Sinto falta do meu Passado
" A casa Vazia"
A cada parte do deixado para trás, sinto que aprendi um pouquinho mais.
A semana começou e os móveis estou tirando pouco a pouco do lugar. A casa esta ficando vazia.
Sensação de missão cumprida para com o meu corpo. Finalmente eu tenho a certeza, de que eu fiz a coisa certa. Mas confesso que mesmo assim, reflito sobre e cheguei novamente a conclusão... - Sim, eu fiz a coisa certa!
Confesso que me ponho a sorrir quando sinto a sua felicidade, faz Quatro dias que não choro ao dormir, isso significa que estou suportando a decepção. Isso significa que estou pondo em meus papeis o meu drama.
Ultimamente me sinto abominando "fofocas" comentários vindo da vida alheia. Gente, Nada disso me interessa! - Não sou do tipo que ficará feliz com o esculacho da vida alheia. Cuidar da própria vida é um dom. Por favor, não me olhe como se eu fosse acreditar em tudo que esta dizendo. Se você falar mal de alguém para mim, quem me garante que não falara o mesmo de mim?
Eu posso negar e dizer que não sinto mais nada, mas quando fecho os meus olhos, sinto seu coração batendo. Sinto tudo o que você nem imagina. Talvez perdesse a graça se soubesse. Eu sinto a sua falta todos os dias da minha vida.
Estou condenada, condenada a um sentimento que só eu sinto. Só eu vivo. Antigamente eu achava que era fácil viver a vida, a mesma me levava. Como eu posso ainda me desfrutar de um pensamento e te incluir nos meus sorrisos?
Como eu posso ainda morrer por quem me matou e não se importa?
Como eu posso continuar sem você?
Mesmo não estando aqui comigo, eu sinto que esta no lugar onde sempre desejou estar. E isso me deixa a imaginar partes de seu sorriso, partes de sua felicidade. Partes que não sei aonde foram parar. Mas de uma maneira ou de outra você esta em "partes" aqui comigo.
Eu adoro escrever com a sensação de que ninguém vai ler ou se importar com o que eu penso ou sinto. Isso me faz escrever como se eu estivesse fazendo algo proibido. Isso mexe com a mais delicada reação onde me sinto totalmente livre para expor o que eu realmente penso.
Quieto
Em leito, sinto
Oh quão frio
Lobo só, sem matilha
Não tema
Está só!
Não reclame, diziam eles
Engula o choro!
Em leito, sentia
Já não mais
Mas, nada!
Frio sou
Não!
Tornei-me
Em leito, sentiria
Na pele
Seleção natural
Quantos lobos
Não entendo
Algo errado
Em leito, sinto
Coração, não mais
Odor pérfido
Não eram lobos
Abutres
Liberdade, enfim?
O Lobo e os Abutres
Em leito, sinto
oh, quão frio,
lobo só, sem matilha,
eco de uivo calado
que reverbera na pedra crua.
Não tema,
está só!
Não reclame, diziam eles,
engula o choro
como quem engole a própria sombra.
Em leito, sentia
já não mais,
mas, nada!
Frio sou
não!
Tornei-me
um vulto que se dissolve
na geada da madrugada,
uma presença que ecoa
no vácuo entre o ser e o deserto.
Em leito, sentiria
na pele,
rasgando o instinto
como faca cega.
Seleção natural
de almas partidas.
Quantos lobos
perecem em si mesmos
por não entender
que há algo errado
na dança da sobrevivência?
Em leito, sinto
coração, não mais.
Odor pérfido
de carniça ao amanhecer.
Não eram lobos,
eram abutres
vestidos de companheiros,
espreitando o cansaço
da fera solitária.
Liberdade, enfim?
Ou apenas a descoberta
de que a solidão
é menos vil
do que a falsa aliança
dos que fingem caçar juntos
mas apenas esperam
o momento da queda?
E quando o sol rasga a penumbra
como lâmina quente,
vejo o rastro das garras
que um dia julguei companheiras.
Eles não uivam,
não caçam,
não sangram pela honra
de viver em matilha.
São carniceiros,
esperando o último suspiro
da presa que pensavam ter domado.
Então ergo meu uivo
para o alto,
rompendo o céu cinzento
com o brado de quem
não teme mais a escuridão.
O eco invade os vales,
acorda os corvos,
faz tremer as sombras
que habitam a floresta.
E descubro,
na solidão que corta,
a liberdade crua
de ser lobo
entre abutres.
Não sou ferido,
sou a cicatriz que se ergue,
o instinto que sobrevive
ao banquete dos falsos.
Sou a fera que renega
o pacto da servidão.
Sou o silêncio que precede
o grito dos justos,
a promessa de que mesmo só,
o lobo sempre voltará
a caminhar sob a lua
sem temer as aves de rapina.
Conversa com nosso Pai - Me sinto impotente, Pai. Me sinto como um cachorro que caiu do caminhão de mudança e não sabe o que fazer. Não sei o que fazer diante tanta miséria; miséria material, miséria moral, miséria intelectual. Me sinto miseravelmente impotente diante de tanta miséria, Pai.
