Sinto falta do meu Passado
NUNCA FUI ALÉM...
Sei que um dia
Nem serei mais lembrado, recordado
Um dia será meu fim...
Nenhum passo a mais será dado
Nunca fui além , aquém de mim...
Extensa é a caminhada
Se fui parte do caminho
Não deixo trilhas, mapas, pegadas
Assim foi o meu destino...
Bem mais simples e pensado
Foi o primeiro passo
Pois na vida tudo é transitório
Como num trivial velório
Chorando por horas mortas...
EXÍGUO TEMPO (B.A.S)
Nas páginas viradas do meu existir
Vejo folhas mal preenchidas,
rasgadas, borradas, rotas, rabiscadas,
inacabadas e que não fazem sentido...
aliás a vida não faz sentido algum...
No espelho vejo o avesso
Um ser refletido e falso reflexo
Uma imagem inacabada
Re-criada e carente de nexo
Na inutilidade das coisas
Uma vida mal resolvida
Tolamente vivida e insolúvel
Tentando encontrar algum sentido
Nos entulhos e lixos guardados
Guardei tantos entulhos, velhas lembranças
Tolos embrulhos e embrulhadas para dar a ninguém
Em tão exíguo, escasso tempo
Vou passar pela história na mediocridade
Buscando alguma coerência
Que nunca existiu...
Repleto de ontens sem sentido...
Numa fenda profundíssima...
Assusta-me o abismo dos meus dias
Vou partir e ver que nada valeu...
O que criei ou o que deixei...
O abismo dos meus dias, cada um a mais...
Gigantes, para mim, INEXPUGNÁVEL(*)...
(*)adj: INVENCÍVEL...
PÁGINAS LIDAS E NÃO LIDAS (B.A.S)
Sou a minha catedral, meu templo
Dos meus deuses e meu Deus
Moldados ou não à revelia, à rebeldia...
São minhas dores, torturas...
Que busca a cura, a paz, a salvação...
Sou minha casa, minha rua, minha cidade...
Em todas moradas e lugares...
Memórias gravadas, computadas
Sou o relógio, a medida do meu tempo
São minhas horas contadas
São dias de labutas e de esperas
São meus dias de ócio e preguiça...
Sou mais do que tudo
O livro de minha vida
Dos meus encontros e desencontros
Minhas chegadas e partidas
Sonhos vividos e negados
Meu riso e meu choro
Páginas lidas e não lidas...
SOU MEU PSICANALISTA (B.A.S)
No lixo da angústia
Vou transmutando
E assim vou aprendendo
A essência da vida, da poesia
Que loucura, sou meu psicanalista
E tropeço nas palavras
E escorrego nos meus sentimentos
Quem sabe em outras humanidades
A folha do papel vazio
Encontro-me e desencontro-me
A metáfora é o caminho
Para reencontrar meu nirvana
Papel não tem cordas vocais
E na alquimia do poema
Transformo o lixo do mistério
No ouro da sabedoria
by:Licença Poética, Editora Biblioteca 24 horas
Bartolomeu Assis Souza, 2011
O VERSO FERIDO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A faca do verso feriu-me
Machucou minha emoção e meu falar
Recorda o primeiro poema
Que saiu entre os dedos
A poesia não marcou hora em mim...
Aqui é o reduto
Apenas o ninho
Do meu esqueleto escasso.
Porém, minha alma é mais
Ela é um passarinho voando livre
Voando no espaço, saltando de rosa em rosa.
PREPARAÇÃO PARA A MORTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Faço enquanto vivo
Meu testamento
Que tudo fique ao vento...
Meu cadáver enrijecido
Ventre inchado de hematomas
Busca guarida
Em casa de paredes suaves
Faz então sepultura
VERDADE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
(dedicado a Daniel Alberto A. Souza, meu filho)
Daqui a pouco
O sol vai partir
Vai ter que se esconder
E vai falar baixo o coração
E com a lua percebo
Já são muitas luas
Neste calendário da vida
Assim não posso dizer
Nenhuma verdade
Somente aquela que trago
A de poeta e não de profeta
O profeta anuncia uma verdade maior
O poeta anuncia uma verdade menor
Um diz: " Eu vos trago a verdade ".
