Sinto a tua Dor
Meus olhos verdes brilhantes...
estão opacos
perderam a cor
com tanta dor.
Meus olhos verdes
amadureceram
com tanta paulada
apodreceram.
Meus olhos verdes
que te viram vindo... tão lindo
hoje... quase não veem
a sua imagem pouco a pouco está sumindo.
Meus olhos verdes... eram tão lindos!
E eu só queria que você me cuidasse
como a menina dos teus olhos.
A dor é real quando você faz com que outras pessoas acreditem nela. Se mais ninguém acreditar, sua dor é vista como loucura ou histeria.
E na minha garganta, um nó. No meu coração, uma dor. A dor de saber que eu fiz tudo errado, tudo errado para esse amor acabar. Desculpe-me, mas eu nunca soube ama não do jeito que você merece. Talvez eu tenha que começar tudo de novo, mas eu sei que nunca mais vou te ter, eu te perdi e não a nada que eu possa fazer para esse amor voltar. E o pior é que quando eu tinha você, deixei escapar por que nunca pensei que esse sentimento iria existir, e agora quanto menos pessoas souberem disso, melhor. Eu não sofro tanto, sabendo que você ama outra, ou pelo menos acha que ama. Eu não sei o que acontece, mas eu tenho certeza que nunca daria minha vida por você, como eu daria para outras pessoas, talvez pelo motivo de eu saber que você sabe se cuidar sozinho (?) mas e eu também não gostaria de ouvir um ‘eu te amo’ vindo de você. Mais motivos para eu achar que isso não é amor. E quando você está perto, eu quero sair, pois eu não quero ficar perto de você, você me faz mal. E tudo o que é bom pra mim acontece sem querer, eu posso querer nada, acontece tudo errado. Isso é motivo para risos. Mas uma coisa que eu quero levar para sempre é meu jeito de escrever qualquer palavra, sem querer, tudo na minha vida acontece sem querer, nada eu planejo, assim, totalmente. Tudo vem como uma surpresa. Por isso talvez que eu amo surpresas. Eu não vou aguentar ficar longe de você, apesar de que você me faz mal quando está perto. Eu sei que eu não posso te proibir de fazer o que você quer, mas eu não vou ficar bem sem você. E o que eu preciso é sorrir, e fingir que nada está acontecendo para tentar ser feliz, vendo o que eu jamais poderei mudar.
AMOR
O importante
é que o amor
é maior do que
a dor
não deixa a alma
desprotegida
e serve de alicerce
na construção
de uma nova vida.
Ilusão
Em um tempo de Ilusões, acreditar no Amor e Amar vendo ele na vida real, e a pior dor que existir mas criar uma ilusão na vida real caber você saber entre os lados que viver
13 de outubro
fisioterapeuta,
doutor do movimento,
auxílio na dor, no alívio atento
mãos que redigem manobra, alento
ao aflito: regente, especialista, insistente...
perito da saúde, do amparo, da evolução
profissional presente no socorro da superação.
Feliz dia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
A reflexão profunda surge em um momento de crise, angústia e dor. A pior das dores é aquele que os olhos não vêem, mas dilacera a alma e mata todas as expectativas e sonhos.
A dor da tristeza pela perda de um ente querido não pode ser maior do que a do falecido, que se encontra num estado de confusão espiritual, precisando das preces e orações para gerar a luz necessária que irá iluminar seus caminhos em direção à Casa do Pai.
O amargor do crepúsculo
Novamente os sintomas da angústia explodem em meu peito, uma dor tão forte e incessante.
O ar me falta, a lua cresce, nada me desce, o frio entra, o coração padece, o dia amanhece, mais uma vez acontece, o triste ciclo da tormenta, de um ser que tanto lamenta e carece de uma nova versão de si.
Ainda não aprendi a dizer adeus. Vai demorar.
Ainda vivo no vale de lágrimas banhadas de dor inigualável.
Ainda estou entorpecida.
Ainda parece que tenho concreto e cimento nos pés, fixando-me no chão, impedindo-me de caminhar.
Mas, de pouquinho em pouquinho, vou saindo desse abismo de trevas. Pois o amor incondicional pelo meu filho que partiu continua tão grande quanto o universo. Tanto quanto o amor que tenho por Deus e a fé que possuo.
Esse amor me sustenta e vence o impedimento de caminhar. Amor que faz dissolver o concreto e cimento dos meus pés e, mesmo cambaleando, vou tentando encontrar forças para poder continuar a caminhada.
Continuo orando diariamente como sempre fiz pelos meus 3 filhos. Embora você, Rafael, não esteja presente com a gente. Continuo tendo os 3 filhos. Conto os minutos, horas, dias, noites, semanas, mês e hoje, 12/09/2016, completa dois meses da última vez que te vi fisicamente, que conversei contigo até a parada cardíaca te levar para sempre só com 25 anos, 6 meses e 17 dias, rompendo todo o seu futuro e seus sonhos aqui na Terra. Você era tão saudável. Fazia faculdade de Educação Física.
Mesmo ausente, você não sai do meu pensamento e do meu coração amputado. TE AMO!
Até um dia, filho amado!
