Sinto falta do meu Passado

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“Não deixe que voos em muitas áreas de turbulência do passado, sejam a caixa preta que irá atrapalhar o seu voo pleno, no futuro.”

"O trabalho da mulher negra sustentou o passado deste país; a consciência e a ação da mulher negra é o que vai emancipar o seu futuro."

O tempo passado é um momento vivido, mas cada momento vindouro é presente. A vida é um precioso milagre!
João Batista Barbosa

Os filhos africanos sofrem pelos segredos escondidos no passado dos pais

⁠Não é possível APAGAR o PASSADO, porém é possível DESAPEGAR...

A mente mente sobre o passado, teme o futuro e perde o presente.

“A vida é um caminho de ida sem volta; a revolta contra o passado é a resistência inútil de quem ainda não aprendeu que o tempo não retrocede, apenas revela.”

“A vida não tem volta, apenas travessia. Quem transforma o passado em prisão perde o presente como passagem e o futuro como possibilidade.”

“A vida é uma estrada de mão única: não existe retorno para o passado, apenas aprendizado para o presente. Revoltar-se contra o que passou é tentar discutir com uma página que já foi escrita.”

O futuro também pode aprisionar

Falamos muito sobre pessoas presas ao passado, mas quase nunca percebemos aquelas que se tornaram prisioneiras do futuro.

Há quem não viva porque ainda sofre pelo que aconteceu.

Mas há também quem não viva porque está permanentemente esperando aquilo que ainda não aconteceu.

Talvez passado e futuro possam produzir a mesma prisão quando retiram nossa presença do único lugar onde a existência realmente acontece.

O passado aprisiona pela lembrança. O futuro pode aprisionar pela expectativa.

Entre os dois existe o presente — frequentemente abandonado enquanto lamentamos aquilo que fomos ou imaginamos aquilo que seremos.

Planejar é necessário.

Sonhar é importante.

Ter propósito nos direciona.

Mas existe uma diferença entre construir o amanhã e hipotecar o hoje para consegui-lo.

Quem vive exclusivamente para o futuro transforma o presente em pagamento de uma vida que talvez nunca consiga usufruir.

Talvez tenhamos confundido evolução com chegada.

Queremos chegar.

Ao reconhecimento.

Ao sucesso.

À estabilidade.

À realização.

À felicidade.

Como se existisse algum ponto da existência em que finalmente pudéssemos declarar: agora tudo está resolvido.

Mas toda chegada inaugura alguma nova partida.

Toda resposta produz outras perguntas.

Toda conquista modifica o horizonte daquele que conquistou.

O horizonte não se afasta de nós. Somos nós que, ao avançarmos, passamos a enxergar mais longe.

Talvez seja por isso que algumas conquistas que pareciam enormes antes de acontecer se tornem pequenas depois que acontecem.

Não necessariamente porque perderam valor.

Mas porque aquele que chegou já não possui exatamente o mesmo olhar daquele que desejava chegar.

E aqui existe algo que raramente percebemos:

não conquistamos apenas coisas; somos modificados pelo caminho utilizado para conquistá-las.

Por isso, nenhum objetivo deveria ser avaliado somente pelo lugar ao qual poderá nos levar.

Precisamos perguntar também:

quem precisarei me tornar para chegar até lá?

Porque algumas conquistas custam exatamente aquilo que pretendíamos conquistar através delas.

Há quem procure sucesso e perca a própria vida tentando alcançá-lo.

Há quem procure reconhecimento e deixe de reconhecer a si mesmo.

Há quem procure liberdade tornando-se escravo daquilo que acredita que poderá libertá-lo.

Nem toda conquista representa crescimento. Algumas são apenas perdas socialmente aplaudidas.

Talvez desenvolvimento não seja acumular cada vez mais.

Talvez seja desenvolver consciência suficiente para distinguir aquilo que acrescenta à nossa existência daquilo que apenas ocupa espaço nela.

Porque também existe excesso na falta.

Podemos ter muito e continuar sentindo que falta alguma coisa.

Podemos conquistar aquilo que desejávamos e descobrir que o desejo era maior do que a necessidade.

Talvez exista uma pobreza produzida justamente pelo excesso:

quando precisamos possuir cada vez mais para sentir cada vez menos.

E não estou falando apenas de coisas.

Acumulamos títulos.

Funções.

Relacionamentos.

Compromissos.

