Sinto a tua Dor
Pare. Leia. Respire. Releia.
Quando sinto o vento,
sinto o sentimento
que o vento sente
ao sentir meus sentidos
sentirem o sentimento
do vento.
Hoje me sinto mais estranha do que de costume. Como se o mundo não fosse mais preto e branco… ele estivesse envolto em um cinza espesso. Há momentos em que meu coração parece esquecer o próprio ritmo, como uma música que se perde na neblina. E, ainda assim, este corpo continua aqui, arrastando seus ossos e sua carne… acumulando cansaços que não vieram apenas do dia, mas da própria experiência de existir. Há uma fadiga antiga em mim, um peso que não tem forma, como se a alma carregasse pedras que meus olhos não conseguem ver.
Não te amarro, te sinto.
Não te prendo, te deixo ficar.
Porque o amor que é livre
não foge,
ele escolhe.
E no espaço leve do teu peito,
eu existo
não como dono,
mas como morada.
Se um dia quiser partir,
vá…
mas leve contigo
esse pedaço de mim
que aprendeu a viver
só por te amar.
Com quem errei, peço perdão e, mesmo que não me perdoe, sinto libertação, pois o arrependimento vem da verdade e do fundo do meu coração!
SENTIR E REVELAR
Sinto a intensidade da alma no olhar,
como a luz do luar sobre o universo;
o coração me diz para esperar,
mas sigo em teu doce brilho imerso.
Sinto a energia do peito fluir,
como estrelas em eterna claridade;
não há mais jeito de fugir,
teu olhar revela a verdade.
Há de ser eterno este sentir,
como o amor que vem do coração;
estrelas e luar parecem sorrir.
Calma... diz a voz da emoção.
E o universo começa a se abrir,
revelando o amor em nosso coração.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Desde que você se foi sinto como se o sangue tivesse deixado de correr em minhas veias, como se no lugar do coração tivesse apenas um enorme buraco projetado pela sua indiferença certeira.
Às vezes eu mim sinto tão estranha
Que até os meus batimentos
Consigo ouvir
Será que é por que
Eu só penso em você
Que acelera o meu coração
E a vontade de ti ter
É o que faz eu sentir
Meus batimentos cardíacos
Que contradição dessa vida
Que passa e eu só sinto os
Sintomas físicos da vontade
Interna do meu ser
Queria mesmo
Era sentir você
Mim abraçando
E mim beijando
Por que só assim
O meu ser pararia com essas
Loucuras de fazer sentir
O que eu não deveria
E realmente sentiria
O quê eu queria
Que era
Você perto de mim
Eu sempre tive dificuldade em falar o que sinto — ainda tenho.
Talvez por isso eu escreva.
Ainda não consigo dizer “eu te amo”, sempre acho que nunca é a hora certa.
Ainda não sei consolar os outros, porque acredito que o silêncio também pode ser um abraço.
Ainda não gosto de abraços, mesmo sabendo que, às vezes, eles transformam um dia ruim em um bom.
Ainda não encontrei um propósito. Não que eu ache que isso defina quem seremos no futuro, mas eu gostaria de me sentir menos perdido.
Começo algumas coisas, termino outras, abandono tantas pelo caminho.
E me pergunto se todos já se sentiram assim — perdidos — em algum momento da vida.
Se sim, como se encontraram no processo?
Há dias em que eu só espero que minha mente desperte, que descubra algum sentido, ou que me conecte a pessoas que também se sintam assim.
Talvez nelas eu encontre uma resposta.
Enquanto isso não acontece, continuo escrevendo tudo que minha mente questiona.
Eu amo meu amor. Sinto-me grato por ser agradecido. Sinto-me bem por ser quem percebe. A vida é um presente que me dei.
me sinto ser algo, incerto na vida de quem me conhece,pois sei que não sou bem vinda.
Que só tô por perto na quele grupo por que alguém gosta de mim, pois ninguém aguenta minha senserida, não sei se falsa.
Só sei se eu.
E isso parece ser ruim.
Mas vida que segue 😔.
'Que falta eu sinto do teu abraço, que falta eu sinto da tua voz a me chamar.
Que falta eu sinto do teu sorriso, dos teus conselhos que pra sempre eu vou guardar.
Tô com saudade, vó.'
Wanessa Guimarães Z96
'Faz tanto tempo que eu não te vejo
Que falta eu sinto de falar com você.
Eu sei que estás bem, e embora não esteja aqui comigo eu sei, você descansou.'
Wanessa Guimarães Z96
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
Eu desejo.
Eu sinto.
Mas não toco.
Não é falta de coragem.
É consciência.
Nem tudo que acende em mim
eu preciso alcançar.
Tem coisas que eu quero
mas não quero o preço.
Tem presenças que me atravessam
mas eu escolho não atravessar de volta.
Eu aprendi que sentir
não me obriga a agir.
E às vezes o controle
é mais intenso que o toque.
Eu transbordo o que sinto.
Escrevo porque é meu fôlego,
meu modo de soltar a alegria,
ou de dar forma à dor que me atravessa.
Sei que não caminho só..
Em algum lugar do mundo
há alguém que também se encontra em minhas palavras,
como se a mesma tempestade tivesse molhado nossas almas.
E ainda que nunca nos vejamos,
sei que um instante foi partilhado:
minhas linhas tocaram um coração,
num instante eterno disfarçado de segundo.