O outro: " Eu trago a minha verdade".
E assim vamos pouco-a-pouco
Em cada gesto, faço a criação
Pois uma gestação é como um poema
Que compõe versos de vida
ISBN:978-85-7893-519-1
NOVELO DA VIDA
(Bartolomeu Assis Souza)
Em meu deserto solitário
Em meu profundo cansaço
Nesta travessia sem fronteiras
Em léguas longínquas
O novelo da vida esvai-se
E a vida é o desejo
Que se desenrola...
Até o fim...
A morte é o fim do novelo...
E ao morrer vou para bem longe...
Onde jamais irão encontrar-me...
Margaridas não tem espinhos.
Em nome de meu jardim, lhe declarei flor. Uma margarida, a sua favorita.
Aparei todas as ervas daninhas que se alastraram em seu arredor, reguei-a para que crescestes bela e saudável.
Você deixou com que eu escorresse lágrimas em suas pétalas, absorveu e mesmo com o gosto salgado fizestes delas uma dádiva.
Porém, mesmo com todo cuidado e carinho, no final, tu não pudeste pertencer ao meu jardim, não pode ser a minha flor.
Afinal de contas, margaridas não tem espinhos.
Ontem já passou, amanhã não sei como será,
viverei o hoje como meu presente mais precioso. Bom dia..!!!
Ainda carrego um sonho no peito.
Não é apenas meu — é nosso.
É feito de fé, de cicatrizes e de passos firmes, mesmo em estradas incertas.
Com essa fé, seguimos transformando a dor em força,
cortando da rocha bruta do desespero
uma pedra que nos sustente:
esperança.
Com ela, aprendemos que a união fala mais alto
do que qualquer ruído de ódio.
Que podemos caminhar juntos,
orar, lutar, resistir…
E, um dia, sermos verdadeiramente livres —
não só no corpo, mas na alma.
Meu irmão, minha irmã,
nossa vida é feita de escolhas.
Cada caminho nos ensina,
cada queda nos molda,
cada sonho nos empurra pra frente.
Que a base da nossa caminhada
seja o amor que espalhamos,
a fé que nos levanta
e os sonhos que nos mantêm vivos.
Alma em Chamas
No labirinto do meu ser, onde o horizonte se perde,
Um caminho que desafia o alcance da mente.
Arde em mim um amor de força ímpar,
Como magma fervente, fazendo o coração disparar.
Em um mundo implacável, onde o afeto é desprezado,
Sou golpeado, ferido, pelo peso desolado.
Mas a chama do amor dentro de mim persiste,
Uma força imortal que jamais desiste.
Seu amor, como um farol de felicidade,
Nunca me permite parar de amar, com intensidade.
Perdido entre sombras, mas guiado pela esperança,
Busco a luz do amor que em mim se alcança.
Com bravura e fé, avanço sem vacilar,
Em busca da felicidade que me fará amar.
Meu coração partido insiste em pulsar cada vez que um novo sorriso me acompanha ele ainda tem esperança em viver,
Em quanto minha alma luta para sobreviver... PauloRockCesar
A cada som, que meu pobre violão emiti me dá a sensação de não estar só, pois enquanto ouver música nem um homem estará perdido no mundo! PauloRockCesar
Que vida!
Bem meu mundo está cinza como o céu, um frio e um silêncio, que faz com que a alma suspire,
não me sinto mau, mais também não estou bem
acho que estou esperando o dia acaba,
a noite sempre nos sentimos melhor é engraçado corremos tanto pra crescer e queremos voltar para traz depois que ja estamos adultos. Oque nós mata é a saudade de tudo que não vivemos, e que nessa hora chegamos a pensar que não vamos viver,
bem meu mundo hoje está assim, sem som, sem poesia,
só olhos cansados
e a alma
fria...
PauloRockCesar
Está frio.
Tempo cinza,
segunda fria,
dia vazio, sem cor,
feito meu peito que bate em Preto e Branco.
Na terra da garoa o meu nome é solidão como no refrão,
tudo está sem sabor,
e eu espero que o sol venha me aquecer
pois esse outono frio só me lembra do que partio,
e me partio.
Sou a sombra de um alma sem Sol num descanso vendo a semana começar. PAULOROCKCESAR
