tabuleiro eu sinto falta, e o mais engraçado era ver os professores rindo da nossa ‘rebeldia’, porque, enquanto outros matavam aula para ir embora ou ficar presos ao celular, nós simplesmente fugíamos para um canto para disputar uma partida de xadrez. É estranho sentir saudade até das pequenas transgressões de uma época em que nossos maiores problemas cabiam em um tabuleiro, algumas peças espalhadas e a certeza de que a próxima jogada seria motivo para outra risada.
