Sinto muito mas eu te Amo
Tenho um fio invisível, invisível ao Mundo nenhum olhar o alcança, mas eu sinto A alma desconhece, mas eu já fui avisada
Sinto-me como um eco perdido entre o que fui e o que se quebrou, carregando um silêncio que dói — mas ainda tentando encontrar um lugar onde eu possa respirar de novo.
Deriva
Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.
Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.
Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.
Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.
Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.
Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.
Não me sinto infeliz com a vida -
Me sinto infeliz comigo.
Me sinto infeliz ao olhar no
Espelho,
E me perguntar onde ficou perdida
Minha face.
Hoje, não sei
Se vejo a vida
Através dos meus olhos
Ou se tem alguém
Usando-os
Em meu lugar.
Observo minha imagem
No reflexo,
E fico desesperada.
Tentando achar o que sobrou de mim mesma -
Pois estou fragmentada,
E já não sei mais
onde me encontro.
Queria saber
Em que momento
Eu me perdi.
Não que fosse adiantar de algo -
Mas só pra me ajudar
A parar de pensar
Que já nasci assim:
Tão quebrada.
Tão vazia.
Tão amarga.
Sentindo que
vivo uma vida
Ao qual não me pertence.
Queria poder lembrar de
Um tempo,
Onde eu sabia quem eu era.
Se é que esse tempo,
sequer,
Chegou a existir.
Ou se ele é apenas
Mais uma ilusão
Tão fragmentada,
Quanto eu mesma sou.
Por que quando eu tento lembrar
de quem eu fui,
Na minha frente,
Só há névoa.
E no chão,
Pequenos cacos
De alguém que
talvez
Um dia eu tenha sido.
"Sinto em algumas horas que é a hora de desistir de mim, se não deixar tudo pra trás agora": o que quer que tenha feito e o que tenha falado... meu coração não teve a intenção!
A vida é feita de níveis, não é prudente transbordar, nem com amores, e nem com decepções!
Quando o dia é longo e difícil,
"quando pensa que já se cansou desta vida, bem, aguente firme"!
Não desista de si mesmo, às vezes está dando tudo errado, se achar que já se cansou desta vida e se se sentir como se estivesse sozinho... "cante comigo porque estou aqui"!
"Algumas vezes olho para a minha vida e sinto dormente, vivendo sempre os mesmos dias"; e se tudo mudasse a partir deste momento? Para viver o que nunca viveu precisa fazer o que nunca fez!
Alguém contrário é inverso, nesta ruminação esperam o pior e, por vezes, sua incoerência é fruto de experiências passadas e mal vividas!
"Desidratar certas opiniões, que maltratam o meu pensamento"... isto vai incomodar alguns, mas vale toda consideração e dedicação que provém de si mesmo!
Eliminar pensamentos negativos: se se considera perfeito, então é perfeito... "falo por mim e não de mim"!
Eu me deparei com um pensamento hoje, e o que podia dizer, só podia dizer: "sinto muito amor"!
"Uma ingratidão cobiça até uma cruz, sem saber do peso que alguém carrega nela"; os vínculos durante a vida são finitos e inconstantes, devo investir em relacionamentos genuínos e mais duradouros!
Apenas os momentos são eternos para a vida, lembrando das pessoas queridas que partiram e das que estão no alcance; elevo os meus olhos para o céu, que acolhe um pedido e atende o clamor!
Que surpresas posso encontrar, a vida é curta demais, para correr o "risco dos riscos"... "a falta de tempo para mim"!
O PÊNDULO DA SAUDADE
De: Carlos Silva
Eu sinto o cheiro da saudade permear-me o juízo, sinto o toque da vontade pulsante em meu coração, mendigando um segundo do teu olhar, feito faíscas elevadas das brasas que estalam e aquecem o ar.
Lanço-me nas covas solitárias dos escombros mais remotos, para fugir do tanto que em te penso. Meu pensamento vaga feito pendulo de relógio de parede cuja função é ir e vir, ir e vir em ritmado e preguiçoso compasso que só serve para avançar o tempo que não mais terá tempo de voltar.