Informações.

Opiniões.

Personagens.

Até que um dia podemos descobrir que construímos uma vida tão cheia que já não existe espaço para nós dentro dela.

Há pessoas que não precisam encontrar alguma coisa. Precisam se desocupar daquilo que as impede de se encontrar.

Talvez por isso evoluir também seja subtrair.

Retirar ruídos.

Abandonar excessos.

Rever necessidades.

Encerrar ciclos.

Desocupar espaços internos.

Nem toda ausência é vazio.

Algumas ausências são espaços finalmente disponíveis para aquilo que ainda poderá nascer.

E talvez seja essa uma das formas mais profundas de discernimento: compreender não apenas o que devemos buscar, mas aquilo que já podemos deixar de carregar.

Porque o peso da vida não é determinado somente pela quantidade de problemas.

Também somos pesados pelas expectativas, personagens, culpas, comparações e futuros imaginários que carregamos diariamente.

Talvez leveza não seja ter uma vida sem peso.

Leveza é parar de carregar aquilo que nunca precisou fazer parte da viagem.

No final, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Até onde quero chegar?”

Mas:

“Quando chegar, ainda reconhecerei quem chegou?”

Porque nenhuma conquista deveria exigir como preço definitivo a perda daquele que pretendia conquistá-la.

O futuro merece ser construído.

Mas não às custas da inexistência do presente.

Afinal, talvez o maior fracasso não seja chegar ao fim sem ter conquistado tudo aquilo que desejávamos.

Talvez seja chegar exatamente onde queríamos…

E descobrir que, enquanto construíamos a vida que sonhávamos viver, esquecemos de viver a vida que estava acontecendo.

Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026

Uma informação pode entrar pela atenção e sair pela decisão sem jamais ter passado pelo discernimento.

Carlos Eduardo Balcarse

✔ Você nunca conseguirá viver em seu passado.
✔ Nem tão pouco lá no futuro distante.
✔ Você só tem, seu tempo presente, para...
Extrair de seu passado experiências.


✔ E pavimentar a sua estrada para o seu futuro, tudo isso no seu agora.
✔ Então desperte, pare de viver com expectativas.
🤝🏽 Mãos a obras.⁠

Toda decisão jurídica é simultaneamente uma resposta ao passado e uma mensagem dirigida ao futuro.

Retrovisor no passado,
olhar no presente e coração apontado para o futuro.
Rô Matos

"Entrego o peso do que não posso mudar no passado e abro mão do medo do que ainda virá no futuro. Aceito o momento presente exatamente como ele se apresenta. Que a dor vire sabedoria. Que o medo vire coragem. Que o apego vire liberdade. Compreendo que cada desafio traz uma lição transformadora. Porisso em paz com o que foi, me deleito; em harmonia estou com o que é, e aberto de mente e coração ao que será."


─By Coelhinha

O presente passado atormenta quando nós somos o único guardião solitário de muitas lembranças que nunca foram registradas ou escritas mas permanecem vivas, ao inverso do tempo que tudo esfumaça e apaga, a cada passo que dou em direção do novo, sempre tem um detalhe ou uma situação que reacendem no frescor do espirito às memoráveis passagens, que saudades.

Quem vive vasculhando o passado de alguém acaba deixando de viver o próprio presente.
Quem se prende ao que aconteceu antes, alimenta mágoas que não lhe pertencem e transforma o ontem em prisão. O passado dela não é sua história. Você recebeu algo muito maior: a chance de junto com ela ser o começo de uma nova história. Então pare de tentar apagar páginas que você não escreveu. Escreva algo tão intenso no presente, que quando ela olhar para trás, não sinta vontade de voltar, apenas perceba que tudo o que viveu antes foi apenas o caminho que a trouxe até você.

Antes de desenterrar o passado de alguém, questione-se se possui a maturidade necessária para conhecer e lidar com o que encontrar, pois uma vez exposto, é preciso ter a sabedoria e a capacidade de enterrá-lo novamente.

O jurista interpreta o passado normativo diante de um presente que jamais permanece idêntico.

Vejo-me novamente a contemplar um passado de um estado anímico irrepetível para mim; em que se torna improvável voltar a ignorar aquilo que as palas dos meus olhos cobriam.

A ontologia do ser, o humano em demasia, ecoam numa mente que só sabia viver. Mente essa que aprendeu a viver antes de entender o que é estar vivo.