Sinto a tua Dor
O Abismo do Paraíso
Você me olhava, olhos feitos de abismos,
Uma pergunta silenciosa queimava no ar:
É amor o que sangra em nós,
Ou será a dor que nos costura à beira do precipício?
Não há resposta que não fira,
Não há verso que não rasgue o peito.
Somos feitos de incêndios silenciosos,
De um fogo que tanto aquece quanto consome.
Amamos como quem pisa em cacos,
Cada passo ressoa um lamento cortante.
A dor é irmã gêmea do êxtase,
E juntos, dançamos na corda tênue da perdição.
Talvez sejam os dois, amor e dor,
Misturados como veneno e cura,
Nos levando pela mão a um destino cego,
Um salto sem redes para o abismo do paraíso.
Caminhamos sem olhar para trás,
Como loucos que amam seus próprios cárceres.
Você me olhava e eu sabia—
Não fugiremos, nem queremos.
Esse amor é nossa ruína,
Mas também o céu pintado por nossas mãos.
Se há um fundo no abismo,
Que seja feito de estrelas,
E que ao cair, toquemos o impossível.
E assim seguimos, entre beijos que cortam
E abraços que selam feridas invisíveis.
Rumo ao desconhecido, de olhos fechados,
Para cair ou voar.
Pouco importa—
O paraíso sempre começa na queda.
A vida é uma obra de arte, pintada em um quadro em várias cores, em cada dia você vive uma cor, espero que você saiba colorir porque a cor final é o PRETO e você não vai poder voltar para apagar e recomeçar!
Encontrei no teu sorriso, a felicidade.
Em seus olhos, o amor.
Com teu jeito, a razão do meu viver.
No teu adeus, minha maior dor.
Dói.
Dói pelo amor que se vai.
Dói pelo costume da presença daquela pessoa na vida.
Dói, pelas coisas que não vão ser mais vivenciadas a dois.
É como um leque que se contrai,
até fechar-se por completo,
tirando das vistas diversas ondulações de si mesmo, essas que ajudariam a soprar o futuro de um casal. O leque se fecha.
O leque não mais enfrenta o ar.
Não sopra nem ao menos uma ferida aberta.
Uma ferida que dói.
Cicatrizará um dia e deixará uma marca,
que servirá justamente para que se lembre
dos passos que levaram à ela.
Espelhos, espelhos por todos os lados, e em todos eles, da poça d’água ao desenho na nuvem, eu só a ti vejo…
Sou arisca porque me deixei toda em feridas. Assumo minha culpa por não ter conseguido dar e receber amor. Não é fácil. Só quem não sabe as fórmulas do amor é que consegue amar.
Carrego dores que não escolhi, memórias que não pedi, mas sigo amando com esperança.
Mesmo ferido, sou ponte — entre o passado que grita e o futuro que sonha paz.
2025
Querido diário,
Querido Deus
Querido amigo
É assim que devo dizer:
Não sei mais o que fazer
A solidão e a tristeza
Os pensamentos e a destreza
Como posso suportar
Se não há modo de atravessar
Deus, única esperança
Todo dia em meu peito, uma lança
Não me abandone meu senhor
Você é a luz para o amor
Nesta noite... Eu me deito
Com a dor em meu peito
Se eu pudesse voltar no tempo,
não voltaria jamais por orgulho,
mas sim pra falar no ouvido do meu eu de ontem:
“Cara, não faz isso, essa escolha muda a história”.
um oceano preenchido com minhas lágrimas
não descreveria a extensão de minhas mágoas
Riz de Ferelas
O que sobrou de você
não cabe numa caixa,
nem em foto, nem em saudade.
É mais,
é ausência com grito,
memória com soco,
presença que machuca.
Enquanto Eu Morro em Silêncio
Eu sorrio…
Mas só por fora.
Por dentro, sou tempestade contida,
grito abafado,
alma que chora.
Te amo com a intensidade de um naufrágio,
me afogo no zelo,
te espero no vácuo,
e você…
mal percebe que existo.
Cuido de ti como quem cuida do último sopro,
te coloco acima,
e me abaixo,
me apago devagar
só pra ver tua luz brilhar.
Mas não há retorno.
Não há gesto, não há olhar.
Só o silêncio cortante
de quem não sabe — ou não quer — amar.
Sigo te dando tudo,
mesmo sem receber nada.
Meus “estou bem” são mentiras moldadas
pra esconder a dor
que me esmaga em cada madrugada.
Sangro…
em silêncio.
Enquanto finjo que não dói,
que não sinto,
que não estou sendo destruído
por dentro.
E o pior não é o abandono,
é ser ignorado mesmo estando ao lado,
é o amor que entrego
ser descartado
como algo sem valor, sem cuidado.
Eu existo.
Mas só eu sei.
Só eu sinto.
E talvez, um dia, você perceba…
quando já for tarde demais.
— Maycon Oliveira – O Escritor Invisível
Dói...
Quero correr, nadar, pular, subir paredes, ranger os dentes, gritar até rasgar o céu.
O verde se apaga nos meus olhos,
o amarelo se turva como febre antiga, o branco e o azul me chamam... horizonte de silêncio, promessa de fuga.
Minhas mãos tremem de ausência,
os pés pisam em chão que afunda.
Mas sigo.
Mesmo que doa.
Mesmo que arda.
Porque no branco há paz,
e no azul, um respiro.
- Relacionados
- Frases de luto que expressam a dor da saudade e do adeus
- Frases de decepção para status que traduzem a dor no seu coração
- Dor
- Sinto sua falta: textos para expressar sua saudade
- A dor de perder alguém que se ama tanto
- Eu Sinto Sua Falta
- Carta de uma mãe que perdeu o filho desabafando sua dor
