Sinto falta do meu Passado
PERDÃO (soneto)
Cá estou, meu Senhor, a pedir perdão
Tal o humano: muito errei no caminho
Se de tuas leis desviei, dá-me alinho
Tentei ser, do afim irmão, mais irmão
Se de meu olhar ausentou o carinho
Perdão! Aqui me tens em confissão
Me ensina rezar com Vosso coração
Na omissão, fui um ser mesquinho
Não matei, nem roubei, fui em vão?
Perdão! Me tira deste mal cantinho
Se declinei, pouca era minha razão
Compaixão por me achar sozinho
Se no amor não pude ser paixão
Perdão pela tua coroa de espinho!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Quero aqui em alguns versos
Fazer também o meu protesto
Defender o meu nordeste
Do preconceito e da discriminação
Eu escolho o cordel
Por ser a linguagem mais fiel
Que representa o sertão
Pra ser sincero
não entendo a indignação
Dessa gente infeliz
Que não sabe o que diz
E só fica aí falando mal do nosso povo
Só porque não fomos baba ovo
De um presidente que a qualquer custo queria ganhar a eleição
Mas, felizmente, essa já não é mais a questão
O fato é que o nordeste sempre foi injustiçadooo
Taxado por muitos de atrasado
Lugar de gente sem noção
Mas contra isso eu digo é não
O povo aqui é tão sabido e politizado
quanto você que mora aí do outro lado… e fica falando mal do meu sertão.
Então, meu compadre, respeite o meu nordeste pois aqui tem sim cabra da peste
E se você duvidar
Pega aí
Os cabras retados da literatura, da arte, da cultura
E vamos aqui comparar
Duvido que tem aí
No seu lugar
Um Luís Gonzaga
Um Chico Anisio
Um Jorge Amado
Ou um José de Alencar
Vou nem seguir com
a Lista
Para não te humilhar
Nem vou falar de culinária, nem das praias
Que você costuma vir aqui frequentar
Mas se você tá acostumado
Com falsidade, hipocrisia
ou até mesmo com essa sua ideologia
Dá no pé e vai cantar
em outra freguesia
Porque caráter e honestidade por aqui a gente não negocia
Também não vou te Tratar com desdém
E pode até continuar banhando em nossas praias
que a gente não faz desfeita de seu ninguém
Você pode não valer um vintém
Mas por aqui, meu Compadre, o mal se paga é com o bem
Agradeço com sincera humildade cada elogio, mas admito que nunca consinto abrir as portas de meu coração para sua entrada!
Que minha inspiração seja um veículo de paz para todos. Que meu poema seja a força consolidadora do amor e da virtude. Que minha alma seja a sombra esculpida na luz de Deus. Pois a arte que afaga os olhos, em meu íntimo é missão!
Razão do meu viver
A amanhecer, tudo o que mais quero é sentir seus beijos.
A cada anoitecer o que mais quero é sentir seus braços me abraçando.
Se só a luz e o brilho do teu sorriso e do seu olhar me dão motivação para continuar a viver.
Se a cada dia que acordo me lembro do seu rosto angelical e sei que enquanto você estiver ao meu lado me amando, sempre serei a pessoa mais feliz do mundo.
Se durante minhas noites, só você vive nos meus sonhos.
Se tudo o que eu preciso está na pessoa que eu mais amo neste mundo.
TE AMO!
Então a minha vida não tem mais sentido sem você.
Só você sabe como me fazer feliz e só você me completa.
Se eu pudesse resumir a felicidade em uma só palavra eu daria seu nome.
Sua presença é a única que eu quero sentir por perto e seus lábios são os únicos que quero beijar, pois a eternidade ao seu lado é como um minuto ao lado de qualquer outra pessoa.
Se um dia houver alguma dúvida do que sinto por você basta fechar os olhos e pensar em tudo o que já passamos e tudo o que ainda vamos passar juntos.
Nunca se esqueça do imenso amor que eu sinto por você!
Te amo mais e mais a cada dia que passa.