Preso estou na ampulheta do passado, escorregando para outro espaço até que possa completar o ciclo e ser retornado à posição repetitiva do marcar um precioso tempo. Passo e compasso, espera que se confunde com a demora e isso só aumenta a saudade imposta pelo sentir que pulsa do coração como se fosse o pêndulo do relógio que insiste em bater no ritmado de um saudoso coração.
Calo minhas razões ao mundo, pois sinto, vindo do coração, que elas florescem mais bonito no jardim interno da minha percepção.
O Limiar
Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.
Jogar Conversa Fora ( Ou? )
Gosto De Pôr Para Fora O Que Sinto Em Minha Vasta Alma, Através Das Palavras, Por Meio Das Letras ; Sem Me Importar Se Essas Palavras Jamais Serão Lidas Ou Comentadas, O Que Me Importa É O Prazer Desse Momento, É O Que Sinto Ao Escrevê-las, Isso Me Dá Pleno Prazer Alimentando Minha Alma Transbordando Meu CoraÇão..., As Coisas Que Escrevo São Apenas Meus Pensamentos Vestindo Bellas Palavras.
A Minha Boca Fala Do Que Está Cheio O Meu CoraÇão
!!!
( Ser Poeta É Falar Com A Alma )
"Minha família é o solo, o chão onde me me sinto segura.
A saúde é a raiz que nutre o peito.
Em cada folha viva, a vitória alcançada,
E em cada flor que brota, a alegria da jornada."
Ass Roseli Ribeiro
Geralmente escrevo quando me sinto solitária ou sofrendo por amor, quem não, hein? Nos últimos tempos tenho estado mais solitária do que sofrendo por amor.
Às vezes gosto da solidão, de estar sozinha comigo mesma, voltada para meus pensamentos, nunca deprimida, isso não!
Por falta dela,
Não vou á janela
Não a pra que,
Estar nela;
Por falta dela,
Eu sinto saudades
Daquela Claridade,
Espero por ela;
Por falta dela,
Me vejo no escuro
Em cima do muro,
Ansiando por ela;
E nessas rimas roncas,
Amarelas feito ela;
Perco-me cada vez mais
Pensando nela!
Em tudo que amei, fracassei.
Sinto-me um personagem mal contado de Dostoiévski,
mas não o Idiota.
Talvez “O Patético”.
Aquele que vê demais,
sente demais,
entende demais,
e mesmo assim espera.
Eu vejo a maldade.
Eu a sinto antes que ela fale.
Ela entra pelos gestos,
pelos silêncios,
pelas pequenas traições que ninguém nomeia.
Eu sei.
Eu sempre sei.
E mesmo assim eu espero.
Espero que, dessa vez,
algo de bom aconteça.
Que alguém fique.
Que alguém não minta.
Que alguém não desista quando perceber que amar exige mais do que encanto.
Mas não acontece...
E o pior não é a maldade.
É continuar esperando depois dela.
É olhar o mundo já sabendo do fim
e ainda assim desejar um começo.
Talvez meu erro não seja amar.
Talvez seja não aprender
a endurecer.
Mas há algo em mim que insiste,
não por ingenuidade,
não por burrice,
mas por uma fé involuntária
de que o bem pode, em algum momento,
vencer a própria tendência de falhar.
E se isso é patético,
então que seja.
Porque entre ser pedra
e ser alguém que ainda espera,
eu ainda escolho
esperar.
“” Acredito que amizade é isso que sinto quando lembro de você
Sei que estás distante, mas dentro do coração posso sentir sua presença.
E mesmo o tempo que passa, não deixa tua lembrança ir embora,
Parece que foi ontem que nos encontramos... “”
Ainda sinto seu cheiro,
Ainda sinto suas mãos
...Não, não pude te esquecer.
E agora o que eu faço?
E agora, o que faço?
Está tão difícil,
Cada dia mais silencioso,
Cada manha mais fria...
E agora o que faço?
Não me preparei para ficar sem você
Nunca imaginei isso, nunca pensei.
E agora o que faço..?
As vezes penso em sair por ai,
Mas as lembranças me perseguem,
Como se você fosse aparecer do nada e voltar...
E fico esperando...
Tenho certeza que é impossível te esquecer,
E me pergunto o que faço?
Seguirei como um andarilho
Num mundo incapaz de resolver isso,
Quem sabe, eu não consiga nunca
... E nem vou tentar...
