Sinto muito mas eu te Amo

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A Geometria de um Enigma


Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.


John Rabello de Carvalho

Despedida

"Olho pra sua foto e sinto o nó: não entendo.
Por que eu não fui o suficiente?
Eu tentei... Deus sabe o quanto tentei dar o meu melhor.
Nunca entendi por que tanto Te pedi.

Mas no silêncio da noite, a resposta veio:
Era melhor partir do que se arrepender.
Melhor ir, do que ficar... chorar... duvidar.
Sem mais nem menos, eu fui.

Sua ausência me cansou.
Sua frieza me gelou.
Sua falta de prioridade me fez desistir
do que um dia, de joelhos, eu pedi.
No silêncio da noite, eu chorei... e me despedi."

– Às vezes, eu sinto algo muito estranho…
algo que, ao mesmo tempo, me perturba e me aquieta.


"– Explica-me melhor esse “algo estranho”
que te cria controvérsias no estado d’alma…"
(disse o Tempo)


– Eu queria voltar no tempo…
naquele tempo em que eu nada sabia,
nada entendia…


"– E por que isso agora?"
(perguntou o Tempo)


– Porque eu sinto saudades daquele tempo.
Às vezes, chego a acreditar que não saber do mundo e não compreender nada dele
é uma forma de paz.
Eu não consigo entender
como é possível viver em paz
com tudo isso que acontece…
com tudo isso que os humanos fazem.
O Senhor me entende?


"– Claro que te entendo!
E é por te entender
que dialogo contigo.
O Tempo é mestre.
E você está sendo uma boa aprendiz,
com suas inquietações e interrogações...
(respondeu o Tempo)


✍©️@MiriamDaCosta
( Em "Diálogos com o Tempo")

Ode à Terra e à Marte


Enquanto vivo e observo
o presente desolador da Terra,
sinto a ferida aberta
daquilo que um dia foi jardim...


O céu cinzento cobre
os pulmões das cidades,
rios agonizam no silêncio,
florestas ardem como preces
jamais atendidas...


E então penso
no longínquo futuro de Marte,
no planeta vermelho
onde a humanidade deposita
sua febre de fuga e conquista...


Será igual?!!
Será que levaremos para lá
a mesma sede insaciável
que nos trouxe até aqui?...


Será que os desertos de Marte
serão povoados não de flores,
mas de nossas velhas ganâncias
e ruínas repetidas?...


Ó Terra, mãe esquecida,
teus ossos ainda sustentam
a vida que maltratamos...


Ó Marte, planeta distante,
tens a chance de não carregar
a maldição de nossa história....


Mas o homem é o mesmo,
onde põe os pés, deixa cicatrizes...


Se não aprender a cultivar a razão
com o coração,
nenhum planeta nos salvará...


Pois a verdadeira viagem
não é rumo ao espaço,
mas para dentro,
sem essa travessia,
nem Terra, nem Marte,
serão lar...
✍©️@MiriamDaCosta

Pode me chamar de sem coração já que eu não sinto mais nada, ou melhor me chame de alguém que aprendeu voar sem ter asas!

Estou deixando a lama secar: os pés ainda sujam, mas já sinto a firmeza do chão.

Sinto-me, às vezes, como uma alma antiga que foi condenada a viver numa era aterrorizante de modernidade vazia.

Se eu pudesse explicar, o que eu sinto, talvez eu não sentiria tanto.


Camila Rescaroli


"E para falar a verdade,
tudo que eu escrevo nem chega
perto de tudo que sinto.
Palavras raramente conseguem expressar meus sentimentos."

Sinto o que sinto
Sou genuína não minto
Gostaria de saber ser …
Sinto que não sei viver
Nesta sociedade corrosiva
Que vive uma mentira
Sinto o que sinto …
Transpareço … não minto
Mas gostaria de mentir …
Nesta vida a corroer …
Sinto … mas quero sentir
Quero ser eu; não quero fingir
Sinto o que sinto …
Porque não posso transparecer
O que sinto … quero dizer
A vida parece encenação …
Vida sem razão de ostentação
E temos que ocultar …
Para o mundo agradar
Sinto que quero …
Por ser genuína desespero …
Sinto o que sinto …
Gostaria de mentir …
Mas não minto

A Lápide da Alma:


