Sinto falta do meu Passado
Você não sente falta de todas as pessoas que perdeu. Sente falta de quem acreditou que elas poderiam ser.
ESTADO “DEPLORÁTICO”
Quanta falta de atitude
Tanta trama sem reparo
República sem saúde
E que nunca remediaram
Pródigas ilicitudes
Com requintes já não raros
Banalizar as virtudes
Acusa um “pavor caro”!
"A maior tolice é buscar no outro o que nos falta; a verdadeira sabedoria é encontrar no outro o espelho do que somos."
"Existo entre dois mundos: o exterior, onde finjo a calmaria enquanto o ar me falta, e o abismo interior, um refúgio de brancura estéril onde me escondo de tudo, inclusive de mim."
"Muitas vezes, sem aviso, o chão cede. O ar me falta, os pensamentos aceleram a mil por hora e a realidade se retorce, tornando tudo mais denso do que já é. Memórias antigas, esquecidas, emergem do escuro como sombras. Quando o terror se torna insuportável, eu furo uma brecha na minha própria mente e me escondo lá dentro -- em um refúgio totalmente branco e silencioso, flutuando como uma nuvem, onde o mundo não pode me alcançar."
John Rabello de Carvalho
@j.rabello.c_888oficial
#j.rabellodecarvalho
"Há quem prefira o calor da ilusão
ao frio da verdade.
Deixa-se enganar não por falta de visão,
mas por medo de enxergar demais.
Só que a mentira é chama frágil:
ilumina por instantes,
mas cedo ou tarde apaga,
e a escuridão cobra a conta."
Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.
San Telmo
Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.
Quatro Rotas
Não foi falta de caminho.
Foi excesso de mim em lugares que não sabiam ficar.
Eu fui mar aberto
pra quem só sabia ser raso.
Fui estrada longa
pra quem cansava na primeira curva.
Fui casa
pra quem nunca soube morar.
E ainda assim… Eu fui.
Quatro rotas.
Quatro versões de partida.
Nenhuma delas me levou de volta.
Porque dessa vez
eu não me perdi...
Eu me encontrei no exato ponto
onde decidi não voltar.
Levei comigo o que doía,
deixei pra trás o que pesava.
E segui.
Sem mapa,
sem promessa,
sem você.
Eu não estou perdida
Não é falta de direção,
é excesso de mundo dentro.
Minha mente não se cala,
ela transborda.
São pensamentos, memórias, medos,
tudo ao mesmo tempo,
como se o silêncio não tivesse vez.
Eu não estou perdida.
Eu estou cheia.
Cheia de coisas que ainda não viraram forma,
cheia de sentimentos sem nome,
cheia de histórias que insistem em existir
mesmo sem saber por onde começar.
E no meio disso tudo,
existe uma parte minha
que pede paz…
mas existe outra
que entende:
é desse caos
que eu crio.
Então que seja.
Se minha mente é um turbilhão,
eu escrevo dentro dele.
Algumas almas se cruzam
pra nunca mais voltar ao normal,
viram rota, viram vício,
viram falta… visceral.
A saudade costuma mostrar as flores e esconder os espinhos. O coração sente falta do amor, mas a memória precisa lembrar por que aquilo terminou.
"O que realmente me falta é esclarecer comigo mesmo o que devo fazer, e não o que devo saber, exceto na medida em que o conhecimento deve preceder cada ação. O que importa é encontrar um propósito, ver o que realmente Deus quer que eu faça; o negócio é encontrar uma verdade que seja verdade para mim, encontrar a ideia pela qual quero viver e morrer." (Kierkegaard - Journal AA:12).
FALTA COMPAIXÃO
PARA VOCÊ QUE RESIDE NO OCIDENTAL, FOI CRIADO COMO OCIDENTAL E POSSUI UMA VISÃO A RESPEITO DOS PALESTINOS E DA RESISTÊNCIA PALESTINA
O mal do século não é a depressão, é a total falta de compaixão pelo próximo.
O mal do século não é a depressão. A depressão é a consequência, não a raiz; ela é o fruto da total falta de compaixão pelo próximo. Seja o próximo um amigo, animal, desconhecido, um familiar. Cada dia mais sentimos a falta de emoção, a dificuldade em se emocionar, de enxergar o outro. Percebemos isso até mesmo nas crianças. As pessoas não se emocionam mais tão facilmente. É mais fácil ignorar. Não sobra tempo. E a compaixão vem dos sentimentos. É a forma mais expressiva do amor.
Compaixão não é razão, é emoção, são tripas e vísceras que se contorcem por dentro.
A compaixão vem do coração, do bem-querer. Não existe na compaixão uma rua de mão dupla. É doação.
Sentir compaixão não é sentir pena. Sentir compaixão não é ser politicamente correto. Sentir compaixão não é a gorjeta do garçom ou a esmola do mendigo. Sentir compaixão não é a caridade do dia. Mais do que se solidarizar com o próximo, a compaixão transforma você, te faz uma pessoa mais humana, menos egoísta, desprendida de materialismo, de soberba, te afasta da ostentação fútil, e o principal, enche de VIDA, de paz e esperança os dias de alguém.
A compaixão tem poder. E o maior poder que ela tem é o de salvar vidas….