Tua presença me inspira e me leva a descobrir os segredos do coração.
Toda vez que uma estrela brilhar meu amor por você só vai aumentar.
Escrevo teu nome junto do meu, nas areias do tempo para que nosso amor dure pela eternidade.
CHUVA (soneto)
Chove lá fora. O meu peito também chora
São suspiros de velhos e eternos pesares
Da alma que desapegando quer ir embora
Uma tristura que diviso, repleta de azares
Chove... Que agonia se percebe de outrora
Ah! Quem falou pro agrado voar pelos ares
Em preces de ira, com o chicote e a espora
Deixando as venturas laçadas pelos alares...
Chove lá fora. Minh’alma também aflora
E eu sinto o que o cerrado também sente
O pingo quente, e abafada a aflição afora
E esta tal melancolia que no temporal uiva
Tão impiedoso e ruidosa, que vorazmente
Tem a sensação: - choro! E chove chuva!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
SONETO CHOROSO
Choroso soneto, meu, tão chorado
Sem leveza, sem arte, sem ternura
Traçados pela sorte em desventura
Em vagidos manhosos desentoado
É tristura na trova, e desesperado
O estro. No papel cheio de ranhura
Sem condição de uma doce leitura
Afrontando o coração desgraçado
E nesta tal tirania de infeliz criatura
Ditosos algozes. No peito abafado
Surgindo da sepultura da amargura
Ó sátira mordaz, de sentido perverso
Deixe o teu jugo imóvel e silenciado
Guie só fausta melodia ao meu verso
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
RESPOSTAS NO AMOR
Amo... vejo envasado em nobre sentimento
Todo o meu ser em fulgor, a alma em união
Contempla-me a glória, inteireza na emoção
Ame! - E deixe o mal com o seu sofrimento!
Sofro... quando me encontro em desilusão
De espinhos, arranhão, então fique atento
O desdém que humilha, não há argumento
Pois, o contento, se deixa levar pela paixão
Se tem irrisão, perdoe, o perdão é prece
Árduo é o caminho, e perverso a injúria
E ter um bom alívio é o que se esquece
Amor... amar... amo, trova dum profeta
Ao coração enriquece, sem ser luxúria
A eterna inspiração do ser, de ser poeta!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
HORAS TANTAS
Horas tantas, aterrado e um tanto aflito
Confidenciei para a lua o meu detrimento
Do acaso, que com as desditas foi escrito
E se a fito, ainda o sinto no pensamento
Atroa, n'alma um pávido e nuvioso grito
Titilando dores em um amofino violento
Arremessando os anseios para o infinito
Tal o choro do cerrado aflado pelo vento
Clemente lua, que o meu azar sentiste!
No firmamento confessei o meu pranto
Enfardado pelas nuvens transparentes
E no meu peito, uma solidão tão triste
Onde o poetar a soluçar em um canto
Escorre silenciosas lágrimas ardentes
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
30 de julho de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Olha eu nunca esqueci o que você me falou, pra sempre vou guardar em meu coração, merecido eu fiquei, gesto tão bonito, uma cartão bem escrita, bem elaborada, você foi tão verdadeira, pois eu nunca imaginei, eu estou surpreendido e tenho a certeza que seu amor por mim valeu;
Pra recompensar, te prometo meu amor, eu prometo a minha vida inteira pra você;
Pra recompensar te prometo meu amor, eu prometo a minha vida, inteira pra você, pra recompensar.
SONETO SEM AMOR
Meu amor pouco ao meu alcance
Nas nuances até hoje em segredo
Não tive uma chance, pouca chance
Dele, surpresa, desilusão e tal medo
Meu amor, o olhar foi de relance
Na vida o desencontro foi enredo
Andou por andar, nenhum elance
Confiando no amor pra amar, ledo!
Pedinte viver, atravessou sem ter
A glória de um amor para amar
Passou por passar, pobre viver!
Aí de mim, na sina de encontrar
Nem digas, ó implacável haver
Nem sorriso, gesto, pra poetar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06 de setembro de 2019
Cerrado goiano