Um Grito na Noite Gelada
Eu sinto... Não sei bem o quê. É um nó, Um vazio que me encolhe. Não sei se estou de pé, Ou se já me desfaço.
A noite mais fria de Curitiba, O silêncio, cortado só por mim. Gravo isso... pra quem? Talvez para o eu do futuro, Que um dia, quem sabe, tropece aqui.
A náusea de Sartre, Um espelho amargo. Ver a existência assim, nua, Sem roteiro, sem chão. Um vazio que é dor, E me aperta, me paralisa.
Quero chorar e quero estar bem. Uma confusão que não me move, Só me prende mais. Vejo o idiota no reflexo da janela, Distante, estranho. Sou eu, mas não sou. Desconectado do que sinto, Entorpecido. Mas nesse vazio, nesse caos, Será que há semente? Um solo onde algo novo pode brotar? Eu espero, eu do futuro, que sim.

Às vezes me sinto obrigada a fazer coisas que não me sinto à vontade de fazer, o que eu devia fazer, apenas aceitar?
Ou colocar um ponto final nisso e dizer o que realmente desejo?
Talvez isso seja difícil, mas é melhor falar do que se sentir desconfortável.⁠

Dono dos meus dias


Sob o horizonte infinito do Morro do Gavião, contemplo sua beleza e sinto o peito transbordar gratidão.


Entre o brilho das águas da Represa de Chavantes e o calor dos teus braços, meu Alexandre, eu floresço: sinto-me gigante, elegante, radiante.


No silêncio sagrado da Pedra do Índio, encontro-me amada e renovada por você — o dono da minha vida, a quem amo sem medidas.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.

Riacho dos Choros


Nesta quinta-feira vazia, sinto-me uma criança sozinha, sentada à beira das margens do riacho, no Sítio São Sebastião, chorando ao som dos passarinhos que dançam uma triste canção.
Uma criança sozinha, sentada na varanda do Sítio São Sebastião, que chora isolada escutando as brigas dos seus heróis, que gritam sem parar, sem descansar, sem terminar, sem adiar, sem repousar.
Eu sou a criança sozinha à luz do luar, deitada na grama no Sítio São Sebastião, esperando a briga parar. Eu sou aquela menina sob a luz das estrelas que desejava chorar, sem queixar, sem clamar.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.

Ela sabe que eu gosto dela.
Não precisei escrever em muros,
nem gritar ao vento o que sinto.
O meu silêncio fala por mim
toda vez que meus olhos encontram os dela.
Eu não preciso disse “eu te amo”
com a voz tremendo nos lábios,
mas confessei mil vezes
no jeito demorado de olhar,
na calma que me invade
quando ela simplesmente sorri.
Ela conhece o meu carinho
sem que minhas mãos a toquem.
Sente no ar o que guardo no peito,
como quem escuta uma canção
mesmo antes da música começar.
Quando nossos olhares se cruzam,
há um acordo mudo entre nós.
Um amor invisível,
que não precisa de testemunhas,
nem promessas em voz alta —
porque ele já vive.
O nosso presente nos denuncia.
No cuidado discreto,
no riso compartilhado,
no silêncio confortável
que só dois corações alinhados entendem.
E mesmo que o mundo nunca ouça
uma declaração formal,
ela sabe.
Eu sei.
E o agora sussurra baixinho:
nós nos amamos.

"Há dias em que tenho medo do mar, do rio
Outros dias, já sinto vontade de mergulhar
Nadar até às profundezas
E me tornar parte das águas
É como me sinto:
Às vezes, calma
Outra hora, turbulenta
Às vezes, reluzente
E outra hora, tão escura"

Mil sentimentos, um milhão de interrogações.
Sou composta por certezas e confusões, me sinto comôda na minha desordem, o que pra você parece simples, para mim é motivo de revolução.

(Palavras da alma)

Eu sinto uma vontade absurda de beijar a tua boca.

De tudo que sou, de tudo o que sinto, exala em mim o desejo de ser livre.

...
Eu tento ate ser forte mais o que eu sinto está me destruindo guardo os sentimentos em mim mas eles não querem me deixar em paz, me fazem pensar em ti a toda hora...
A dor , O medo ,sim o medo de ter te perdido assim , A insegurança , O sofrimento , isso está me deixando doente , uma doença mental e emocional isso me faz chorar o tempo todo , dói tanto ...
Esse poema faço chorando na esperança de recita-lo para você e perceber o mal que a distancia tua me fez ...